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Que venha 2013! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 28 December 2012 23:32

 

 

Caros amigos, 2012 foi um ano de grandes emoções, dentro e fora das pistas, para todos aqueles que gostam de automobilismo e para nós, em particular, pelas conquistas alcançadas.

 

A Formula 1 teve, durante pelo menos dois terços do campeonato, uma das melhores disputas entre pilotos de diversas equipes que há décadas não se via. Nas 10 primeiras corridas, oito pilotos diferentes subiram ao alto do pódio.

 

Com, os pneus fazendo o desequilíbrio da equação e os trabalhos nas fábricas com seus simuladores (uma vez que não é mais permitido testar nas pistas) levando projetos a darem saltos tecnológicos capazes de mudar o equilíbrio de forças ao longo do campeonato.

 

Primeiro foi a McLaren, que parecia ser o carro a ser batido, com uma estréia incontestável na Austrália e outras provas onde não venceu por problemas alheios ao seu bom carro e a competência de seus pilotos. Depois a Ferrari, que de “carroça” vermelha, especialmente nos treinos, conseguiu pelas competentes mãos de Fernando Alonso, impor-se em condição de corrida. O espanhol foi um caso à parte, amealhando todos os pontos possíveis e, quando os adversários falharam, venceu e abriu vantagem, dando a entender que o tricampeonato finalmente chegaria.

 

Mas não se pode subestimar a capacidade de um gênio. Se Alonso fazia acontecer na pista, nos bastidores, Adrian Newey recuperava um projeto apenas mediano e transformava a Red Bull novamente em uma máquina de vencer, levando Sebastian Vettel a quatro vitórias consecutivas.

 

Se os ferraristas lamentam os dois abandonos do espanhol, é bom lembrar que Vettel não completou em três oportunidades, uma delas, deixando a vitória justamente para Alonso, em Valência. Na reta final, o campeonato ficou entre os dois e a corrida do Brasil foi simplesmente épico.

 

A parte triste foi assistir o ocaso de um mito. Michael Schumacher errou em tentar voltar à categoria. Diferente do que aconteceu com Niki Lauda, que após três temporadas voltou para buscar o seu terceiro título. Schumacher não conseguiu dar o salto que a Mercedes buscava. Após quase 50 corridas, alguns acidentes bizarros e até advertências, o hepta campeão saiu quase que pela porta dos fundos.

 

Épica também foi a temporada de despedida de Sebastien Loeb no Mundial de Rally. O francês destruiu a concorrência, vencendo 9 etapas no seu nono campeonato consecutivo. Assim como Pelé, despediu-se no auge e agora parece que vai tentar “se divertir” no WTCC, deixando algumas corridas para “matar saudade” do WRC em 2013.

 

Quem entrou em crise foi o campeonato de gran turismo, organizado pela SRO, que terminou o ano com um grid minguado e buscando meios de sobrevivência, que para 2013 será um novo formato, chamado GT Sprint, prometendo novamente vir correr no Brasil.

 

Quem veio para o Brasil foi o Mundial de Endurance, trazido pelas mãos de Emerson Fittipaldi e que foi um sucesso de prova, apesar do fracasso de público, mas que colocou o Brasil no calendário da categoria e, agora no final do ano, trouxe-nos a boa notícia da contratação de Lucas Di Grassi pela Audi para a temporada de 2013.

 

Aqui no Brasil, no início do ano uma polêmica peça de marketing do “todos contra Cacá Bueno” acabou sendo a tônica do campeonato da Stock Car. O campeonato veio numa mistura de velocidade e estratégia onde Cacá mostrou um nível de maturidade e consciência capaz de parecer ter o controle de tudo durante todo o tempo. O título foi uma consequência.

 

O Gran Turismo nacional começou em crise, com o racha dentro do campeonato que acabou criando dois certames: o GT Brasil e o Top Series. O primeiro vingou, mantendo o mesmo formato que já havia. O segundo tentou se firmar como um campeonato de endurance: fracassou. Mas o GT Brasil terminou numa sequência de chegadas polêmicas, com um “boicote velado” (ou explícito) à equipe BMW, do dono da categoria que no início da temporada mexeu nas regras de equalização.

 

Categorias entraram para o passado, algumas sem deixar saudades, e que acabarão substituídas por outras – já anunciadas – e que pouco ou nada irão contribuir para o desenvolvimento do esporte. Para “fechar o pacote”, a Copa Fiat foi mais uma a se juntar à Top Series, ao Mini Challenge ao quase certo encerramento da Spyder Race a ao Brasileiro de Rally de Velocidade. No caso da categoria administrada pela família Massa, “mudanças na estratégia de marketing” da sede na Itália determinaram o fim da categoria, mesmo havendo intenção da filial brasileira em manter o certame.

 

O golpe mais duro sofrido foi, sem dúvidas, o encerramento das atividades no ‘meio autódromo’ de Jacarépaguá, finalmente desativado pela ganância dos governantes e seus escusos conchavos com a especulação imobiliária para a a construção de um ‘parque olímpico’ desmontável e futura subida de diversos prédios para deleite dos que lucrarão com isso. Ao passo que a Inglaterra recuperou uma área degradada no subúrbio para fazer as olimpíadas, o Rio de Janeiro usou um dos metros quadrados mais caros e ambicionados da cidade. Porque não fizeram o parque olímpico em Deodoro, no lugar oferecido para se fazer o novo autódromo?

 

Mas nem tudo está perdido: a destacar-se o novo carro que está sendo produzido pela JL. Se saísse um modelo de rua, eu compraria! Ainda não se sabe exatamente quanto vai custar comprar o novo carro e como será a exposição da categoria são questões importantes para que as equipes consigam meios para se estruturar e disputar o campeonato. Além disso houve o “abraço” da VICAR no campeonato da Fórmula 3, tentando salvar a última categoria nacional (apesar de ser um sulamericano) de monopostos.

 

Os calendários estão saindo, ainda sujeitos a alguma alteração. Em breve comentaremos sobre eles. Agora, é hora de virar a página para começar um novo ano. E hoje não tem cafezinho, vamos brindar com um bom espumante, lavar a alma e desejar que o automobilismo brasileiro consiga se fortalecer.

 

Um abraço, feliz 2013 e até a próxima,

 

Fernando Paiva