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A união faz a força... PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 22 October 2012 21:44

 

Caros amigos, nos últimos dias pude ver alguns movimentos de bastidores bem interessantes no automobilismo mundial.

 

Tem certas coisas que você ouve na vida e que nunca esquece, não é mesmo? Quando eu era criança ouvia falar que eletrodoméstico japonês era tudo uma porcaria. Na casa do meus avós tinha uma enorme televisão alemã da marca Telefunken e que, segundo as conversas dos adultos, os japoneses pegavam os produtos alemães, levavam para o Japão para tentar copiar lá.

 

Como este mundo dá voltas... em algumas décadas o Japão tornou-se polo de tecnologia e seus produtos industrializados são considerados os melhores do mundo.

 

Outra coisa que sempre ouvi – e continuo ouvindo – é que “a união faz a força”. No mundo corporativo com o qual lido todos os dias, fusões vivem sendo especuladas, arquitetadas e várias delas até consumadas, mas uma que vi recentemente me chamou a atenção pela natureza do meio e pelos motivos não explícitos:

 

Os organizadores do DTM e do Super GT, categoria japonesa de carros de turismo, anunciaram uma parceria que deve deixar ambos os campeonatos ainda mais fortes. A partir de 2014, as duas classes compartilharão do mesmo regulamento técnico. Isso significa que Mercedes, Audi e BMW poderão correr na terra do sol nascente, e Honda, Toyota e Nissan, na Europa.

 

A parceria, com duração de quatro anos – a princípio – permitirá que carros fabricados inicialmente para serem usados no DTM na Alemanha sejam levados para as corridas no Japão, e vice-versa.

 

Segundo o presidente da ITR – empresa que organiza o DTM – Hans Werner, esta parceria contribuirá para a redução de custos e ajudará a aprimorar a segurança. “Acreditamos que este marco na história do automobilismo ajudará não só a reduzir drasticamente os custos, mas, ao mesmo tempo, deve ajudar a melhorar a segurança e criar um campeonato espetacular com chances iguais para montadoras e equipes, além de entreter milhões de fãs ao redor do mundo”, afirmou o empresário.

 

Em outras palavras, está para surgir um super campeonato de turismo, com – inicialmente – seis montadoras envolvidas, com a participação de duas das 5 maiores economias do planeta!

 

Não há muitos detalhes técnicos explicitados por enquanto. Até agora, o que foi dito é que, a união técnica entre DTM e Super GT pode levar, no futuro, à realização de eventos comuns às duas categorias, revelou Massaki Banndoh, presidente da GTA, a organizadora do Super GT.

 

Até que os carros de ambos os campeonatos estejam usando o mesmo chassi e o mesmo motor, eles serão equalizados a partir de um sistema de Balanceamento de Performance, num chamado “período de transição”. Um grupo de trabalhos técnicos será criado para que exista uma contínua troca de informações.

 

Ao longo desta temporada de 2012 vários rumores apontavam para uma entrada da Nissan no DTM em 2014, em uma operação semelhante à de Audi, BMW e Mercedes. Contudo, o projeto é muito maior.

 

Como ambos os campeonatos tem um forte apelo comercial – para suas respectivas marcas em seus respectivos países – o que poderia estar por trás desta fusão, comercialmente falando?

 

Segurar a Coréia do Sul já é algo impossível de ser feito. Os produtos deles conseguiram vir no rastro dos japoneses e conquistar uma fatia considerável de mercado há muito tempo e com produtos cada vez melhores. O problema é a China. Assim como nos anos 60/70, quando os japoneses começaram a “copiar os produtos europeus e americanos”, a competência deles foi colocada em dúvida... e olha só o que aconteceu. Agora são os chineses, “copiando” os produtos industrializados dos demais países.

 

A diferença é que a China possui uma cadeia de produção e uma política monetária interna que propicia vantagens econômicas tais, suficientes para tornar seus produtos extremamente competitivos e a indústria automotiva é um seguimento de vital importância em ambas as economias – alemã e japonesa. Como a competição esportiva é um dos melhores veículos de marketing do mundo – exceto na cabeça dos brasileiros – melhor se antecipar, não?

