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Written by Administrator   
Thursday, 31 January 2013 19:52

 

 

Eventos do porte e importância do Desafio Internacional das Estrelas, que reúne todos os anos alguns dos principais pilotos das mais importantes categorias do automobilismo, atrai a mídia especializada em grande número. Uma das formas mais usuais de permitir que os veículos cheguem às estrelas do evento são as entrevistas coletivas.

 

 

 

Durante o Desafio Internacional das Estrelas, a organização do evento promoveu quatro coletivas, uma na sexta-feira, uma no sábado e uma no domingo, com pilotos, além de uma no sábado com a organização do evento e a diretoria do Parque Beto Carrero.

 

As entrevistas eram, inicialmente conduzidas pelo jornalista Rodolpho Siqueira, que como é de praxe, fazia as primeiras perguntas e posteriormente abria o microfone para os veículos de mídia ali presentes fazerem suas próprias perguntas. O site dos Nobres do Grid esteve em todas e vamos mostrar como foram estas entrevistas.

 

Sexta-feira, 11 de janeiro: entrevista coletiva com a presença de Felipe Massa, Cacá Bueno e Jaime Alguersuari (vencedor do último Desafio Internacional das Estrelas). Além dele, o Diretor de Novos Negócios, Vitor Bauab, e o Diretor Presidente do Parque Beto Carrero World, Alex Murad.

 

R. Siqueira: Em primeiro lugar, parabéns pela conquista dos títulos da Stock Car e da Copa FIAT, gostaria de saber como um piloto com a sua carreira (...)

 

Cacá Bueno: Pô, achei que você ia falar de um piloto com o meu tamanho (risos gerais)...

 

R. Siqueira (pós risos): Como é pra você disputar uma competição com tantos excelentes pilotos que correm em carros diferentes dos seus, em monopostos?

 

 

Cacá Bueno: É superbacana, é diferente, é uma competição, tenham certeza, pois mesmo sendo uma brincadeira, todos vem aqui para ganhar e piloto nenhum gosta de perder, mesmo por brincadeira. Para mim é uma grande festa, uma grande diversão e um grande prazer. Eu sempre falo para o Felipe [Massa] que eu venho todo ano pra tomar ferro, mas mesmo assim tenho o prazer de vir sempre. É uma oportunidade que tenho de reencontrar amigos que começaram comigo no kart... é, eu corri de kart no início, como quase todo mundo, mas foi pouco tempo. É a chance de reencontrar o pessoal que anda espalhado pelo mundo e poder retribuir o carinho do público, entre aspas, sem tanta responsabilidade. É um clima muito bom e eu só fiquei de fora duas vezes, uma por lesão, outra por trabalho, mesmo assim, grandão, sem andar regularmente de kart há 20 anos, eu venho aqui com o maior prazer e vendo o evento crescer a cada ano. Eu ando praticamente só aqui no Brasil vejo todos estes que andam pelo mundo e sei que mexe com a gente ver a arquibancada lotada e sei que vai ser assim aqui este ano também.

 

R. Siqueira: Farei agora uma pergunta para Jaime Alguersuari. Primeiro, peço desculpas por meu ‘portunhol’ e vou pedir que você fale devagar para que possamos compreender você...

 

Jaime Alguersuari: Tudo bem, eu também vou falar meu ‘portunhol’ bem devagar (risos gerais)

 

R. Siqueira: Você é o atual campeão do desafio Internacional das Estrelas. Acredita que pode conquistar o segundo título aqui este ano?

