E aê Galera... agora é comigo!
O final de semana foi digno do que é o automobilismo na República Sebastianista da Banânia (agradecimentos ao meu camarada Alexandre Gargamel). Uma operação bagunçada, com escancarado oportunismo e engembramentos políticos. O autódromo Internacional de Mato Grosso, construído no parque Novo Mato Grosso tem um traçado bastante interessante, é um autódromo moderno, bem desenhado, que deve permitir boas corridas, mas que ainda não estava pronto para receber corridas e isso não é só porque fizeram os boxes de tendas (até a F1 faz isso no Canadá). As áreas de escape estavam – na maioria – “no barro” e arriscar tudo em fazer uma corrida noturna... Junto com a Stockamburão foram para Cuiabá a Turismo Nacional Pasteurizada e o TCR, que também faz parte do esquema da Cosa Nostra e que tem o acompanhamento do meu camarada Alexandre Gargamel, colunista aqui do site. A coisa não foi fácil. Stock Car Depois de resolver o vexame do apagão dos refletores na quarta-feira e dos diversos comentários sobre os guardrails serem baixos (sem fundamento, eram três lâminas como nos outros autódromos), mas os postes de iluminação próximos da pista, colados nos guard rails foram mal posicionados. Tivemos os treinos livres na quinta-feira e no treino livre da sexta-feira uma ventania intensa arrancou a cobertura das arquibancadas e distorceu a estrutura, danificando vários veículos e deixando 3 pessoas feridas. Lembrando que os boxes foram feitos com estruturas metálicas semelhantes. Isso alterou a programação, com o treino de classificação acontecendo no início da noite, às 19:25 e a corrida curta prevista para as 22:10. O treino de classificação aconteceu, com o Macarroni – o campeão moral de arrancar mangueiras de combustível – fazendo a pole position. Contudo, depois do treino um novo temporal desabou sobre a região do autódromo alagando tudo, desde vários pontos da pista até os boxes e áreas de suporte das equipes. Toda a programação foi suspensa e ficou para ser remarcada na manhã do sábado. O Caos reinava para desespero de D. Corleone e todo séquito da Cosa Nostra. A corrida Sprint foi reagendada para a tarde do sábado e a corrida principal ficando para o horário noturno... se não chovesse, claro. A corrida Sprint, marcada para horário da tarde, onde diversos meios da “inpremça ixpessializada” informaram diferentes horários e a “açeçoria de inpremça” não havendo informado o horário por meio de nota oficial (mailing) para conhecimento de todos (parabéns pro tio Tropeço, Chucky e D. Diego) teve seu grid definido com o treino realizado antes do temporal da sexta-feira e com a inversão dos 12 primeiros, Ricardo Mauricio ficou com a pole position, tendo a seu lado Arthur Leist para puxarem os 31 carros no grid. Esperaram o amistoso da seleção brasileira terminar para encaixar nas grades de programação dos canais globêsticos (a 2ª vogal não era bem essa...) e fazerem a corrida curta da Stockamburão, com um calor senegalês, no meio da tarde e com muitas reclamações de pilotos em relação ao calor. Mantive o boicote e fui ver a corrida no youtube, com a narração do filho do Deus do Egito, os comentários de Zé Goteira e as entradas do GagáClone (mais do que devia) e da Olívia Palito. Depois da volta de apresentação o CASETTA, diretor de prova, manteve o Safety Camburão na pista para darem mais duas voltas e os pilotos “se acostumarem com a condição de aderência após a limpeza da pista”, mas disparou o cronômetro na regressiva para os 30 minutos de corrida. Mesmo assim foi feita a formação dois a dois e fizeram a largada como se fosse a largada convencional. Os primeiros mantiveram suas posições, com Ricardo Mauricio na ponta, seguido de Arthur Leist e Felipe Baptista. Daí pra trás a briga era feia. Ricardo Maurício e Arthur leis abriam vantagem no meio da volta enquanto Felipe Baptista segurava Gabriel Casagrande e todo pelotão atrás dele. Gabriel Casagrande tomou a P3 antes do fechamento da volta. Rafael Suzuki queimou a largada e tomou um ‘Drive-Thru’ sem direito a milkshake. Felipe Baptista foi perdendo posições