E aê Galera... agora é comigo!
Para sossego da minha editora, Chica da Silva, a Rainha da Bahia, este final de semana tivemos apenas a etapa da usurpadora, a categoria gourmetizada de caminhões no Brasil, que estava inicialmente programada para Santa Cruz do Sul, mas com o atraso nas obras de recuperação do autódromo Gaúcho, foi transferida para o autódromo Potenza, em Lima Duarte – MG, perto de Juiz de Fora. Normalmente a NASCAR Tapuia faz parte da programação da usurpadora, correu na mesma data, mas na pista de Track Day de Mogi-Guaçu, onde os caminhões não colocam as rodas. Como o “Ogro tá na Pista”, vou dar uma força pra eles aumentando a atenção para os pilotos da categoria. Copa Truck Com o fiasco do cancelamento da corrida em Santa Cruz do Sul, uma vez que as obras não terminaram, a Usurpadora teve que arranjar outro lugar pra correr. Como o dono da fazenda onde tem aquela pista de track day pra pobrinhos em Mogi-Guaçu, o lugar que eles conseguiram pra manter a etapa foi o autódromo de (baixa) Potenza, em Lima Duarte. A categoria já havia corrida lá duas vezes, mas a pista não ajuda nada. A pole position era do Marvado e tendo a seu lado Dr. Smith para puxarem os 20 brutos da classe PRO. Na classe Elite a pole era do Fetuccini e com Faro Fino a seu lado para puxarem os 16 caminhões dessa classe totalizando 36 brutos. Eles entraram na micro reta mais ou menos arrumados e o amigo do Adoniran, o Ernesto, diretor de prova, deu a largada, fazendo subir o Fumacê. O Marvado segurou a ponta. Dr. Smith veio em 2°. O Cabra deu uma rasteira no Abbatido e pegou a P3. Na largada da Elite teve batida entre o Eletrucutado e o Nadador Xuxa, mas ficaram fora da pista e não precisou de entrada do Safety Truck. O Marvado ia abrindo vantagem enquanto o Cabra tentava dar outra rasteira, agora no Dr. Smith (que via Smith Jr. Errando e saindo da pista duas vezes). Em menos de 5 minutos de corrida os caminhões da classe Elite já estavam passando a muié do véio da Kombi, última colocada da Classe PRO e atrapalhando a disputa pela liderança, que era do Fetuccini. Passar nessa pista é difícil e o Menestrel tentou fazer uma graça pra cima do Rizzadinha, desafinou na saída de uma curva travada (que é o que mais tem no Potenza) e perdeu três posições. Na volta seguinte o caminhão do Rizzadinha explodiu a turbina, saiu da pista e com o caminhão em local perigoso, além do óleo na pista, o amigo do Adoniran, o Ernesto, botou pra fora o Safety Truck. Quando relargaram, MamaBia errou na 1ª curva e entregou várias posições. O Marvado continuou na frente, com Dr. Smith na P2 e o Cabra na P3. Marvado e Dr. Smith abriram do Cabra, que vinha tomando aperto do Abbatido. Fetuccini continuava líder da classe Elite. O Marvado levou a corrida 1, com Dr. Smith em 2° e o Cabra em 3°. Fetuccini venceu na classe Elite. Aí tivemos o balé do bebum perneta para fazerem a inversão dos 8 primeiros do grid pra corrida 2. Com isso MamaBia foi pra pole, com o Campeão Retornado ao seu lado para puxar os sobreviventes da classe PRO. Na classe Elite a inversão colocou o Ariado na pole e o Roncador ao seu lado. Trocas de posição feitas e depois de três voltas o amigo do Adoniran, o Ernesto, deu a largada e subiu o fumacê. MamaBia largou bem, mas logo atrás o Marvado surtou e tentou fazer uma curva impossível. Fez um ‘strike’ acertando o Beato Salu, o Abbatido e atrapalhou quem vinha atrás. O Campeão Retornado veio na pressão e no que tentou passar por fora, o Coach Cabeleira tomou a P2. Pedro Alvarez Cabral e sua caravela à Diesel liderava a classe Elite. MamaBia segurava todo mundo e com isso o Cabra e Dr. Smith chegaram no Campeão Retornado. O Campeão Retornado retomou a P2 e Dr. Smith deu um perdido no Cabra e assumiu a P4. O Coach Cabeleira perdeu rendimento e caiu pra 5°, com Dr. Smith assumindo a P3. A alegria de MamaBia acabou, com ela perdendo muitas posições. O campeão Retornado foi pra ponta, Dr. Smith veio junto e depois o Coach Cabeleira e o Cabra também passaram. Na briga feia da classe Elite o Fetuccini deu no meio do Quasímodo, que acertou o Eletrucutado, que foi acertado pelo Tabuada e com tantos destroços na pista o amigo do Adoniran, o Ernesto, votou pra fora o Safety Truck. O parabrisa do caminhão do Eletrucutado estava afundado pra dentro da cabine. A relargada deu só 1 minuto de corrida e com isso 2 voltas de tudo ou nada. O Campeão Retornado se segurava na ponta como dava, mas traseirou em tantas curvas que Dr. Smith tomou a ponta, entrou na frente na última