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Punta Taco PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Thursday, 31 January 2013 20:43

 

 

Todos os jornalistas credenciados para o Desafio Internacional das Estrelas tiveram sua atuação bastante limitada, sem poder acessar os boxes, sem poder transitar pelas áreas onde os pilotos estavam... a menos, claro, que você fosse da RG. Só eles tinham acesso a tudo, a qualquer hora e nós, os outros... ficávamos separados por uma grade. Falar com os pilotos, só nas entrevistas coletivas ou se eles viessem até você.

 

Contudo, o jornalismo é feito de persistência e oportunidade e o site dos Nobres do Grid fez o que foi possível. Assim, na base do arrojo, colocando de lado nas curvas e – como nos bons tempos – fazendo o “punta taco”, batemos um papo rápido com alguns deles... até com quem não podia falar!

 

Fernando Alonso.

 

Ele recebeu ordens expressas da Ferrari para não dar entrevistas. Nem ele nem Felipe Massa puderam usar as cores da Ferrari nos karts e nem seus macacões oficiais... mas um tiro saiu pela culatra e esta foi a abertura para conseguirmos chegar em ‘D. Alonso das Astúrias’. Não foi aquilo que havíamos planejado, mas a pintura da carenagem do kart, azul com faixas amarelas abriu a oportunidade para uma aproximação, mesmo com toda a 'proteção' de um Sr. chamado José (que não descolava do espanhol), que da sexta-feira para a noite se sábado, trocou o ar cisudo por uns sorrisos e um animado bate papo no grid antes da largada da 1ª prova.

 

 

Nos anos 50, Juan Manuel Fangio correu na Argentina com uma Ferrari azul e amarela. A foto está na matéria que fizemos em 2009, em Balcarce, cidade natal do penta campeão da F1. Pouco antes dos treinos livres do sábado, conseguimos nos aproximar do espanhol e bater um papinho rápido, mostrar a foto e quebrar o gelo.

 

NdG: Olá Fernando, sabemos que você não pode dar entrevistas e que nem as cores da Ferrari poderão ser usadas aqui... mas é que pintaram seu carro com as cores de uma Ferrari!

 

 

Fernando Alonso: Desculpe, não entendi. Cores da Ferrari?

 

NdG:Sim, nos anos 50, Juan Manuel Fangio correu um GP de Fórmula 1 na Argentina com uma Ferrari pintada de azul com uma faixa amarela... assim como o seu kart. Quer ver a foto? (Abrimos a foto no computador e mostramos a ele)

 

Fernando Alonso: Eu nunca tinha ouvido falar desta Ferrari. Onde é este lugar?

 

NdG: No Museu Fangio, em Balcarce, sua cidade natal, distante 450 Km de Buenos Aires. Tem mais de 10 carros de Fórmula 1, de todas as décadas, lá dentro. É simplesmente fantástico.

 

 

Fernando Alonso: Eu estou surpreso com esta foto... acho que ninguém imaginava. Uma bela coincidência! Felipe [Massa], você já tinha visto isto aqui (Felipe Massa ia passando e parou para ver a foto), essa Ferrari?

 

Felipe Massa: É uma Ferrari isso?

 

Fernando Alonso: Incrível, não? Está num museu... onde mesmo?

 

NdG: Balcarce, Argentina. Terra natal de Juan Manuel Fangio. Ele pilotou este carro num GP de F1 em Buenos Aires.

 

Felipe Massa: Pô, legal!

 

Jules Bianchi.

 

Durante os três dias no kartódromo do Beto Carrero World, o francês Jules Bianchi foi um dos mais simpáticos e acessíveis pilotos. Sempre sorrido, não se negava a parar e conversar com as pessoas que, não sendo da RG, não tinham acesso à área dos boxes, ficando separados por uma grade e tendo que chamar (gritar, para vencer o ronco agudo dos motores de dois tempos dos karts) os pilotos para conversar.

 

NdG Olá Jules, tudo bem? Segunda vinda ao Brasil, um lugar diferente e este ano não deve ter chuva... está gostando?

 

 

Jules Bianchi: Sim, muito. Gostei da outra vez e desta vez espero não ter problemas com o peso do kart (risos). No ano passado, ganhei mas fui desclassificado.

 

NdG Eu vi que você deu uma volta na pista com uma das motos disponíveis. O que achou?

 

Jules Bianchi: A pista do ano passado era mais rápida, mas esta aqui também é muito técnica. Tem duas curvas que vão ser bem interessantes com todos os karts juntos. Mas achei o asfalto um pouco ondulado em alguns pontos... vai ser duro para as costas.

 

NdG Você está usando o macacão da Force Índia, onde foi piloto de testes na temporada passada. É um sinal de que você vai ser piloto titular de Vijay Mallya este ano?

 

 

Jules Bianchi: Ah, ainda não dá para falar nada. Tem muitas conversas, muita coisa acontecendo, mas eu tenho esperanças de poder correr na Fórmula 1 em 2013. Mas agora, a disputa é aqui, mais uma vez e eu vou dar tudo para vencer.

 

Jules Bianchi venceu com sobras a primeira corrida, com 4s de vantagem para o 2º colocado. A coletiva de imprensa, fizemos mais algumas perguntas pra ele, mas foi depois do compromisso oficial que a conversa foi boa. Rápida, mas boa.

 

NdG Rapaz, você destruiu a concorrência. O kart estava com o peso certo mesmo (risos)?