em sequência para o filho do chofer de golpista, Enzo Elias e tentando dar o troco, Felipe Baptista bateu portas com Enzo Elias e levou a pior. Enzo Elias também perdeu posições para Gaetano Di Mauro e Felipe Fraga. Depois de 3 voltas o pelotão se ajustou e após quatro voltas de bandeira verde tivemos a abertura da janela e paradas obrigatórias, para em seguida Enzo Elias sair reto na curva 1 e, no melhor estilo Raul Seixas, ir de cara contra a barreira de pneus. O CASETTA botou pra fora o Safety Camburão e com isso os boxes foram fechados. Depois de 2 voltas de “cortejo fúnebre” tivemos a relargada e Ricardo Mauricio deixou o pelotão pra trás. Alguns pilotos entraram antes do fechamento da volta com Gabriel Casagrande puxando a fila. Na volta seguinte pararam o líder, o filho do chofer de golpista e Gaetano Di Mauro entre os primeiros. Arthur Leist assumiu a ponta e foi virando rápido. Quando ele parou 5 voltas depois, depois de uma boa parada acabou voltando atrás de Ricardo Mauricio, mas à frente do filho do chofer de golpista, que ganhou a posição de Gabriel Casagrande na parada e estes eram os 4 primeiros após todos pararem. Ricardo Mauricio venceu a primeira corrida da Stockamburão no autódromo de Cuiabá. Arthur Leist foi o 2° e o filho do chofer de golpista em 3°. E no céu, nuvens pesadas se aproximavam do autódromo... Para felicidade de D. Corleone e toda Cosa Nostra, do governador do estado que falou um monte de bobagem (o advérbio não era bem esse...) e de quem gosta de corrida, choveu, mas não foi o fim do mundo como aconteceu na noite de sexta-feira. A chuva continuava caindo na hora da largada, garantindo a pista molhada e antes da largada, teve a oração de um pai nosso e um pedido de benção para os pilotos. A pole position era do Macarroni, com o Raio Gama ao seu lado para puxarem os 31 carros no grid. Como era de se esperar, o CASETTA, diretor de prova, determinou a largada no modo “cortejo fúnebre”, atrás do Safety Camburão e com o cronômetro correndo. Depois de 2 voltas nutella, o CASETTA deu a largada pra valer. O Raio Gama foi pra cima do Macarroni, que foi com muita sede ao pote e perdeu a P2 para Rafael Suzuki e antes de fechar a volta, tomou também de Felipe Fraga, que não demorou a passar Rafael Suzuki e tomar a P2. Teve um enrosco no miolo e quem ficou parado em local perigoso foi Julio Campos e o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão. Bruno Baptista parou e colocou pneus slick antes da abertura da janela de paradas onde 2 pneus terão que ser trocados. Na volta seguinte Lucas Foersti e Daniel Serra fizeram o mesmo, colocando 2 pneus slick do lado esquerdo. Julio Campos conseguiu voltar pra corria, mas com voltas de atraso. Depois de 3 voltas de ‘cortejo fúnebre’, tivemos a relargada. Felipe Fraga foi com tudo pra cima e passou o Macarroni, que tomou de todo mundo, caindo pra 5°. A janela de paradas foi aberta e Ricardo Mauricio foi o primeiro a entrar na janela de paradas. Em seguida Bruno Baptista e Lucas Foresti entraram e trocaram os outros 2 pneus que faltavam. Felipe Fraga ia abrindo na frente e quando Ricardo Zonta escapou da pista e obrigou o CASETTA a botar pra fora o Safety Camburão quatro pilotos estavam entrando nos boxes, com Enzo Elias, Denis Navarro, Cacá Bueno e Rafael Reis. Na volta seguinte tivemos a relargada. Ricardo Zonta conseguiu voltar para os boxes e Felipe Fraga relargou muito bem novamente, mas no miolo Gianluca Petecof bateu porta com JP Oliveira, atravessou na pista e tomou uma panca feia de Allam Khodair. O CASETTA botou pra fora o Safety Camburão. Teve mais gente fazendo a estratégia de parar duas vezes. Gaetano Di Mauro parou, mas trocou os 4 pneus e ia ter que parar novamente em bandeira verde. Levou tempo pra limpar a pista e com isso Felipe Fraga acelerou forte novamente. Casar Ramos entrou nos boxes, mas parou antes de chegar nas tendas. Felipe Fraga entrou nos boxes e muita gente atrás dele. Rafael Suzuki ficou na pista. Felipe Fraga trocou só os dois pneus do lado direito. Faltavam 13 minutos de corrida e era uma aposta. Na volta seguinte