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Campeões mundiais na MotoGP e no TCR. Moreira melhor Rookie e a Jabuticaba de Curvelo PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 18 November 2024 10:21

Olá leitores!

 

Como estão? Espero que todos bem. Temporadas chegando ao fim, e começa a aparecer um pequeno vazio no peito, pela falta daqueles espetáculos a que nos acostumamos durante o ano, às vezes até tendo que alternar entre telas para acompanhar dois eventos no mesmo horário. É a vida, fazer o quê? Pior, chega a época das confraternizações de final de ano... já prepararam sua “poker face” para a “festa da firma”? Vão se preparando... enquanto isso, vamos ao que tivemos de corridas.

 

E neste final de semana tivemos a decisão dos títulos de pilotos e de equipe do TCR World Tour, no espetacular Circuito da Guia, em Macau. Pela 8ª vez em 10 anos o título de equipes ficou com a Cyan Racing, que começou essa série ainda no WTCC, com os Volvo, e segue agora com os Lynk&Co, carros BEM mais interessantes presencialmente do que em fotografias, título desse ano assegurado com a vitória na primeira corrida do final de semana, no sábado, por parte de Thed Björk. Ele também estava na disputa pelo título de pilotos, mas na segunda prova do final de semana, no domingo, os Hyundai trabalharam muito bem como equipe e o título ficou com Norbert Michelisz, coroando um trabalho muito bom feito durante o ano inteiro. A respeito da primeira corrida, Björk fez valer sua pole position nas duas largadas. Sim, duas: Guerrieri, desesperado para ir para o pelotão da frente após uma classificação não exatamente brilhante, alongou o ponto de freada da primeira curva de 90 graus da pista (curva Lisboa), e ao voltar, ao invés de se manter grudado ao muro do lado esquerdo da pista, entrou e veio para o meio da pista. Já tinham 3 carros lado a lado num lugar estreito, aí ele se tocou com o companheiro de equipe Butti, rodou, bateu, quebrou a roda traseira e ficou atravessado no meio da pista. Bandeira vermelha pra retirar os carros e os pedaços de asa que ficaram espalhados, e nova largada, dessa vez atrás do safety-car. Após o susto da primeira largada, os pilotos foram mais cuidadosos e a corrida transcorreu sem problemas, com Thed sendo acompanhado no pódio por Michelisz em 2º e Azcona em 3º. No domingo, uma chuva torrencial pouco antes do horário oficial da largada fez com que essa fosse postergada. Já com um tempo mais firme, e após a prova dos GTs, as equipes tiveram que decidir se iriam correr com pneus de chuva (correndo o risco de ter que parar para trocar para os slicks caso a chuva não retornasse) ou já apostar que a pista secaria e largar com os pneus lisos. Bem, quem apostou nos slicks se deu bem, pois a chuva não retornou. A equipe GOAT e seus Honda se deram bem, ocupando os 3 lugares do pódio, com o gigante (literalmente, o piloto mais alto que já vi) Dusan Borković conseguindo sua primeira vitória no certame, acompanhado dos seus companheiros Esteban Guerrieri em 2º e Marco Butti em 3º. Michelisz, terminando em 5º lugar seguido por seus dois companheiros de equipe, assegurou o título da temporada, já que seu único rival, Björk, não conseguiu passar do 8º lugar. Duas grandes corridas para coroar uma grande temporada, já na expectativa para o que virá em 2025.