 

Jules Bianchi: (Risos) Estava... mas foi como falei na entrevista, o kart foi melhorando ao longo da prova e eu fui ficando bem confortável. Só que para amanhã muda tudo. Daqui há pouco tem o sorteio dos motores e teve gente reclamando do motor estar falhando. Preciso ter sorte.

 

Nesta hora, em que estávamos na área em frente a sala de imprensa, começou a cair uma chuva fina...

 

NdG Olha só... chuva. Já pensou se cai esta água meia hora antes?

 

 

Jules Bianchi: No final da prova, com a pista cheia de borracha, uma água para molhar só um pouquinho ia exigir muito de todo mundo. Qualquer errinho ia ser fatal. Será que amanhã vai ter chuva na hora da corrida? Isso muda tudo...

 

NdG A previsão é de sol...

 

Jules Bianchi: Tomara. Com chuva tudo é mais difícil. Eu ando bem com chuva, mas sofrer um acidente é mais fácil.

 

Jules Bianchi venceu o desafio com o 4º lugar conquistado na prova do domingo e, no pódio, recebeu dois troféus e uma miniatura do caminhão de Beto Monteiro... antes da coletiva de imprensa, conversamos mais um pouco.

 

NdG Viu o caminhãozinho que você ganhou? É uma miniatura do caminhão de corrida que o piloto que o ultrapassou no finalzinho da prova corre aqui no Brasil.

 

Jules Bianchi: Lá na Europa tem corridas com caminhões também. Eu já vi na televisão.

 

NdG Você consegue se imaginar correndo numa ‘coisa’ destas? É bem diferente, garanto.

 

 

Jules Bianchi: Honestamente não. Certamente é diferente. Centro de gravidade mais alto, arrasto aerodinâmico, estabilidade nas curvas, freios e também não deve andar rápido como um carro... não tem como, né?

 

NdG Lá na Europa eles são limitados a 160 Km/h, aqui no Brasil, tem um “radar” na reta para limitar esta velocidade, mas fora do ponto do radar, pode dar pé à vontade. Os caminhões daqui chegam fácil nos 240 Km/h...

 

Jules Bianchi: 240 por hora? Sério?

 

NdG Agora você ficou curioso, heim... (risos). No ano passado, o Alex Caffi, ex-piloto da F1 veio testar num caminhão aqui. Ele pretende correr a temporada brasileira este ano. Que tal vir aqui qualquer dia fazer um teste também?

 

Jules Bianchi: Isso é complicado. Nossa agenda é muito cheia com os compromissos da equipe, dos patrocinadores... mas seria legal fazer uma experiência destas.

 

Bruno Senna.

 

Um dos últimos a confirmar a presença no Desafio Internacional das Estrelas, Bruno Senna foi um dos nomes mais gritados pelas arquibancadas. Queridinho do público, apaixonado por kart, o sobrinho de Ayrton Senna, que barbarizava no kartódromo de Tatuí quando era criança, depois de adulto passou a sofrer com dores nas costelas com a trepidação dos karts nas pistas, chegando até a trincar algumas.

 

NdG Bruno, todo mundo com quem conversamos falou que a pista é muito ondulada. Isso para as costelas de um cara cujo o apelido é ‘Costela’ não deve estar sendo muito confortável, não?

 

 

Bruno Senna: A pista tem um desenho bom, mas realmente está muito ondulada. Nestes 10 minutos de reconhecimento já está doendo tudo.

 

NdG Se com10minutos já ficou assim, vai ser uma dureza fazer uma prova de 30 minutos...

 

Bruno Senna: Meia hora? Caramba... acho que vou fazer dois pit stops então (risos). Mas o que vale é a festa, vir aqui, fazer caridade com o Felipe... ver o público assim de pertinho, eles verem a gente. Isso é legal.

 

NdG E para este ano, coisas para as pistas, à vera... como andam as negociações?

 

Bruno Senna: A ente está tentando, conversando, mas está complicado. Não é só chegar com pacote de patrocínio embaixo do braço como muita gente pensa.

 

NdG Por falar em patrocínio, e aquela coisa daquele site de relacionamento extraconjugal (Ashley Madison) querer te patrocinar. Saiu até uma foto com o teu capacete em tons de rosa, feito por computador, claro, vocês não quiseram?

 

 

Bruno Senna: Na verdade nunca fomos procurados... mas eles ganharam um monte de publicidade de graça com aquilo.

 

NdG Vamos partir do pressuposto que eles chegassem com a proposta dos 4 milhões de dólares que foi falado na época. E aí, dava pra encarar um capacete rosa ou um macacão rosa?

 

Bruno Senna: Cara, você sabe como são as coisas aqui no Brasil, né? Ia ser uma falação só. Aqui tem estas coisas, né? Na hora do sorteio dos motores, quando sortearam o número 24 foi a maior sacanagem.

 

NdG quem pegou o 24?

 

Bruno Senna: O Sebastien Buemi. Foi a maior gozação... e ele não parecia estar entendendo o porque, o que fez a gente, os brasileiros, rir mais ainda.

 

NdG Não sei se você sabe, mas a primeira vitória na F1 do Emerson Fittipaldi, em Watkins Glen, 1970, foi com o número 24... e a primeira vitória na F. Indy foi com um carro cor de rosa, em 1985... a gente sempre brinca com ele sobre isso.

 

 

Bruno Senna: Eu não tinha ideia... risos.

 

NdG Bom, vai recomeçar o treino. Boa sorte e poucas dores!

 

Bruno Senna: Valeu!