entraram o Macarroni e Arthur Leist, também trocando só dois pneus. O Macarroni conseguiu voltar na frente de Gabriel Casagrande. O Raio Gama quase tomou a posição de Felipe Fraga. Rafael Suzuki finalmente parou e voltou na frente do Raio Gama, mas tinha a galera que parou pouco antes da segunda entrada do Safety Camburão e fantando duas voltas para o final da corrida Ricardo Mauricio era o líder, com Rafael Reis em 2° e Cacá Bueno em 3° fizeram um pódio inesperado, com Ricardo Mauricio vencendo as duas corridas. Turismo Nacional A categoria de carros de turismo de baixa cilindrada, devidamente gourmetizada pela Cosa Nostra, foi junto com o TCR, categoria continental que é comentada pelo meu camarada, Alexandre Gargamel, fazer a inauguração do autódromo de Cuiabá. Como é a “menos qualificada”, foi a quem mais sofreu com os improvisos da inauguração apressada e com as intemperes meteorológicas desta época na região. O esquema das corridas manteve-se inalterado, com as corridas 1 e 2 em sequência, depois as corridas 3 e 4, inicialmente programadas para a tarde e a noite da sexta-feira, com as corridas 5 e 6 para o sábado. A transmissão teve como sempre a dupla mais poderosa do universo, com o Filho do Deus do Egito na narração e o Enviado de Cristo nos comentários e trabalhos de pista e boxes. Essa era a etapa decisiva do campeonato das corridas sprint das classes A e B. As corridas 1 e 2 precisaram ser alteradas devido ao dilúvio da noite anterior (a programação foi toda alterada) e os carros foram para o grid na corrida 1 no final da tarde da sexta-feira. Alberto Cattucci era o pole position e tinha a seu lado Murilo Fiore para puxarem o grid dos 15 carros da classe A. Na segregada classe B quem puxava o grid eram Augusto Sangalli e Adilson Jr. Tínhamos 35 carros na classe A e 20 na classe B e os holofotes já estavam acesos. O Safety Camburão puxou o grid e com Caio Cunha parando na volta de apresentação, tivemos mais uma volta e o tempo correndo e no complemento o camburão saiu da pista e o CASETTA deu a largada. Alberto Cattucci tomou perssão por fora de Murilo Fiore, que tomava pressão por dentro de Wanderson Freitas na curva 1. Zé Neto e Alê Xavier ficaram na brita na curva 1. Os 3 primeiros abriram da briga pela P4 com Gabriel Moura, Alexandre Bastos e João Cardoso. Augusto Sangalli se segurava na frente na classe B, apertado por Adilson Jr. mas com os carros na brita da curva 1 o CASETTA teve que botar pra fora o Safety Camburão. Depois de 2 voltas de “cortejo fúnebre” tivemos a relargada. Wanderson Freitas dormiu no volante e deixou Alberto Cattucci e Murilo Fiore abrirem, ficando na pressão de Gabriel Moura, mas com Alberto Cattucci segurando o ritmo, ele chegou novamente na briga pela ponta. Augusto Sangalli se segurava na frente na classe B e faltando 2 minutos de corrida o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão com Diego Lozov parado e, posição perigosa. Foi só uma volta de “cortejo fúnebre” pra termos uma volta de tudo ou nada. Wanderson Freitas dormiu de novo no volante e perdeu a P3 pra João Cardoso. Alberto Cattucci se segurava na frente, mas no miolo Murilo Fiore conseguiu colocar por dentro e tomou a ponta. Augusto Sangalli vinha muito pressionado por Adilson Jr. Alberto Cattucci tentou retomar, mas foi Murilo Fiore o primeiro a vencer em Cuiabá. Alberto Cattucci foi o 2° e João Cardoso o 3°. Adilson Jr. tomou a vitória de Augusto Sangalli nas últimas curvas pra vencer na classe B. 
Aí entrou o Safety Camburão para o pessoal colocar a pulsação em ordem para a corrida 2 depois que a noite já tinha caído. Foram 5 voltas para arrumar as coisas e termos a largada da corrida 2, mas o tempo já estava correndo desde a volta 2, consumindo o tempo de prova em regime de “cortejo fúnebre”, levando mais da metade dos 20 minutos. Quando o CASETTA deu a largada, Murilo Fiore não vacilou e manteve a ponta. Alberto Cattucci continuou em 2° e João Cardoso em 3°. Adilson Jr. era o líder da classe B. Ewereson Dias e Nico Dall’Agnol se acharam na saída da curva 3 e Ewerson Dias ficou parado na grama e