 

 

Jaime Alguersuari: Eu não sei. A gente nunca sabe o que pode acontecer em uma corrida como esta, um torneio de duas provas, e todos que vem aqui vem com intenção de vencer. É assim com Felipe, com Cacá e com todos os outros que vieram para a corrida deste ano. No ano passado foi sensacional e este ano, uma vez mais, pude vir ao Brasil para este evento que está cada vez mais sensacional. Uma das melhores coisas é que estamos entre amigos. Como disse o Cacá, é uma grande festa onde nos reunimos, nos confraternizamos, nos divertimos em um ótimo ambiente, com uma atmosfera fantástica, e para mim é um grande prazer poder vir aqui mais uma vez, a convite do Felipe, que é um bom amigo e espero que possamos nos divertir muito, mais uma vez. Se eu conseguir vencer, melhor ainda!

 

R. Siqueira: Felipe, o Cacá falou sobre a evolução do evento. Eu gostaria que você falasse sobre isso, sobre o crescimento ano a ano do Desafio Internacional das Estrelas e também sobre a força deste grid que tem muita qualidade.

 

Felipe Massa: Sem dúvida o evento é bacana de se participar, como diversão, como organização e a gente conseguiu chegar num nível que impressiona, não só para quem vem assistir, mas para quem participa, sejam os pilotos aqui do Brasil, mas também os pilotos que vem de fora e que estão acostumados a ser estrelas de grandes espetáculos. A vinda de, cada vez mais, grandes pilotos mostra o quanto o Desafio cresceu e tornou-se um evento importante não só no Brasil, mas também mundial. Agradeço também a oportunidade de estar mudando para correr aqui no kartódromo do parque Beto Carrero, que além de ter uma infraestrutura fantástica tem toda uma estrutura de lazer integrada ao evento e faz o nosso evento crescer ainda mais. O nosso grid vem crescendo ano a ano, apesar das dificuldades da gente encontrar uma data para conseguir trazer todo mundo que a gente convida, pois todos temos compromissos, mas a gente tem conseguido crescer ano a ano e a disputa certamente vai ser muito boa e bonita para nós que estamos participando e para o público que estará assistindo. A gente pode até comparar o Desafio Internacional das Estrelas com o Mundial de Kart, onde estão os melhores pilotos disputando o título.

 

R. Siqueira: Esta combinação pista nova com kart novo vai fazer desta oitava edição uma competição especial?

 

 

Felipe Massa: Vai sim, é uma pista que poucos pilotos conhecem, uma pista muito técnica, que vai exigir muito de todos tecnicamente. Temos também um kart novo, mais moderno, que é o ART, que está ‘bombando’ na Europa, e junto com ele, um carburador diferente, onde não tem as agulhas para o piloto carburar...

 

Cacá Bueno: Graças a Deus! (risos gerais)

 

Felipe Massa: Isso vai dar mais chances aos pilotos que não andam com tanta frequência de kart e esta é a ideia, de nivelar cada vez mais a competição. Os motores vão ficar muito mais parecidos e a carburação vai ser igual.

 

R. Siqueira: Gostaria de fazer uma pergunta para o presidente do parque Beto Carrero World, Sr. Alex Murad...

 

Alex Murad: Queria pedir desculpas a todos, mas é que essa mudança do carburador me fez chegar um pouquinho atrasado. (risos gerais)

 

R. Siqueira: Gostaríamos que você falasse sobre a estratégia do grupo em relação a estes eventos internacionais e o que se projeta para o futuro com relação a outros eventos.

 

Alex Murad: Sempre foi um sonho do meu pai [Beto Carrero] de ser realizado e nós já estivemos perto disso no passado. O grande sonho é o autódromo e nós já tivemos uma tratativa neste sentido com o Emerson Fittipaldi e depois uma outra com o Aurélio Batista Felix, da F. Truck onde chegamos a ter as máquinas aqui no terreno. Aí meu pai faleceu e o Aurélio faleceu um mês depois. Com a vinda do ‘extreme show’, no parque, todo este sonho voltou à tona e a nossa parceria com o Carlinhos Romagnolli e com a família Massa trouxe outros eventos pra cá, incluindo uma etapa do mundial de MotoCross, que foi considerada a melhor da temporada, apesar da chuva. A gente procura sempre o melhos, trabalhar com os melhores. Quem projetou este kartódromo e também o autódromo foi o Hermann Tilke, que tem diversos circuitos na F1 e este sonho está cada vez mais perto de ser realizado para o estado de Santa Catarina.

