Classificados

Administração

Patrocinadores

 Visitem os Patrocinadores
dos Nobres do Grid
Seja um Patrocinador
dos Nobres do Grid
Adeus Jacarepaguá PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 16 July 2012 15:53

 

 

Caros amigos, na madrugada deste último domingo (sim, porque nove e meia da manhã, num domingo, ainda por cima sem sol, para um carioca, é madrugada!) aqueles que acordaram “na hora que os brasileiros estão acostumados a assistir corridas” puderam assistir a última participação – e uma das últimas provas que serão disputadas – do autódromo internacional do Rio de Janeiro no calendário nacional da CBA (que reserva para a semana que vem uma sensacional demonstração de organização e planejamento. Aguardem).

 

O tom da transmissão da TV oficial, detentora dos direitos de transmissão foi menos melancólica do que poderia ter sido. Na verdade, o narrador e o comentarista evitaram criticar a destruição do autódromo e a construção em seu lugar do tal do “parque olímpico” (que vai ser quase todo desmontado após os jogos para que ali sejam construídos condomínios comerciais e residenciais, num ato sórdido e interesseiro, arquitetado há anos para a especulação e exploração imobiliária.

 

 

Os fotógrafos da Stock bem que tentaram, mas uma foto "fugiu ao script" de mostrar só onde estava o público. Essa era a realidade! 

 

A transmissão também mostrou “um aspecto diferente” das transmissões anteriores, onde a emissora, provavelmente em acordo com a empresa promotora da categoria, não fazia tomadas abertas das arquibancadas – vazias – devido ao horário, com um público cerca de 60% menor do que era o de costume (cálculo feito pelos nossos enviados nas etapas de Curitiba e Interlagos). Desta feita, as imagens das arquibancadas no início (metade da original) da reta, o trecho descoberto, com raríssimos espectadores, eram mostradas com frequência. A parte coberta, onde estava o grosso dos quase 10 mil espectadores presentes e que estavam se precavendo de uma possível chuva, não foi mostrada. Nesta hora, a tomada do miolo após a curva do antigo oval ficava fechada no carro, sem aparecer a arquibancada ao fundo.

 

Mais degradante do que tudo isso foi a “proposital e quiçá intencional” ausência do digníssimo senhor presidente da confederação brasileira de automobilismo (em minúsculo mesmo, intencionalmente, para mostrar meu desagravo). Onde estaria “o homem que ri”? Ninguém falou na imprensa, mas eu sei! Ele está ‘passeando’ na Europa! Através de uma dessas redes sociais de relacionamento da internet, recebi a foto onde o ‘senhor sorriso’ aparecia ao lado de um piloto brasileiro, que nem corre na Europa, no autódromo de Nurburgring. Não vou publicar a foto por consideração ao piloto e por esta ser uma foto pessoal, de seu perfil na dita rede social, e ele não ter nada a ver com isso.

 

 

Cleyton Pinteiro: Viagem para a Alemanha e um enorme 'sorriso amarelo'. 

 

Cadê o “cabra macho” que disse que iria se acorrentar ao portão do autódromo, mas que não iria permitir a destruição deste? Cadê o “cabra macho” que disse que só entregaria o autódromo de Jacarepaguá quando recebesse o novo autódromo (que será – ? – construído em Deodoro). Cadê o “cabra macho” para enfrentar a imprensa diante da mídia no maior evento televisivo (afinal, entre as categorias que são transmitidas, especialmente em TV aberta, a Stock Car é a que tem a maior audiência nas transmissões... muito em parte por quem transmite), se é que alguém iria tocar no assunto?

 

Essa é a nossa cartolagem... mas também, com o maior dos exemplos vindo do Bernie Ecclestone, talvez este seja mesmo o “modus operandis” a ser seguido pelas gestões do automobilismo.

 

Falando no ‘bom velhinho’, semana passada, voltando a ‘instigar o factóide’, desta feita ao jornal inglês 'The Guardian', Bernie Ecclestone voltou a manifestar sua intenção e desejo de vir a promover a tal da corrida de F1 pelas ruas de Londres. Com sua usual postura, fez questão de afirmar que o projeto "não é uma brincadeira" e que ele está, sim, disposto a investir na ideia.

 

 

Bernie Ecclestone e Gerhard Gribkowsky: "Tudo na mais perfeita ordem, tudo na mais santa paz"... 

 

De acordo com os planos iniciais, apresentados na semana passada, antes do GP em Silverstone, o traçado urbano tem aproximadamente cinco quilômetros irá passar por diversos pontos turísticos da capital britânica, incluindo o Palácio de Buckingham, o Big Ben e a Trafalgar Square. Ontem a noite eu estava assistindo o desenho animado, “Carros 2”, com meu filho e uma das provas era exatamente pelas ruas de Londres, passando por estes pontos turísticos! Será que ele também viu o desenho animado? A cara de pau deste homem é algo for de série.

 

Enquanto isso, entramos na semana em que vai acontecer o GP da Alemanha, país onde ele está sob a alça de mira da justiça e com promotores e juízes ávidos por colocá-lo no xilindró, junto com o exbanqueiro, Gerhard Gribkowsky, a quem subornou na venda das ações da Fórmula 1 para a CVC. Apesar da clara ameaça de vir a ser preso, o mandatário da categoria maior do automobilismo garante que vai para a Alemanha. E o amigo leitor, o que acha? O velhinho vai em cana ou não vai?

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

Charlie Whiting, o Diretor de Prova da F1 vai mudar a forma de punir os pilotos que cometerem atitudes antidesportivas durante as próximas etapas do mundial da categoria. Segundo o site da revista inglesa ‘Autosport’, Whiting enviou um comunicado oficial a todas as equipes com o seguinte conteúdo:

 

“Qualquer piloto defendendo sua posição em uma reta e antes de qualquer ponto de freada pode usar toda a largura da pista durante o primeiro movimento, desde que uma parte significativa de seu carro não esteja junto do outro. Embora defendendo desta forma, o piloto não pode escapar da pista sem uma justificativa aceitável. Para que não reste dúvida, se alguma parte da asa dianteira do carro passar ao lado da roda traseira do carro na frente, isso vai ser considerada uma ‘parte significativa’”.

 

A pergunta é: A regra é clara ou o “Arnaldo” tem que explicar?

 

 

Charlie Whiting... com o regulamento debaixo do braço!

 

Neste domingo o novíssimo autódromo da Russia, com o qual eles pretendem vir a receber a Fórmula 1 foi “internacionalmente inaugurado”, recebendo a World Series by Renault e a Fórmula Renault 2.0, categoria europeia de acesso.

 

O circuito tem curvas que não acabam mais, uma reta que antecede a reta dos boxes com cerca de uns 700 metros e a reta dos boxes com uns 500 metros. As ultrapassagens foram raríssimas quem se arriscou a tentar algo com mais atitude, rodou, bateu ou saiu da pista. Em outras palavras, fizeram mais uma ‘pistinha de M’!

 

 

No chatíssimo circuito da Russia, os brasileiros sofreram mais uma vez. Em especial Cesar Ramos (11), tirado da prova do domingo. 

 

Os brasileiros continuaram seus “aprendizados” nas duas categorias, quando muito andando entre o 6º e o 10º lugar... normalmente ‘do meio para trás’ no pelotão. Se não fosse a carambola generalizada na prova do domingo da World Series, André Negrão não teria conseguido o 4º lugar (herdou 7 posições). A culpa não é só deles... os pilotos na Europa tem hoje uma formação muito melhor que a nossa.

 

Na Truck series, apesar de largar na primeira fila e andar entre os primeiros na primeira metade da prova de Iowa, no final o truck da Turner perdeu rendimento (o carro dava umas ‘dançadas’ nas saídas de curva que foi um milagre o brasileiro não ir para o muro) e Nelsinho terminou num frustrante 9º lugar. Miguel Paludo foi o 13º.

 

Na corrida da Stock (é, teve corrida), ninguém segurou o japa de Mauro Vogel. Allam Khodair liderou de ponta a ponta! Show deu Cacá Bueno, que veio de 30º para 8º, numa corrida de recuperação sensacional depois de 3 dos 4 carros de Andreas Mattheis terem sido punidos por ter componentes de aço inox ao invés de alumínio nos seus freios.

 

Cacá, Daniel Serra e Valdeno Brito tiveram os elementos identificados em seus carros... “curiosamente”, o outro carro, o de Alceu Feldmann, que correu com um efeito suspensivo, tipo aqueles que se arranjam para os jogadores de futebol, junto ao STJD, passou na vistoria... Será que o Feldmann não tem direito ao mesmo equipamento de seus companheiros?

 

E no final de semana que vem tem WTCC no Brasil, com a Chevrolet se despedindo como equipe oficial. 

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva

 

 

Last Updated ( Monday, 16 July 2012 17:05 )