o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão. O resgate foi rápido e duas voltas depois tivemos a relargada, mas com uma volta de mais de 4 Km e meio, o tempo de corrida ia embora e a relargada foi para uma volta de tudo ou nada outra vez. Murilo Fiore relargou bem e manteve a ponta, mas provou do mesmo remédio que aplicou em Alberto Cattucci na corrida 1, só que o piloto experiente vacilou, espalhou na saída da curva e tomou o X do moleque Fiore, que seguiu para mais uma vitória, deixando Alberto Cattucci em 2° e João Cardoso em 3°. Na classe B, nova vitória de Adilson Jr. A corrida 3 tinha a programação para a noite da sexta-feira, depois a corrida curta da Stock Camburão, mas como vocês podem ver na captação da imagem daquele que seria o momento da largada, não havia a menor condição de se colocar os carros na pista (se bem que seria divertido pra quem está vendo) Com a impossibilidade de se fazer a corrida na noite da sexta-feira, ficou tudo para o sábado e os carros e pilotos alinharam para as corridas 3 e 4 no início da tarde do sábado com Daniel Nino (devido a inversão nutella do grid) na pole position, com Luttiane Soares a seu lado para puxarem os sobreviventes da sexta-feira na classe A. Na classe B, a segregada, o pole era Zé Neto, com a P16 na fila 8. Depois de uma volta atrás do Safety Camburão o CASETTA fechou os olhos e deu a largada. Daniel Nino largou muito bem e fez até tomada para contornar a curva 1. Luttiane Soares largou mal e foi engolido, com Pablo Alves assumindo a P2 e Renzo Zambolini tomando a P3. Mais atrás, Gabriel Moura, Dudu Fuentes E Rogerinho Santos se enroscaram e perderam tudo que ganharam na curva 1. Na briga da classe B, enquanto Zé Neto liderava, teve Panca envolvendo Augusto Sangalli enfiado na grama e Rogério Santos no que voltou se enroscou com ele com o carro tendo um princípio de incêndio. O CASETTA Botou pra fora o Safety Camburão. Depois de 2 voltas de “cortejo fúnebre” tivemos a relargada. Daniel Nino manteve a ponta com Pablo Alves e Renzo Zambolini atrás dele e uma pequena vantagem para Alberto Cattucci e João Cardoso. Adilson Jr. ganhou a ponta na classe B. Zambolini não segurou a pressão e caiu pra 5°, depois pra 6°, superado por Alexandre Bastos. A briga pela P2 estava sensacional e João Cardoso passou de 4° para 2° por fora na curva 2, jogando Pablo Alves para 3° e faltando 2 minutos para o fim o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão depois que Vasco Pedro, no melhor estilo Raul Seixas, foi de cara contra o muro na barreira de pneus da curva 1. E dessa vez não teve como evitar o final da corrida com o Safety Camburão na pista. Aquele respiro no calor escaldante e fomos pra corrida 4 depois de 3 voltas (pra que tantas?) o CASETTA deu a largada. Mais uma vez Daniel Nino fez uma largadaça, tangenciou e disparou na frente na curva 1, deixando a encrenca pra trás. Pablo Alves largou melhor que João Cardoso e levou com ele Alexandre Bastos pra brigar pela P3, mas não conseguiu se manter, com João Cardoso recuperando a posição. Adilson Jr. segurou a liderança da classe B. Pablo Alves, João Cardoso e Alexandre Bastos faziam uma briga espetacular pela P2 e nisso Alberto Cattucci e Guilherme Sirtoli chegaram no pelotão. A briga ficou depois entre João Cardoso e Alexandre Bastos, com Alberto Cattucci de “penetra” na briga dos líderes do campeonato. Sem pressão, Pablo Alves foi pra cima de Daniel Nino, mas depois de perder contato, Pablo Alves saiu sozinho da pista e perdeu várias posições. João Cardoso foi pra 2° e Alexandre Bastos pra 3°, pressionado por Alberto Cattucci. A briga dos líderes do campeonato beneficiou Alberto Cattucci, eu tomou a P3 de Alexandre Bastos e na abertura da penúltima volta o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão por “excesso de grama” na pista e a corrida terminou em “cortejo fúnebre”, com Daniel Nino levando de ponta a ponta, com João Cardoso em 2° e Alberto Cattucci em 3°. Adilson Jr. venceu a 4ª corrida do final de semana. Com todo mundo rezando para não chover, mas choveu! Ao menos choveu em volumes