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O caso Villota: Mais perguntas que respostas. PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 08 July 2012 23:04

 

 

 

Caros amigos, nesta última semana todos os assuntos relativos à Fórmula 1 (os rolos do bom velhinho, a guilhotina sobre o pescoço de Felipe Massa e as especulações sobre a ‘dança das cadeiras’ para 2013, entre outros) acabaram relegados a um segundo plano devido ao triste e – até agora – pouco explicado acidente com a piloto Maria de Villota.

 

Na manhã da terça-feira, dia 3, a piloto de testes da Marussia sofreu um “estranho” acidente durante um teste aerodinâmico da equipe em Duxford, na Inglaterra – uma pista de uma base aérea. A princípio as informações foram um tanto desencontradas, com algumas fontes colocando o acidente como gravíssimo e outras como um acidente leve. O estado de saúde da piloto espanhola logo foi dado como grave, tendo ela sido removida e levada para um hospital local com ferimentos no rosto, mas consciente.

 

Há alguns anos a FIA extinguiu os testes para carros de Fórmula 1 em autódromos, visando a redução de custos (alguém sabe quanto custou para cada equipe desenvolver seus super simuladores, com extremo grau de realismo e quanto custa mantê-los atualizados?). Contudo, permite que as equipes façam testes de aerodinâmica em linha reta e, para isso, usar pistas de aeroportos passou a ser um fato comum para todas elas.

 

 

 

Aos 32 anos de idade, Maria De Vllota, filha do ex-piloto de F1, Emílio de Villota, não era nenhuma ‘séria candidata a um lugar no grid’, tanto que nem tem a superlicença, o que acabou por impedir que ela substituísse Timo Glock na etapa anterior, quando o alemão passou mal e não pode participar do GP da Europa, em Valência, mastambém não era nenhuma “caloura”. Correndo de kart no início, Villota chegou a andar no WTCC e no European GT Open (um 4º lugar foi seu melhor resultado). Andou também na Euroseries e na Fórmula Superleague, com uma caerro com as cores do Atlético de Madrid (uma 7ª colocação foi seu melhor resultado). Com aquele “pacote camarada”, conseguiu seu lugar na “nanica”, depois de ter andado em um carro da “Nega Genii” em 2011, no circuito de Paul Ricard. 

 

Chris Mann, jornalista e apresentador da BBC, foi uma das pessoas presentes – sem ser da equipe – que testemunhou o acidente de De Villota. Ele afirmou que “carro acelerou inexplicavelmente e que foi de encontro com a parte traseira do caminhão”. 

 

“Ela entrou no carro e saiu para o primeiro teste. O carro estava falhando um pouco, mas não pareceu uma grande preocupação. Ela voltou então para a área em que estavam os engenheiros, reduziu a velocidade, mas, de repente, o carro acelerou inexplicavelmente no meio da multidão e bateu no caminhão. Aconteceu tudo de repente e foi muito chocante. Acho que ela estava a uns 30 ou 40 km/h”, disse o jornalista. Ela acertou a rampa de um caminhão que estava praticamente na altura da cabeça do ocupante do carro... e esse foi o grande azar de Maria!

 

 

 

O site da revista inglesa 'Autosport', noticiou que o porta-voz do serviço de emergência, Gary Sanderson, responsável pelo atendimento no momento do acidente, afirmou que o estado de saúde da pilota é muito sério. “Uma mulher foi socorrida com ferimentos graves, com risco de morte, e – após o tratamento no local por paramédicos – que ela foi levada rapidamente para o hospital Addenbrooke, para cuidados adicionais”.

 

Na quarta-feira, dia 4 de julho, Maria de Villota passou por uma cirurgia para reconstituição e reparo das fraturas que teve no crânio e na face. Lamentavelmente, a pilota espanhola perdeu o olho direito, extremamente afetado no acidente. A família afirma que a equipe da piloto tem dado toda a atenção a eles e a sua integrante, mas algumas perguntas continuam sem respostas:

1)      Como é que um carro “acelera sozinho”?

2)     Porque aquele caminhão estava ali (ou o que ela foi fazer tão perto do caminhão?

3)     Onde está a leitura de telemetria do momento do acidente?

 

O chefe da equipe Marussia, John Booth, fez o seguinte comunicado: “Somos gratos pela atenção médica que María tem recebido, e sua família gostaria de agradecer às equipes neurológica e de cirurgia plástica. No entanto, é com grande tristeza que devo informar que, devido às lesões sofridas, María perdeu seu olho direito. Os cuidados com María e com o bem-estar de sua família continuarão sendo a nossa prioridade neste momento. Sua família está no hospital e estamos fazendo o possível para dar todo o apoio”.

 

 

 

“Pedimos paciência e compreensão quanto às atualizações sobre a condição de María. Vamos fornecer mais informações quando for apropriado fazê-lo e levaremos em consideração a sua família. Entretanto, todos nós gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para elogiar os serviços de emergência na base aérea de Duxford, que estavam de prontidão ontem, como é o padrão para um teste na F1.”