volta e venceu sua 1ª corrida este ano. O Campeão Retornado foi o 2° e o Coach Cabeleira foi o 3°. Pedro Alvarez Cabral levou sua caravela à Diesel até a vitória na classe Elite. NASCAR Brasil (O Ogro tá na Pista) Em uma compra descasada a NASCAR Tapuia não encarou ir para o (baixa) Potenza em Minas Gerais e fez na pista de track day de Mogi-Guaçu, junto com a Copa Quasímodo, a sua 6ª etapa do ano, batizada de “Match Point” (sempre os títulos em inglês, que já eram assim desde antes do acordo com os norte americanos e quando se chamava Sprint Race), disputada em duas corridas, uma no sábado e outra no domingo. O melhor da transmissão era a narração era do melhor narrador de automobilismo do país, meu camarada, o Sinestro, que não cansa de sofrer: se na Porsche Gourmet ele tem a companhia do Prosdócimo, na NASCAR Tapuia ele tem a companhia do dublê de comentarista Pária. Na corrida do sábado era de Thiago Camilo, que tinha a seu lado o Decano Barrichello para puxarem os 22 pilotos no grid, sendo 12 na classe NASCAR e 10 na classe Challenge. Depois das voltas de apresentação os pilotos ficaram lado a lado na mini reta e com tuto arrumadinho o diretor de prova, o CASETTA, deu a largada. Thiago Camilo manteve a linha de dentro, o Decano foi pela linha de fora. O pole deu uma “travadinha” na tomada da curva 1 e segurou o Decano. Enquanto Cacá Bueno e Felipe Tozzo se enrolaram na curva 1, Gui Backes aproveitou, passou os dois e foi pra P3. Os 3 primeiros abriram, mas na saída do ‘S’ da entrada dos boxes teve enrosco (que a transmissão perdeu) entre Thiago Camilo e o Decano Barrichello, que tocou na traseira do líder, fazendo-o rodar, com Camilo levando a pior e o Decano seguindo na prova, agora na liderança, com grande vantagem para Gui Backes, que se assustou com a confusão, dando chance para Cacá Bueno recuperar a posição e ir pra 2°. O CASETTA botou pra fora um Safety Camburão elétrico de “cortesia” da fábrica da gravatinha. Felipe Tozzo rodou sozinho, assim como Alex Junqueira. Com a bolha de fibra toda arrebentada, Thiago Camilo voltou pra pista... em último. Em qualquer categoria o Decano ia tomar – no mínimo – um ‘Drive-Thru’. Depois de duas voltas de cortejo fúnebre, tivemos a relargada com os carros lado a lado na mini reta dos boxes. O Decano Barrichello manteve a ponta, com Cacá Bueno em 2° e Ricardo Zonta surpreendeu pulando pra P3, mas no meião do pelotão Alfredinho Ibiapina foi tocado por Gui Backes e rodou, sendo depois acertado por Gabriel Romano. O CASETTA segurou o ímpeto de botar o Safety Camburão pra fora novamente, deixou a disputa rolar ao longo da volta até os pilotos chegarem na reta e a corrida seguiu, mesmo com fluido na pista na linha de fora da curva 1. O Decano Barrichello foi abrindo vantagem e Ricardo Zonta foi superado por Victor Andrade, mas o veterano não desistiu da posição e com o furo de pneu de Victor Andrade, que achou um pedaço de fibra na pista, Ricardo Zonta voltou pra P3 na curva da mata, seguido do líder da Challenge, Jorge Martelli. Enquanto o Decano Barrichello seguia livre na pista, Cacá Bueno tomou 5s de punição pela espalhada pra cima de Felipe Tozzo na largada, mas da panca em Thiago Camilo, nada! Cacá Bueno se aproximou no final da reta, mas não tirou a vitória (na pista, pois foi punido em 5s) de Rubens Barrichello, que não foi punido e ganhou o campeonato regular da NASCAR Tapuia (as 3 últimas etapas são chamadas de “Special Edition”, para distribuir mais troféus). Jorge Martelli foi o 3° colocado e vencedor da classe Challenge depois da punição pesada de 20s para Ricardo Zonta por queima de largada (onde, comissácos? E para o Decano, nada? “Meu Jesus Cristo” – a expressão com 3 palavras não era bem essa...). No domingo tivemos a 2ª corrida. E o grid foi sem inversão nutella, com as posições de chegada da corrida do sábado. A pole position ficou então com o Decano Barrichello e ao seu lado o não menos veterano Cacá Bueno. Como alguns carros são “compartilhados” houve troca de pilotos nestes carros. Depois das voltas de apresentação os pilotos ficaram lado a lado na mini reta e com tuto arrumadinho o diretor de prova, o CASETTA, deu a largada. O Decano Barrichello conseguiu fazer uma linha pelo centro da pista enquanto Cacá Bueno foi lá na tomada pra curva 1. O Decano manteve a ponta e quem largou bem foi Vitor Genz que foi pra P3. Como de se esperar, tivemos enrosco na curva 1 com Nick Monteiro sendo tocado, rodando, mas ficando na pista. O Decano Barrichello ameaçava abrir