aceitáveis e a pista ficou apenas molhada e não alagada. Com a inversão nutella do grid a pole position era de Dorivaldo Gondra, que tinha a seu lado Luttiane Soares para puxarem o grid com os sobreviventes da classe A. O primeiro da classe B era Augusto Sangalli. E com a pista molhada, o CASETTA determinou a largada em modo “cortejo fúnebre” e com o relógio correndo... e a chuva caindo. Depois de 2 voltas ele tirou o Camburão da pista e deu a bandeira verde. Dorivaldo Gondra manteve a ponta seguido de Luttiane Soares e Luiz Sena Jr., que foi engolido por Gabriel Moura e Murilo Fiore. A liderança de Dorivaldo Gondra não durou nem uma volta de bandeira verde, com ele e Luttiane Soares se batendo na curva 4. Murilo Fiore era o novo líder e Luiz Sena Jr. voltou pra 2° e Wanderson Freitas subiu para 3°. Alexander Bastos vinha voando e já era o 4°, com João Cardoso em 5°. Augusto Sangalli era o líder da classe B.Luiz Sena Jr. foi perdendo posições e Alexandre Bastos tomou a P2 de Wanderson Freitas. Paquita Camargo saiu da pista sozinha, arrancou um monte de placa de grama e obrigou o CASETTA a botar pra fora o Safety Camburão. Depois de 2 voltas de “cortejo fúnebre” tivemos a relargada e Murilo Fiore trouxe Alexandre Bastos no parachoque. Weverton Freitas não ameaçava e Neto Datti parou em local perigoso depois de rodar sozinho e o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão outra vez e faltando menos de 2 minutos para o final da corrida e tivemos uma volta de tudo ou nada... e deu nada! Alexandre Bastos tentou, mas com o carro de João Cardoso parado na pista o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão encerrando a corrida com vitória de Murilo Fiore, Alexandre Bastos em 2° e Wanderson Freiras em 3°. Augusto Sangalli venceu na classe B. Para que fosse possível encerrar a programação de corridas na noite do sábado, como havia sido planejado, mesmo com as chuvas, vendavais e todo tipo de problemas no semiacabado autódromo de Cuiabá, os pilotos da Turismo Nacional Gourmet foram para a corrida que encerrava as corridas sprint em 2025 com o título indefinido em ritmo de “embalos de sábado à noite” e “dançando na chuva” varando a madrugada. A pole position era de Marcel Leão com a inversão nutella dos 10 primeiros e ao seu lado estava Everson Dias para puxarem os sobreviventes do final de semana. Ednardo filho em 16° puxava os sobreviventes da classe B. A pista tinha pontos molhados, mas em geral estava mais seco que molhado. O CASETTA botou o Safety Camburão para os pits e tivemos a largada com os carros lado a lado. Everson Leão manteve a ponta, seguido de Pablo Alves e Daniel Nino, que logo foi superado por Luiz Sena Jr. Domenico Largura liderava a classe B. A briga pelo título estava na P5 de João Cardoso e Alexandre Barros em 6°. Nico Dall’Agnol era o líder da classe B. Mas num enrosco na curva 1 Guilherme Sirtoli achou Ednardo Filho atravessado na curva, com Sirtoli levando a pior. O CASETTA teve que botar o Safety Camburão pra fora. Foram 2 voltas de “cortejo fúnebre” até a relargada e Marcel Leão manteve a ponta. Daniel Nino vinha apertando Luiz Sena Jr. pela P3. Nico Dall’Agnol tomou bandeira preta por ter tocado em Ednardo Filho e provocado o acidente com Guilherme Sirtoli. Com isso Victor Manzini era o líder da classe B. Daniel Nino saiu reto em uma das curvas do miolo, mas conseguiu um lugar seguro pra parar. O pelotão da frente estava compacto, com os 7 primeiros andando juntos. Adilson Jr. tomou a liderança da classe B a 3 voltas do final. Pablo Alves forçou pra cima de Marcel Leão e tirou o líder da pista. Ele também perdeu velocidade e Luiz Sena Jr. agradeceu pela liderança. João Cardoso assumiu a P2 e Alexandre Bastos a P3. Luiz Sena Jr. alargou o parachoque e garantiu a vitória, com João Cardoso em 2° e Alexandre Bastos em 3° depois de uma última tentativa no cotovelo. Adilson Jr. venceu sua 5ª corrida do final de semana. João Cardoso sagrou-se campeão no campeonato das etapas “sprint” na classe A e Adilson Jr. na classe B. Sessão Rivotril. Seguindo meu mestre inspirador, está na hora de