 

“Com relação ao acidente, demos início a uma análise muito detalhada do que aconteceu, e este trabalho continua no momento. E, finalmente, temos recebido uma enxurrada de mensagens de apoio à María, à sua família e à equipe, e gostaríamos de expressar a nossa sincera gratidão”. Ou seja, falou muito, distribuiu vaselina e não disse nada sobre o acidente e suas possíveis causas.

 

Os pilotos da categoria, liderados pelo espanhol Pedro de La Rosa, presidente da GPDA, vão todos correr com uma estrela no capacete em homenagem à piloto. Fernando Alonso, hoje a principal estrela do grid, foi a público manifestar sua tristeza e solidariedade para com Maria de Villota e sua família. Enquanto isso, a piloto segue em estado grave e sem sabermos que outras consequências o acidente vai gerar (e se todos os fatos serão revelados ou não. Está aí a morte de Ayrton Senna que, 18 anos depois, ainda tem questões, no mínimo, mal respondidas). Neste domingo, dia 8, Maria deVillota deixou a UTI... mas as perguntas vão continuar.

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

Ainda sobre o caso da prisão de Gerhard Gribkowsky, ex-banqueiro que intermediou as vendas das ações da F1 ao grupo CVC recebimento de propina na venda das ações da categoria. Bernie, por sua vez, é acusado por ter sido cúmplice no caso, pagando propina que beira os US$ 50 milhões para facilitar a venda dessas ações à CVC, empresa controlada pelo dirigente britânico na época da negociação, em 2006. Bernie Ecclestone assegurou que não teme ser preso na Alemanha. “Claro que eu vou para Hockenheim”, disse, se referindo à décima etapa do Mundial de F1, que acontece no dia 22 de julho. Confesso estar ansioso pela etapa...

 

A princípio, para a alegria de todos que amam F1, parece que não vai ter mais revezamento entre um futuro GP da França e o GP da Bélgica. A demora em decidir e cumprir prazos, junto com a eleição de outro candidato (François Hollande) mudou todo o panorama e até Magny Cours (toc toc toc na madeira) quer se candidatar à sede da prova. Andre Maes confirmou que já está buscando meios de viabilizar a etapa belga anualmente. Os fãs da F1 agradecem!

 

Por falar em F1, todo mundo sabe que corrida com chuva tem aquele ingrediente a mais de incerteza, mas foi bom os meteorologistas terem errado e a corrida acontecer com pista seca. Mostrou que a Ferrari está mesmo de volta à disputa pelo título e que a McLaren perdeu o rumo. Que Felipe Massa pode fazer corridas boas e que Mark Webber se entendeu melhor com o carro deste ano que o Sebastian Vettel, que o Maldonado resolveu “assumir seu lado Brambilla” (ver a coluna Pit Wall) e a “vítima da vez” foi Sergio Perez. O campeonato ainda está totalmente aberto... mas o funil começou a estreitar!

 

 

 

Luiz Razia deu outro show na GP2 e assumiu a liderança do campeonato, mesmo lutando contra o favoritismo da equipe DAMS. Ainda faltam 5 rodadas duplas e – claro – tudo pode mudar, mas o piloto da Arden está mostrando ter sido uma ótima aposta do programa de jovens pilotos da Red Bull.

 

Foi difícil, aliás, está sendo cada vez mais difícil assistir as transmissões da Band com a narração de Luciano do Valle. Ele foi, por anos, o melhor narrador do Brasil, hoje, é um arremedo daquilo que foi e massacra a nós, que assistimos, com as mancadas que dá na transmissão... se bem que o Luis Roberto, substituto do afônico Galvão Bueno, “saiu da pista” tantas vezes quanto um piloto de pneu slick andando na chuva.

 

Mais uma vez, a Fórmula Truck lotou o autódromo de Interlagos, mostrando qual é a hora certa para se fazer uma corrida, caso se queira levar público para o autódromo, independente da audiência da televisão. Mesmo com chuva, não foi possível identificar um só “claro” na arquibancada. Quem também levou um bom público ao autódromo foi a Copa Fiat em Goiânia, com direito a uma grande apresentação de Christian Fittipaldi, que superou Cacá Bueno na pontuação do campeonato.

 

 

 

O “mico de pista” ficou por conta do australiano Casey Stoner, que relembrando o antigo apelido “Rolling Stoner”, que caiu no finalzinho da última volta do GP da Alemanha, em Sachesenring. O companheiro, Daniel Pedrosa herdou a liderança, mas quem agradeceu mesmo foi o Jorge Lorenzo, que voltou à liderança do campeonato.E aí, o Bernie vai em cana daqui duas semanas? Façam suas apostas!

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva 

 

 

Last Updated ( Monday, 14 October 2013 15:04 )