 

Depois de aberto o microfone para os veículos de mídia, também fizemos as nossas perguntas para os entrevistados.

 

NdG: Felipe, o nosso site é um site de resgate da história do automobilismo. Vocês já pensaram em trazer pilotos que já pararam de correr, mas que ainda tem a velocidade nas veias para participar do Desafio?

 

Felipe Massa: Já convidamos sim. Convidamos um ano o Roberto Pupo Moreno. O problema é que o tempo vai passando e eles vão ficando um pouco... velhos! (risos gerais) E não aceitam entrar numa competição como essa. Um outro ano nós convidamos o Jean Alesi e ele veio. Veio e foi difícil pra ele. Teve uma hora que ele falou “parece que o kart só tem freio na traseira”... e o kart só tem freio na traseira! O kart tem a reação parecida com um F1 e fica complicado para eles, que um dia também já andaram de kart, mas que há muito tempo não andam.

 

NdG: Vitor [Bauad], nossa pergunta é sobre o autódromo. Em 2011 estivemos aqui com o engenheiro responsável pelo projeto para uma rápida entrevista e para conhecer os planos do Parque Beto Carrero. Nós tivemos acesso ao projeto, publicamos fotos na Seção “Brasil de Norte a Sul”, falando do automobilismo catarinense e gostaríamos de saber em que fase está o projeto. Nós pretendemos fazer a nossa visita técnica para a Seção “Raio X dos Autódromos Brasileiros”. Já há uma previsão de conclusão?

 

Vitor Bauad: O projeto demorou um pouco, mas agora está em sua reta final. Acreditamos que em mais um mês teremos uma resposta sobre realização, período e o que vai poder correr nele. Tivemos esta semana uma reunião em São Paulo e logo você e toda a imprensa será informada.

 

No sábado à tarde, houve uma coletiva com o Carlinhos Romagnolli e a direção do Parque Beto Carrero sobre os projetos futuros ligados à área de esporte a motor. Falou-se muito sobre o mundial de MotoCross, sobre o Arena Cross, que é organizado pela Romagnolli Eventos e também sobre as novas atrações do parque, do contrato com a Dreamworks.

 

Foi contagiante ver a expressão nos olhos do herdeiro de Beto Carrero – Alex Murad – quando começou a falar e a ouvir sobre o quanto o parque cresceu ao longo destes anos, de um verdadeiro colosso que ele se tornou. Foi impossível segurar algumas lágrimas e não podemos deixar de elogiar o trabalho deste grupo de brasileiros que fazem do Parque Beto Carrero o que ele é.

 

 

As perguntas dos veículos de mídia presentes nesta coletiva (em sua grande maioria de fora do meio automobilístico) focaram suas perguntas nos projetos do parque, mas o nosso foco é automobilismo e voltamos a insistir na questão do autódromo e do que pode vir – ou não – pela frente. Desta vez, perguntamos diretamente para Alex Murad. Afinal, este é o nosso trabalho.

 

NdG: Alex, quando estivemos aqui em 2011, o projeto que nos foi apresentado era para a construção de um autódromo FIA 1, capaz de receber a F1, bem como o mundial de Moto GP. Construir um autódromo com os requisitos da FIA, principalmente, e da FIM, implica em um investimento na casa de 300 milhões de dólares, baseados nos exemplos dos circuitos mais recentes como Yeogham na Coréia do Sul e Austin, nos EUA. É um investimento enorme e sem nenhuma garantia de que irá alcançar o, talvez, principal objetivo que seria ter a F1 aqui. Além disso, temos o exemplo recente de dois autódromo projetados por Hermann Tilke, que tiveram realização de provas da F1 que estão em sérias dificuldades financeiras: o da Turquia, onde a F1 nem corre mais e nenhuma categoria importante vai lá correr e o da Coréia do Sul, que vem amargando prejuízos com a realização da prova ano a ano. A Espanha não terá mais duas corridas em 2013. Será que vale a pena investir tanto dinheiro num autódromo FIA 1? Não seria melhor fazer um autódromo FIA 2 ou 3, num padrão como o de Curitiba, mas mais moderno e receber todos os principais eventos do Brasil e até alguns da Argentina e outros países do continente? Ou você acha que o Bernie Ecclestone vai fazer dois GPs no Brasil?