enquanto Cacá Bueno era pressionado por Vitor Genz. Quem vinha babando era Thiago Camilo, que tomou do Decano na corrida do sábado e vinha voando, já na P6 em uma volta e meia. Os 3 primeiros abriam e Smith III, outro filho do Dr. Smith, era o 5° e líder da classe Challenge, mas logo foi superado por Thiago Camilo. A briga pela P2 apertou e o Decano Barrichello foi embora. Na volta seguinte Thiago Camilo passou Leo Torres e assumiu a P4 antes de abrir a volta 4. Na volta 5 Vitor Genz bateu e o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão elétrico. Duas voltas pra relargada com os carros lado a lado e os três primeiros eram os veteranos Decano Barrichello – que segurou a ponta – e deixou aberta a briga pela P2 entre Cacá Bueno e Thiago Camilo, mas Cacá Bueno se segurou. Briga boa pela P4 e Witold Ramasauskas ganhou a P4 de Leo Torres. Ricardo Zonta ganhou um ‘drive thru’ sem milk shake pelo toque em Nick Monteiro na largada e o líder da classe Challenge, Smith III foi empurrado pra fora da pista por Victor Andrade e abandonou. Alfredinho Ibiapina assumiu a liderança da classe Challenge. Witold Ramasauskas chegou rápido em Thiago Camilo e entrou na briga pela P2. O Decano Barrichello foi embora novamente. Thiago Camilo atacou Cacá Bueno no saca-rolha e ganhou a P2. O Decano Barrichello venceu novamente, com Thiago Camilo em 2° e Cacá Bueno em 3°. Alfredinho Ibiapina, 6° na corrida, venceu na classe Challenge, que teve Jorge Martelli como campeão. Sessão Rivotril. Seguindo meu mestre inspirador, está na hora de receitar as pílulas da semana. - Começo o receituário do final de semana com a MotoGP e Cia. Mais uma excelente corrida de Diogo Moreira e com a narração sem histeria do Hamilton Genérico. - Depois da Enfadonha MarquezGP (parabéns pela sacada, Gargamel), retomei a corrida da European Le Mans Series, mas apesar do Tem. Mironga garantindo a qualidade da narração, aturar o Milanesa e o comentarista Genérico estava complicado (o aposto não era bem esse...). - E a pedido da minha filha, troquei a ELMS para assistir com ela a seleção de vôlei feminina do Brasil. Se os caras do futebol tivessem metade dos (desculpem, não encontrei um adjetivo incensurável) delas... Mas ainda deu para assistir os 20 minutos finais da ELMS antes de mudar para a Usurpadora. - Falando da categoria de caminhões gourmetizados, os canais globêsticos (a 2ª vogal não era bem essa...) ignorou solenemente a transmissão do automobilismo, inclusive com um jogo de futebol que também estava sendo transmitido na TV aberta (atenção vocês que celebraram a volta da F1 para lá... olha o que os espera.). - Na bandburros (que perdeu a F1 e manteve o narrador fake e indiciado na transmissão), tivemos o Terrível narrando e o Prosdócimo comentando. Para resumir, depois que um piloto errou a freada e o Terrível disse que ele “destracionou”, o “Meu Jesus Cristo” (a expressão com 3 palavras não era bem essa...) foi ouvido em todo Tocantins. - No final, copiando o pior dos canais globêsticos (a 2ª vogal não era bem essa...), a transmissão foi interrompida para a entrada do “xou” de horrores de Arrelia Jr. e da Chapolim Colorada. - E na transmissão da NASCAR Tapuia, com “muita elegância” o Sinestro abriu a transmissão com uma “canelada” no dublê de comentarista Pária, explicando pra ele o significado do termo “hecatombe”! - Assisti a transmissão da Série C das categorias de monopostos pela TV Cultura, com Alexi Lalas e Dedé Santana, que revelou o plano da Andretti (que tem o nome mas mudou de dono) de colocar Colton Herta como piloto da F2 para ele tentar conseguir os pontos da superlicença da F1 e poder assinar com a Cadillac. - Com isso, a pachecada da nossa “inprença ixpessializada”, vendo a equipe norte americana cada vez mais distante (quando enviei a coluna, estava quase tudo fechado para os titulares de 2026 serem o Galo Véio da Finlândia e o Outrora Ligeirinho Mexicano), agora tenta “colocar” o Filho do Dragão na Alpine. Merecer o piloto merece. A gente é que não merece esse pessoal na TV, Rádios e redes sociais. - Para quem não sabe porque eu fiquei longe do site por algumas semanas no início do ano, tive negado meu projeto onde escrevi uma série (em 6 episódios), sobre a verdadeira história do maior piloto de todos os tempos. Criei um Blog para isso e quem quiser ler a saga do maior astro das pistas é só clicar aqui. Felicidades e velocidade, Paulo Alencar Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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