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A paixão pelo Kart PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Thursday, 31 January 2013 19:32

 

 

A maioria dos pilotos de corrida pelo mundo a fora teve como seus primeiros passos o kartismo. Veloz e apaixonante, praticamente todos eles, sempre que podem, voltam a sentar a bota nos pequenos bólidos, independente de onde, independente de suas idades. Este é um dos motivos que trazem todas estas feras para o desafio Internacional das Estrelas.

 

O brilho nos olhos deles quando os motores roncam é algo indescritível... ou talvez só seja possível extrair algo ouvindo dos próprios pilotos o que eles sentem todas as vezes que voltam a pilotar como na infância e na adolescência. Naquela hora em que vão para a pista, tornam-se ‘meninos grandes’.

 

Vitantonio Liuzzi.

 

Todas as vezes que vou andar de kart é como se eu entrasse num trem em direção aos melhores anos de minha ainda curta vida. Foi no kart que eu conquistei mais vitórias, que fui campeão italiano e campeão mundial.

 

No kart, todo mundo é igual. Somos garotos aprendendo sobre a vida, aprendendo sobre velocidade, errando, acertando, comendo grama por excesso de arrojo, mas corremos com mais felicidade do que em qualquer outra categoria que se venha a correr depois.

 

No ano passado, assisti o filme do Ayrton Senna e ele falou uma grande verdade: o kart é a forma mais pura do automobilismo. Acho que talvez seja isso que nós buscamos quando andamos de kart, voltar as origens, correr com pureza.

 

Nota dos NdG: Aos 9 anos de idade, Vitantonio Liuzzi sagrou-se campeão italiano de Kart. Aos 14, foi vice campeão mundial e aos 19, conquistou o título máximo da categoria.

 

Antônio Pizzonia

 

O kart é algo que entra nas nossas vidas logo cedo e que durante anos faz parte dela, como escola, como alimentador de um sonho que todos temos de um dia vir a ser um piloto de corridas profissional, chegar na Fórmula 1, ser campeão do mundo... aquilo que vimos na televisão e que queríamos estar lá.

 

Alem de escola, o kart é um excelente exercício para manter os reflexos apurados. As reações no kart são muito rápidas e exige uma concentração fora do comum para se conseguir andar em alto nível. Hoje em dia, onde a maioria das categorias tem seus treinos limitados, o kart é um dos melhores treinos que o piloto pode fazer.

 

Já venho ao Desafio Internacional das Estrelas há alguns anos e todos os anos é muito legal rever amigos que nem sempre tenho tempo de encontrar por estarmos correndo em categorias diferentes, em países diferentes e é também tempo para se divertir com o pessoal que corre aqui no Brasil. O público é fantástico e a gente se sente muito bem.

 

Bruno Senna

 

Quando o Ayrton [Senna] era vivo, o meu contato com os karts era constante. Ele fez aquela pista na fazenda em Tatuí que era o nosso parque de diversões. Ali, com ele, aprendi muito sobre todas as técnicas de pilotagem, ângulo de ataque nas curvas, tangência...

 

Eu era muito pequeno para aprender noções sobre mecânica, mas ele sempre me mostrava como cuidar dos motores, as partes de cada um, como ajustar, falava sobre a escolha das coroas como eram importante.

 

Hoje é até estranho eu sofrer tanto com o kart, com as dores nas costelas que me rendeu o apelido de “Costela”, de tantas que já trincaram por eu insistir em andar de kart... mas o que eu posso fazer, ou dizer? O kart é apaixonante e está em cada um de nós.

 

Beto Monteiro

 

Rapaz, falar sobre corrida e sobre kart é uma coisa muito fácil pra mim. Sou a terceira geração de pilotos da minha família. Meu avô era piloto antes de haver kart no Brasil. Meu pai foi campeão pernambucano de kart e eu também segui este caminho.

 

O kart, que um dia foi o início de tudo hoje é uma alegria, uma forma de a gente se soltar, se divertir, se exercitar. Ele apura os reflexos do piloto e, no meu caso, que piloto um caminhão de quatro toneladas, me deixa muito melhor preparado para enfrentar uma hora de corrida com os caminhões.

 

Este ano está sendo a minha estreia no Desafio Internacional das Estrelas, graças à IVECO, à FIAT e ao bom ambiente que nós, pilotos brasileiros, temos entre nós. Poder fazer parte desta festa e pode ter certeza que tem o lado da festa, mas tem a competição e aqui todo mundo veio para ganhar.

 

Cacá Bueno

 

Todo mundo sabe que eu venho para o Desafio Internacional das Estrelas para “levar ferro”. Sou muito grande, mais pesado que os outros e que para mim as chances de vitória são praticamente zero. Mas isso não é o mais importante aqui. O que vale é a festa e a proposta de fazer algo bom para ajudar as pessoas.

 

Eu corri muito pouco de kart, foram apenas dois anos competindo e consegui vencer um campeonato, mas o meu caminho como profissional do automobilismo passava longe dos carros pequenos, dos monopostos.

 

Eu sempre gostei de andar de kart e, enquanto o Rio de Janeiro teve um kartódromo, eu sempre procurei praticar, andar porque o kart deixa os reflexos do piloto muito ativos. Infelizmente o Rio de Janeiro hoje não tem mais kartódromo, não tem mais autódromo, não tem mais nada.

 

Pietro Fittipaldi

 

Eu comecei correndo de kart nos Estados Unidos onde eu moro e sempre gostei de andar de kart. Hoje corro na NASCAR, em uma das categorias que espero poder me preparar para um dia chegar na categoria principal, mas sempre que posso, volto a sentar em um kart.

 

Andar de kart é legal e nos Estados Unidos tem muita gente que anda de kart, desde os que querem ser pilotos um dia como eu estou trabalhando para ser assim como tem gente que anda de kart nos finais de semana para se divertir.

 

Eu espero este ano andar melhor que no ano passado e poder chegar numa melhor colocação. No ano passado eu era muito pequeno e muito leve. Tive que colocar 40 Kg de lastro para ficar com o kart no mesmo peso do que o Cacá Bueno. Este ano estou maior, mas forte e não devo ter que usar muito lastro. Não adianta dizer que a gente vem aqui para participar da festa, a gente quer ganhar.