 

Alex Murad: Nós precisamos levar em conta diversos fatores na escolha de como será construído o nosso autódromo. Tudo isso está sendo estudado e em um mês teremos uma definição sobre o que iremos construir. Temos um projeto para construir um autódromo moderno e capaz de receber não apenas a Fórmula 1, mas também o mundial de motociclismo, que está fora do Brasil há muitos anos e seria uma grande atração. Ter um autódromo capaz de receber a F1 vai permitir que recebamos todas as demais categorias além das competições de motociclismo. Quanto aos países que estão tendo dificuldade com seus GPs de Fórmula 1, é preciso ver a condição econômica destes países, como eles estão lidando com a crise econômica dos últimos anos e neste aspecto, temos que lembrar que o Brasil tem uma condição privilegiada, que temos um potencial turístico e econômico muito grande a ser explorado e que somos ‘o país do momento’. Quem pode dizer que não podemos ter duas provas da F1 aqui no Brasil? Tendo nosso autódromo pronto, se houver uma possibilidade, porque não fazer um segundo GP aqui? Estamos buscando viabilizar os meios para dar continuidade no projeto e logo a imprensa será informada do que foi decidido.

 

Sábado, 12 de janeiro: entrevista coletiva com os três primeiros colocados da primeira corrida do Desafio Internacional das Estrelas: Jules Bianchi, Lucas Di Grassi e Vitantonio Liuzzi.

 

R. Siqueira: Boa noite a todos, estamos aqui com os vencedores da primeira prova do Desafio Internacional das Estrelas e a primeira pergunta para os três é: como foi a prova e o que os levou a este bom resultado?

 

 

Jules Bianchi: A corrida foi muito boa se vermos apenas o resultado final, mas foi um pouco complicada no início, com o meu kart escorregando mais do que eu gostaria e isso me fez perder algumas posições no início. Com o andamento da corrida o kart foi melhorando, a pista ficando melhor e os pneus trabalhando como eu queria. Isso permitiu que eu avançasse, conquistasse a liderança e abrisse uma boa vantagem, mas não posso achar que está tudo bem. Amanhã vai ser outra corrida e vou largar no meio do pelotão, o que é mais difícil. No inicio da prova tive uns toques o que é normal no kart e mostra que mesmo sendo uma festa todos querem vencer.

 

Lucas Di Grassi: A corrida foi boa, muito disputada, o kart não estava bem acertado no início, com alguns problemas de carburação e o kart foi perdendo rendimento, depois ele foi melhorando, mas não foi o suficiente para  recuperar o terreno para o Jules. Eu gostei da corrida, foi bem legal, deu para fazer ultrapassagens, mas o início não permitiu tentar um resultado melhor e buscar o primeiro lugar no final da prova. Quem veio hoje aqui sauí com a certeza de que amanhã vai ver uma grande corrida, o resultado final está em aberto com esta nova pontuação e nada está decidido.

 

 

Vitantonio Liuzzi: A corrida foi boa, fiz uma boa largada e consegui me manter numa boa posição durante boa parte do tempo, mas assim como o Lucas, meu motor perdeu um pouco de rendimento e acho que não coloquei a melhor pressão nos pneus, assim não foi possível segurar o Jules, que fez uma corrida muito boa. Para amanhã vou ter a chance de largar na frente dele, com o grid invertido, e espero ter sorte com o sorteio do motor para tentar fazer outra grande corrida, conseguir um bom resultado e vencer o Desafio.

