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Deus salve a América! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 19 November 2012 02:35

 

 

Caros amigos, finalmente deram uma “bola dentro” em se fazer uma corrida de Fórmula 1 nos Estados Unidos.

 

O autódromo ficou perfeito. Subidas, descidas, curvas interessantes, quase sem ondulações. O Tilke acertou na mosca desta vez.

 

A data da prova para a região ficou de ótimo tamanho. Clima ameno, céu limpo e sem possibilidades de chuva.

 

O maior risco que a corrida sofria – teoricamente – seria a concorrência direta com a etapa final da NASCAR, cuja largada aconteceria uma hora depois e sendo esta a categoria favorita dos americanos, foi uma aposta alta “contra a banca”. E Bernie ganhou! O autódromo recebeu quase 100 mil pessoas.

 

Ele fez a coisa inteira funcionar. Povoou o paddock de estrelas de cinema, trabalhou a publicidade com a habilidade de sempre e a assessoria de gente que “entende o jeito americano de ser”. Aclives gramados para o público se acomodar e, claro, arquibancadas bem dispostas. Além disso, o autódromo tinha áreas para os trailers, estilo bem americano de acompanhar as corridas

 

A corrida foi ótima, com disputas o tempo todo, com um resultado fora do previsto (pelo menos contradizendo o que se desenhou nos treinos).

 

A parte boa disso tudo foi que teremos mais uma corrida decisiva no campeonato e esta aqui no Brasil. Contudo, só um erro, acidente ou falha mecânica vai tirar o título de Sebastian Vettel após a bandeirada em Interlagos.

 

Antes da largada, uma controversa decisão da Ferrari certamente revoltou todos os brasileiros: a violação do lacre da caixa de câmbio de Felipe Massa. Tal medida foi responsável por um realinhamento do grid, tirando os dois carros vermelhos da parte ‘crua’ da pista para a parte emborrachada.

 

É claro que os “Pachecos de plantão” vociferaram contra a decisão da equipe. Afinal, Felipe Massa teve méritos em mostrar ser mais rápido que Fernando Alonso nos treinos e largaria duas posições à frente do companheiro de equipe e postulante ao título.

 

Estrategicamente foi uma decisão correta. Alonso fez uma excelente largada, pulou para a quarta posição e contou com o abandono de Mark Webber para chegar ao terceiro posto, o “limite possível” que seu equipamento permitia. Por outro lado, permitiu a Felipe Massa fazer uma excelente corrida de recuperação e atingir o quarto posto, logo atrás de Alonso, a quem não poderia atacar. Foi uma vitória para ele, certamente.

 

A corrida foi transmitida ao vivo pelo canal fechado associado ao canal aberto de transmissão de televisão e sem o seu narrador oficial. Contudo, as ‘pérolas’ não faltaram. A melhor delas foi a do comentarista, apresentando Mario Andretti como o Único campeão americano de Fórmula 1 (será que ele nunca ouviu falar em Phil Hill?)

 

O final da prova, com a disputa pela liderança até o final serviu para riscar da memória de todos aquela bizarra corrida de apenas 6 carros em Indianápolis e, o pódio, com os pilotos usando chapéus de cowboys ao invés dos tradicionais bonés foi mais um toque de mestre da organização, além disso, a entrevista com os vencedores sendo feita no pódio, diante do público e por Mario Andretti, um ídolo local.

 

Podemos falar o que quisermos contra ele, mas o bom velhinho deu mais um show de competência em gerir o seu espetáculo intinerante.

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

O WTCC tem um novo campeão. Na despedida da Chevrolet como equipe oficial, Robert Huff confirmou a boa fase e não deu chances para que Yvan Muller pudesse firar sua vantagem. Cuidadoso e sem cometer erros, conseguiu manter-se fora das típicas confusões da categoria, especialmente em Macau, e vai poder, finalmente, comemorar o título na festa da categoria. Parabéns Robert!

 

Outro campeonato que terminou neste final de semana foram os da NASCAR. Chego a conclusão de que não devo mais assistir as corridas do Nelsinho Piquet. Sou o ‘pé frio’ que faz com que tudo dê errado quando assisto as corridas da Truck Series. Sexta-feira, como não assiti, ele chegou em um bom quarto lugar. O título ficou com James Buscher, seu companheiro de equipe.

 

Na Sprint Cup, depois do erro da semana passada, quando bateu sozinho, Jimmie Johnson precisava de um milagre para a prova final. Não só o milagre não veio como, problemas mecânicos tiraram dele as chances de ao menos lutar na fase final da corrida. Assim, Brad Keselowski conquistou seu primeiro título na categoria principal, na despedida da Dodge da categoria.

 

E pra fechar, estas voltas que o mundo dá, a Citroen foi atrás de Daniel Sordo e o espanhol voltará a pilotar os carros da marca francesa com a saída de Sebastien Loeb da categoria. Loeb venceu 9 das 12 etapas do mundial e nunca teve um desempenho tão superior aos seus adversários.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva