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Alguma coisa está fora da ordem! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 17 September 2012 01:18

 

Caros amigos, apesar dos veementes protestos por conta do tempo demandado – seis horas diante da televisão assistindo uma corrida – consegui assistir, na íntegra, a etapa brasileira do mundial de endurance. Apesar do esforço do diretor de imagens, foi com muita tristeza que pude ver que as arquibancadas estavam praticamente vazias.

 

Entre os sons dos motores das quatro categorias – para não dizer cinco, uma vez que na LMP1 tínhamos dois carros com motor híbrido – que faziam do som do home theater uma verdadeira sinfonia para os meus ouvidos, à certa altura um outro som que vinha da sacada acabou me dando a boa sacada para escrever a coluna desta semana.

 

Em 1991, Caetano Veloso saia do convencional – mais uma vez – como um dia o fez como um dos líderes do movimento chamado ‘tropicália’, o músico baiano quebrou os paradigmas – que costumam ser definidos pelos outros, e quase nunca por nós mesmos – com Circuladô de Fulô... mas foi uma música em particular que conectou em minha mente a imagem e os sons: alguma coisa, definitivamente, está fora da ordem!

 

 

 

 

Segundo estimativas de mais de uma fonte, havia algo em torno de três mil pessoas nas arquibancadas... e pelo menos mais mil e quinhentos nos ‘Hospitality Centers’, onde rola tudo do bom e do melhor para os eleitos que por lá circulam. Definitivamente, isso é muito pouco para um evento do porte do que aconteceu na capital paulista. Onde será que erraram os organizadores do evento?

 

A primeira opção recai, obviamente, na divulgação da corrida. Quem está (ou estava) ligado ao meio, seja trabalhando, seja como fã, acompanhando o desenrolar dos acontecimentos, sabia o que aconteceria, quando aconteceria e como aconteceria. A pergunta é: e o restante da população da cidade?

 

Não sei dizer quantas chamadas locais nas rádios e canais de televisão foram feitas. Quando acontece a etapa da Fórmula 1, costumamos ver chamadas, mesmo em outros estados, como aqui em Minas Gerais, mas do Mundial de Endurance aqui por estas bandas não se viu ou ouviu nada!

 

 

 

 

Se comparados com os preços dos ingressos da Fórmula 1, os valores cobrados (os ingressos para arquibancadas variavam entre 70 e 180 reais, dependendo do setor) e, ao menos no meu entender, compatíveis para um evento deste porte, especialmente levando-se em conta que este era o valor para os três dias (quinta, sexta e sábado). Mas quantas pessoas poderiam ‘fugir’ de suas agendas de trabalho no meio da semana? Ou seja, o valor era praticamente para o sábado mesmo.

 

Se apenas isso, um erro estratégico de datas e uma divulgação aquém da necessária fossem mesmo a razão do autódromo estar as moscas, seria fácil apontar o dedo em uma ou algumas determinadas direções e apontar causas e acusar os responsáveis por isso. Mas o buraco é mais embaixo.

 

Se o amigo leitor for uma pessoa de sorte, sugiro que você passe a comparecer as etapas da Copa Fiat. Além de assistir boas corridas – sem pagar um centavo – você pode sair do autódromo com as chaves de um carro zero Km nas mãos!

 

 

 

Chegando ao autódromo, o torcedor recebe um ingresso – numerado – e vai para a arquibancada torcer. Depois da segunda corrida (são duas provas por etapa, ambas realizadas no domingo) o espectador vai concorrer ao sorteio de um Fiat Uno novinho em folha! Na etapa de Curitiba, segundo nosso Editor Chefe, mesmo com todo este atrativo, não havia sequer três mil pessoas no autódromo.

 

Se essa míngua de público nos autódromos de uma forma geral fosse algo restrito a uma ou outra categoria, o problema seria específico, por assim dizer. Contudo, se o problema é generalizado, só posso questionar: Será que as assessorias de imprensa e os promotores das categorias não são capazes de encontrar um caminho para trazer público para os autódromos?

 

Se algumas categorias conseguem fazê-lo, se em outros países o público comparece, há que se repensar alguma coisa, pois algo está fora da ordem, como disse Caetano!

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

Nas 6 Horas de Interlagos, a Toyota conseguiu, pela primeira vez desde o seu retorno, vencer os alemães da Audi... e com as mesmas armas! Dotado de um motor híbrido, mas sem tanto alarde, conduzido por Alexander Wurz e Nicolas Lapierre. Com o futuro retorno da Porsche, podemos ter em pouco tempo um campeonato bastante competitivo. Tomara!

 

Neste último domingo foi a vez da Stock Car acelerar forte no reformado autódromo de Cascavel... e alguns problemas que não apareceram com os caminhões ficaram evidentes com um veículo mais leve. 

 

As ondulações na pista são um perigo à condução e os picos de sobrecarga pode ser considerado o principal responsável pela quantidade de pneus estourados. Ao menos a reforma do traçado feito pela Pedreira Rio Quati mostrou-se resistente e não esfarelou com 32 carros dotados de motores com mais de 500 cavalos tracionando.

 

Na Alemanha, mais uma etapa do DTM - com autódromo lotado - e mais um bom resultado do brasileiro Augusto Farfus Jr. O piloto da BMW andou na 5ª posição durante quase toda a prova, vencida por Bruno Spengler, também de BMW.

 

 

 

Começou o Chase na NASCAR.  Brad Keselowski, piloto da Penske, é o novo líder da divisão principal da Nascar. Neste domingo, depois de uma grande disputa com o multicampeão Jimmie Johnson, conquistou a vitória na primeira etapa do playoff decisivo da categoria e assumiu a dianteira do campeonato pela primeira vez na temporada e na carreira. Ainda tem muita corrida pela frente, mas hoje, foi o dia de dar um consolo para o patrão, que viu o campeonato acabar no muro do oval de Fontana, onde Will Power ficou, abrindo o caminho para Ryan Hunter-Reay. A Indy só volta no ano que vem... com ou sem Rubinho!

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva

 

Last Updated ( Monday, 17 September 2012 10:01 )