 

Quando abriram o microfone para os veículos de mídia, pulamos na ponta e abrimos a sessão de perguntas.

 

NdG: Boa noite a todos, parabéns aos três pelo resultado e pela ótima prova. A nossa pergunta é sobre um fator que costuma decidir corridas de kart, que é a calibragem dos pneus. Antes da largada vimos o Antônio Pizzonia “medindo”, com a palma da mão, a temperatura da pista. Existe uma equação entre o atrito dos pneus, a abrasividade do asfalto, a temperatura do ambiente e o nível de insolação interferindo na temperatura da pista. A previsão para amanhã é de sol com poucas nuvens. O que vocês viram na prova de hoje e nos treinos da tarde, realizados ainda com sol, já pode dar um parâmetro para se achar a calibragem ideal para os pneus na corrida de amanhã?

 

Jules Bianchi: Os treinos que fizemos esta tarde com sol podem dar alguma ideia, mas para a corrida de amanhã devemos considerar que a temperatura deve estar mais alta, com o sol incidindo de forma mais intensa na pista, que também mudou com a realização da corrida, estando mais emborrachada. Amanhã o wurm up vai ser importante para tirar qualquer dúvida sobre qual calibragem usar amanhã, além de torcer para pear um motor bom no sorteio.

 

 

Lucas Di Grassi: Uma corrida noturna tem menos temperatura na pista e amanhã certamente vai estar mais quente que hoje, a menos que chova e aí vamos ter que usar outra calibragem. Se possível andar menos de lado para poupar um pouco de pneus, especialmente para o final da prova. O treino hoje foi as 4 horas da tarde e a corrida amanhã vai ser as 11 horas da manhã. O asfalto vai ter pego menos horas de sol, mas o sol vai  estar forte na hora da prova então, como disse o Jules, o war up vai dar uma melhor ideia do que pressão vamos usar nos pneus amanhã.

 

Vitantonio Liuzzi: Eu concordo com o que disseram o Jules e o Lucas. O warm up amanhã vai ser o ponto de referência para encontrar a calibragem ideal para a corrida. Gostei desta coisa da “equação da calibragem” que você falou, parecia meu engenheiro na Fórmula 3 explicando o que eu tinha que fazer para conservar os pneus para as provas. Hoje nos treinamos a tarde e quando fomos para a pista à noite acho que eu poderia ter usado outra calibragem. Agora é trabalhar para encontrar o melhor acerto para amanhã e chegar na frente do Jules e do Lucas.

 

No domingo, após a vitória de Felipe Nasr, o segundo lugar de Nelsinho Piquet e o terceiro de Beto Monteiro, o Desafio Internacional das Estrelas teve como campeão o francês Jules Bianchi, com Felipe Nasr sendo vice campeão e Lucas Di Grassi o terceiro colocado.

 

A coletiva de imprensa – a última do evento – foi realizada apenas com os vencedores finais da competição. Mais uma vez conduzida pelo Jornalista Rodolpho Siqueira, que fez questão de agradecer a presença de todos no evento.

 

R. Siqueira: Jules, gostaria de parabenizá-lo pelo título e vou pedir licença para fazer a pergunta para o Felipe Nasr, que venceu a prova encerrada há pouco. Felipe, parabéns pela vitória e eu gostaria que você fizesse uma análise da sua participação no Desafio Internacional das Estrelas uma vez que você não esteve na coletiva de ontem.

 

Felipe Nasr: Ontem a corrida foi complicada. Eu larguei bem, pulei de 7º pra 3º, mas o motor começou a falhar e foi piorando durante a prova e eu terminei em 6º. Com o sorteio  do motor ontem a noite, eu peguei o motor do Beto Monteiro, e ele não apresentou problemas como o de sábado e pude fazer uma boa corrida. Perdi umas posições na primeira volta, mas consegui vir recuperando posições até tomar a ponta e vencer. O evento foi muito bem organizado, a estrutura é fantástica e foi ótimo disputar estas provas com pilotos tão bons vindos do mundo inteiro.