receitar as pílulas da semana. - Essa semana foi a semana das situações de vexame para a Stockamburão. Vexame 1: Motores V8 estarão de volta em 2026. Depois de enterrarem um caminhão de dinheiro, adiarem o início e complicarem (o verbo não era bem esse...) as primeiras etapas do ano – fora punirem pilotos por falar a verdade – D. Corleone, seu “Santino” e a chefia da Cosa Nostra não deram o braço a torcer totalmente, e ao invés de usarem os motores usados até 2024, vão um motor GM, batizado de LT1, usado desde 2014 nos Corvette e 2016 nos Camaro. A usina tem cerca de 6,2 litros, bloco de aluminio e injeção direta. Na versão de rua, pesa cerca de 230kg e gera 460cv a 6.600 RPM (O atual motor gera 500cv a 7.600RPM), mas o “motor 2025” deve ser “amansado” para ter mais durabilidade, para ter também como criar o push nutella. - O segundo vexame da Stockamburão contou com o viés político: a precoce inauguração do autódromo de Cuiabá começou com problemas na infraestrutura, com um “apagão” na quarta-feira, onde metade dos refletores não acenderam. O treino foi cancelado. Depois vieram as pancadas de chuva – típicas desta época do ano na região – que alagaram boxes (tendas), fez a drenagem não dar conta e arrancou uma parte da cobertura das arquibancadas, causando 3 feridos e muitos danos materiais. As chuvas bagunçaram (o verbo não era bem esse...) o cronograma de pista, fazendo a Turismo Nacional Gourmet varar a madrugada para manter suas corridas. - O autódromo de Cuiabá é muito bom. Pista larga, boas retas, boas curvas, áreas de escape e quando estiver pronto, com áreas de escape em asfalto e brita (não em barro), com as áreas de grama com grama e uma recomendável tela para evitar que um carro saia da pista, supere o guard rail e atinja um poste de iluminação (ou mudar os postes para o lado interno da pista ao invés do externo). - Como boicotei a bandburros (que perdeu a F1 mesmo oferecendo mais dinheiro), assisti as corridas pelo youtube com o Filho do Deus do Egito narrando e dando um “spoiler” que pode acabar com o lustroso narrador sendo jogado no lago de Interlagos com um bloco de concreto nos pés: ele falou que há uma possibilidade de termos DUAS corridas de rua na Stockamburão em 2026. Com a volta de Goiânia, Santa Cruz do Sul e Brasília para receber corridas, com os novos autódromos de Cuiabá e Chapecó, com 12 etapas por ano, corrida de rua pra quê? Vamos ver... - Falando de coisas da bandburros, a pior coisa foi a notícia de que apenas 8 das 17 corridas da Fórmula Indy serão apresentadas na TV aberta. As corridas que eram apresentadas em TV aberta pela TV Cultura com o ótimo Alexi Lalas na narração, vão ter as demais corridas apresentadas “nas plataformas” da emissora, que não pode colocar no canal por assinatura, que tem contrato com os canais do Pateta. A gente só perde! Isso sem falar na possibilidade de ter o narrador fake fazendo a narração. - O narrador adivinho, o Herculano Quintanilha do futebol, nos canais globêsticos (a 2ª vogal não era bem essa...) deve mesmo ficar longe das corridas da F1 (obrigado, Senhor!) com a confirmação do Talalarga (esse já fez algumas transmissões de corridas com o Nhonho) nas transmissões do Sportv para a F1... só não falaram ainda sobre as categorias de base e acesso. Como e ode vão passar? Nas tais das “plataformas”? - Fechando com F1, o Aiatolá Sulayem está usando a máquina burocrática da FIA para que a determinação judicial, possibilitando as candidaturas de Tim Mayer e Laura Villars não fossem homologadas e ele tivesse um adversário na eleição que acontece em dezembro. - A pomba gira vai baixar na Chica da Silva... de novo. - Para quem não sabe porque eu fiquei longe do site por algumas semanas no início do ano, tive negado meu projeto onde escrevi uma série (em 6 episódios), sobre a verdadeira história do maior piloto de todos os tempos. Criei um Blog para isso e quem quiser ler a saga do maior astro das pistas é só clicar aqui. Felicidades e velocidade, Paulo Alencar Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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