 

E com a catastrófica enchente que atingiu Valência, a decisão do Mundial de Motovelocidade foi para Barcelona, ou melhor, a decisão da MotoGP, já que Moto3 e Moto2 tiveram seus títulos decididos por antecipação. Na Moto3, deu a lógica: Alonso estendeu seu recorde para 14 vitórias em uma única temporada. Nem tem o que falar de um cara desses, não deu a menor chance para a concorrência. Não foi uma vitória fácil, pelo contrário, mas não deixa de ser impressionante. Foi acompanhado no pódio por Holgado em 2º e Piqueras em 3º. Na Moto2, motivos para sorrir: além de uma corrida muito disputada, com um final emocionante (Canet se defendeu muito bem para assegurar a vitória), tivemos o primeiro pódio de Diogo Moreira na categoria, com um 3º lugar muito batalhado e absolutamente merecido. Merecido também foi o que ele ganhou após a corrida, o título de estreante do ano da categoria, batendo rivais com equipamento melhor. Agora é focar para fazer uma temporada 2025 ainda melhor – mesmo com a chegada de um piloto do calibre do Alonso ano que vem. Na 2ª posição, chegou Manuel Gonzalez, que se esforçou muito, mas não conseguiu superar Canet. E enfim, a MotoGP. Na véspera o Bagnaia já tinha feito a parte dele, vencendo a Sprint. Bastianini, por sua vez, também fez a sua parte, ajudando seu companheiro de equipe e chegando em 2º. Porém Jorge Martin, focado no campeonato, chegou em 3º. E com isso, bastaria para Martin chegar em 7º na corrida do domingo, mesmo com vitória do Bagnaia. E foi isso que aconteceu no domingo: Bagnaia largou muito bem, manteve-se na ponta na primeira curva, e lá não foi mais incomodado. Venceu com autoridade, não permitindo a aproximação do seu futuro companheiro de equipe Marc Márquez, que com a Ducati do ano passado da equipe Gresini chegou em 2º. Porém, o grande destaque do pódio não poderia ser outro, Jorge Martin, que pela primeira vez desde Valentino Rossi em 2003 alcançou o título com uma moto de equipe privada, e a primeira vez na era MotoGP (Rossi o fez ainda na época das 500cc). Ao contrário do ano passado, quando teve chance de levar o título mas se deixou levar por ímpeto juvenil e caiu na última corrida, correu com a cabeça, levando o regulamento dentro do macacão, não ofereceu resistência quando MM o passou, e apenas procurou se manter livre de ataques do 4º colocado. Uma festa enorme na Pramac, com pelo menos metade da família de Martin nos boxes roendo as unhas de ansiedade até a bandeirada, e um título merecidíssimo para um piloto que amadureceu muito de 2023 para 2024. Que venha 2025, com diversos pilotos em novas equipes, e que nas pistas o espetáculo não seja decepcionante como a nova identidade visual da categoria, agora sob direção da famigerada Liberty Media, que parece feita por um pré-adolescente brincando no Paintbrush.

 

E agora é hora de chegar ao assunto da jabuticaba. Jabuticaba? Sim, caro leitor, mas não no sentido literal, de uma pequena fruta que, consumida em boas quantidades, deixa o apreciador sem ir “ao trono” por alguns dias, mas no sentido figurado, de coisa que existe apenas na República Sebastianista da Banânia. Refiro-me ao oval com área de escape. Sim, prezados, a definição crua de um circuito oval pressupõe um muro (ou, nos casos mais antigos, um guard-rail) colado à pista, como os existentes não apenas nos EEUU como os que foram construídos no México, Alemanha e Inglaterra (apenas para citar 3 exemplos). Eis que passo rapidamente pela etapa da Nascar Brasil no oval construído em Curvelo, observo que a pista tem algo diferente, mas a princípio não percebo bem o quê... lá pela 3ª volta que acompanhei, realizei o que era o estranhamento: a área de escape. Assim, corrida em oval é legal, pois justamente o muro está grudado à pista, não permite erros, o que faz com que o piloto tenha que extrair do carro o máximo de desempenho com o mínimo de deslizes... aí aparece o oval com área de escape. Confesso que fiquei algumas horas tentando entender o conceito em minha cabeça, porém falhei. Ou, ao menos, não posso escrever a hipótese que me pareceu mais razoável. Enfim... o meteoro não chega...

 

Até a próxima!

 

Alexandre Bianchini

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.


Last Updated ( Monday, 18 November 2024 10:44 )