 

R. Siqueira: Lucas, dos três pilotos que estão aqui você é o que tem o melhor retrospecto, com um título e outros bons finais, mas a corrida de hoje parece que foi meio complicada, com muitas batidas, não?

 

 

Lucas Di Grassi: É, fazendo as contas, eu participei de 7 Desafios. Venci um e terminei no pódio nos outros seis. Pra mim é sempre um prazer estar aqui, que é uma festa de amigos, este ano começando o ano, tudo super organizado, cada vez melhor ano a ano, o Carlinhos [Romagnolli] se supera nisso e estou muito satisfeito. A corrida de hoje foi bem divertida, apesar do resultado ter sido pior. Eu peguei o motor do Cacá, que era um pouco pior que o meu de ontem isso atrapalhou um pouco. Eu fiquei preso numa disputa com o Liuzzi e com o Buemi a corrida inteira. Foi bem agressiva, mas foi tudo leal e isso me prendeu um pouco e não deu pra sair do 6º lugar e terminar aqui em 3º, mas eu estou satisfeito. Obrigado.

 

R. Siqueira: Jules, um grande resultado hoje, parabéns mais uma vez, e desta vez você venceu sem problemas, diferente do ano passado onde houve um problema de pesagem no kart que o desclassificou. Como você viu a competição e o título?

 

Jules Bianchi: Eu estou muito feliz, desta vez sem problemas. Eu me diverti muito neste final de semana aqui com todos, espero estar aqui no próximo ano e gostaria de agradecer ao meu mecânico, que fez um ótimo trabalho e que sem o trabalho dele seria muito mais difícil vencer. Tenho orgulho de estar participando de um evento que envolve a caridade, isso é muito bom e importante nos dias de hoje, diante de um público fantástico e também estou feliz de poder estar aqui com grandes pilotos do mundo todo, esperando voltar logo.

 

NdG: Boa tarde a todos, parabéns aos vencedores e a nossa pergunta é a mesma para os três pilotos: este evento é uma festa, um congraçamento, mas piloto que é piloto não gosta de perder nem par ou ímpar e, na hora que a corrida começa ninguém lembra de festa, caridade ou amizade. Todos correm pra vencer. A temporada está começando e ninguém vai querer se arriscar a um acidente e uma contusão. Como encontrar o equilíbrio entre o arrojo e o instinto para evitar um acidente mais grave?

 

 

Jules Bianchi: Bem, quando vamos correr não pensamos nos riscos de um acidente antes da corrida. Se fizermos isso, nem corremos. O que todos pensam é que estamos ali para vencer e que vamos dar sempre o nosso melhor. É claro que nos preocupamos com nossa boa forma para a temporada, mas quando corremos sabemos o limite do nosso equipamento e que temos outros competidores ali disputando a prova e da mesma forma que não ultrapassamos limites numa competição real, também não o faríamos aqui.

 

Felipe Nasr: É bem isso que o Jules falou. Todo mundo sabe que aqui é uma festa, uma diversão entre amigos, mas como você mesmo disse, piloto não gosta de perder e no final todos dão o máximo para vencer, especialmente porque aqui é diferente do que temos nas categorias que disputamos. Aqui todos temos um equipamento praticamente igual e isso equilibra muito a disputa e como não podemos mexer muita coisa no kart e aí o diferencial fica mesmo no piloto, na guiada. É isso que torna o evento legal e como são todos profissionais, conseguimos dosar a vontade de vencer sem nos arriscar a fazer nenhuma bobagem.

 

 

Lucas Di Grassi: A mesma coisa! Os dois já falaram tudo (risos gerais).