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À geração que começou tudo PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 14 December 2011 19:50

 

 

“Bird Clemente, Nilson Clemente ( irmão do Bird ), Jaime Silva ,Toco ,Ciro Cayres, Luizinho Pereira Bueno, Marinho Cesar Camargo, Cacaio, Roberto Dal Pont, Eduardo Scurachio, Wilson Fittipaldi Junior, Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Camillo Christófaro, Marivaldo Fernandes, Anísio Campos, Chiquinho Lameirão, Jan Balder, Carol Figueiredo, Maneco Combacau, Walter Hahn Junior,  Normam Casari ,Ricardo Achcar, Luis Fernando Terra Smith , Totó Porto, Ubaldo Cesar Lolli, Rodolfo Olival Costa, Pedro Victor DeLamare, Eduardo Celidonio, Piero Gancia , Emilio Zambello, Volante 13, (Frodoaldo Arouca), Cristian Heins (já era falecido). Para mim eram pilotos heróis dentro dos seus Karmann-Ghia, DKW, Berlinetas Interlagos, Simcas, Alfas sem falar nas carreteiras com motor de 5 litros perto de 500 cavalos”(Reginaldo Leme , 05 de setembro de 2003) O Estado De São Paulo. 

 

Primeiramente agradeço a dedicação e carinho com que vocês estão tratando a mim e aos meus companheiros dando a todos o merecido valor alem do respeito. Esses pilotos foram campeões de verdade na década de 60 e 70 e muito fizeram pelo nosso automobilismo e numa época onde correr era só sacrifício, prazer e paixão, nada se ganhava. Tenho muita honra e orgulho de ter feito parte dessa geração. 

 

 

 

No ano 2000, fomos surpreendidos com uma iniciativa do amigo e grande incentivador Klaus Hopenn, hoje Diretor Presidente da MetalLeve, com o tradicional Calendário que foi a meu ver uma reafirmação e oportunidade de mostrar as pessoas ligadas as corridas e do nosso automobilismo, quem foram e o que fizeram  esses pilotos e seus carros. Lindas fotos de arquivos pessoais e nesse projeto todos vão sendo são mencionados a cada ano até hoje. 

 

Também, a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) já há algum tempo entregou a esse grupo de  32 pilotos o titulo e um diploma de Pilotos Beneméritos, alias  um belo gesto de reconhecimento por tudo aquilo que fizemos. Afinal, foram sem duvida os Anos Dourados do nosso automobilismo onde carros, equipes e pilotos se formaram, pois até então quase nada existia.

 

 

 

Da nossa geração, alguns saíram em busca de oportunidade na Europa os que mais se destacaram e ajuda tiveram, trouxeram de volta vitórias e títulos, até de Campeonatos Mundiais da Fórmula 1, coisa que víamos só nas revistas Quatro Rodas e Autoesporte. Foram grandes Campeões de Verdade, numa época que se disputavam corridas no braço e não com tecnologia ou estratégias sofisticadas de box, coisas até de certa forma desconhecidas na época. Mas trocávamos sim, diferencial, freios, pára-brisas, suspensão e por ai vai, em paradas que podiam durar muito tempo, mas a corrida continuava sempre.

 

Na minha primeira corrida de estreante em Interlagos, não usávamos cinto de segurança e com um Simca de banco inteiriço de vinil, na primeira volta, quando fiz o Bico de Pato, fui parar na outra porta do carro , fiquei pendurado  no volante com a mão esquerda  guiando de longe mas sem tirar o pé , pois tinha um carro na minha traseira. 

 

O carro que vinha colado no meu no “Bico de Pato” (era um outro  Simca) não era ninguém menos do que o saudoso Expedito Marazzi, que posteriormente tornou-se não só um grande amigo mas também companheiro de muitas corridas fazendo dupla comigo, com um destaque especial nas 24 Horas de Interlagos, onde fizemos o 4º lugar na Geral . Foi um grande piloto e pessoa incrível, apaixonado como ninguém pelo automobilismo.

 

Dá pra ser ver a insegurança total com qual todos corriam como loucos,  mas ótimos pilotos loucos, sem falar nas corridas de rua como Piracicaba onde o público ficava sentado nas sarjetas ou em pé numa curva ou no final de uma reta e passávamos por eles a menos de 1 metro, as vezes e 2 carros lado a lado, também de pé em baixo como se ali não estivessem pessoas. Tudo isso são lembranças eternas, ninguém se esquece.

 

Quero deixar registrado com muita tristeza que as vezes é comum ouvirmos por amigos e mesmo em nossos encontros de expilotos bastante frequentes, que a nova geração de pilotos brasileiros não conhece, ou “não ouviu falar muito” desses pilotos o que acho uma pena, pois não só teriam muito o que aprender com eles, mas também estariam sendo atenciosos e respeitosos com os companheiros e grandes pilotos brasileiros.

 

Por essa razão mais uma vez fico grato e também em nome de todos dessa geração pelo trabalho corajoso que vocês do Site “Nobres do Grid” faz para mostrar (aliás, sem nada ganhar com isso) a todos, tudo que eu disse aí acima.Parabéns, continuem firmes, estejam certos que todos nós somos agradecidos a vocês sem contar os filhos e netos desses pilotos que hoje podem ler o que seus pais ou avós fizeram.

 

Um grande abraço,

 

Walter Hahn Junior

 

 

Last Updated ( Saturday, 07 January 2012 19:28 )