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

A tão badalada estreia de Rubinho Barrichello na Stock Car aconteceu neste domingo em Curitiba, num autódromo lotado. Se levarmos em consideração o fato de que na noite anterior à prova tivemos o início do horário de verão e que a matutina prova dominical exige que o espectador de pista venha a sair de casa com céu ainda escuro, podemos dizer que foi um sucesso completo.

 

Só não foi melhor porque a stock é a stock e a primeira curva no final do quase 1 Km de reta de Curitiba é um “salve-se quem poder”. Barrichello foi “devidamente apresentado ao estilo Stock”, tomando pancada por todos os lados e perder várias posições, ele até vinha bem, dentro da medida do possível, quando teve um pneu furado.

 

Independente do resultado, que teve a vitória de Átila Abreu, com Allam Khodair em segundo e Daniel Serra em terceiro, se por um lado o piloto – e certamente os organizadores – estavam felizes, por outro lado, um resultado final longe do pódio ou mesmo de uma vitória me faz voltar a suscitar o quanto positiva tenha sido esta, a primeira de três aparições.

 

No encerramento da temporada do DTM, Bruno Spengler e a BMW, que retornou este ano para a categoria, conquistaram o título. Quem poderia estragar a festa da “estreante” era a Mercedes, com Gary Paffett, mas o inglês não conseguiu superar o canadense, que conquistou seu primeiro título.

 

Augusto Farfus, o pole, largou na ponta, mas muito discretamente, depois de uma má largada de Paffett, que veio se recuperando, não ofereceu resistência à tentativa de ultrapassagem do companheiro de montadora – apesar de serem de equipes diferentes.

 

O momento mais tenso da prova foi quando Farfus e Paffett entraram juntos pra fazer o pit stop. A Mercedes trabalhou melhor e os dois saíram lado a lado pelo pit lane, quase se tocando! Paffett levou a melhor e tentou “buscar o líder”... não conseguiu.

 

No Japão, o mundial de carros de turismo – WTCC – vai se aproximando do desfecho com a Chevrolet garantindo o título por equipes – só falta agora ver quem leva o caneco entre os pilotos. Depois da rodada dupla japonesa, Yvan Muller e Robert Huff estão empatados com 345 pontos. Faltam duas rodadas duplas para o final do campeonato.

 

E na F1, o asterisco se tornou realidade: nem passou-se um mês depois de a FIA divulgar o calendário da temporada 2013 da F1, para se ver a primeira mudança. O GP da América, marcado para 16 de junho, nas ruas de Nova Jersey, será – no mínimo – adiado por um ano por conta de problemas contratuais... e a fonte da notícia foi o próprio ‘bom velhinho’, que confirmou o adiamento ao site britânico ‘Eurosport’.

 

“Não vai acontecer no ano que vem. Se eles trouxerem o contrato para nós e nós ficarmos satisfeitos, a corrida acontece. A questão é: eles poderiam fazer o trabalho em seis meses? O inverno em Nova York não é bom e não há muita coisa acontecendo com Nova Jersey. Eles ainda estão correndo atrás, tentando resolver a questão das finanças. Acho que, se de repente eles encontrarem os investidores, pode dar certo. E eles estão em busca de investidores, mas ainda não conseguiram viabilizar o projeto”, afirmou o manda-chuva.

 

Já o circuito de Austin, teve sua inauguração feita por ninguém menos do que Mario Andretti, que pode voltar a andar com o carro com o qual foi campeão do mundo em 1978. O veterano e patriarca da família ficou maravilhado com a pista que nós, brasileiros, só iremos ver em VT por coincidir o horário da corrida com o do futebol, a paixão nacional!

 

Quem não tem mais problema de contrato é Felipe Massa. Depois de muito – e dispensável – suspense, o brasileiro e a Ferrari assinaram um novo contrato – de apenas um ano de duração.

 

As bases (financeira, opção de renovação, vantagens, etc) são um mistério. Ninguém revela. O que não precisa ser revelado é que Fernando Alonso continuará sendo “faster than you”. Cabe agora a Felipe andar colado no Espanhol, não quebrar e secar o parceiro, que celebrou a manutenção do ‘status quo’.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva

 

 

 

Last Updated ( Monday, 22 October 2012 21:53 )