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O TCR deu um show em Interlagos. Melhor que a F1 na Hungria, que a Indy em Toronto e a NASCAR em Indianápolis PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 22 July 2024 22:10

Olá leitores!

 

Como estão? Certamente melhores que vosso escriba... em todo caso, sigamos em frente. É público e notório que não sinto prazer em fazer críticas, prefiro escrever sobre aquilo que está dando certo e funcionando a contento. Entretanto algumas entidades como a Prefeitura de São Paulo não contribuem para minha elevação espiritual. Enquanto acontecia em Interlagos esse final de semana as etapas do TCR, Turismo Nacional, mais diversas categorias do Paulista de Velocidade no Asfalto, as obras de transformação do antigo autódromo em espaço de eventos aleatórios prosseguem... e na sexta-feira tinha-se que estacionar longe, mas ao menos tinha um espaço entre as tendas onde montaram os boxes para as equipes do Campeonato Paulista e as obras... no sábado algum ser iluminado pelas trevas achou por bem fechar essa passagem. Resultado: a pessoa estacionava o carro, tinha que atravessar o corredor de tendas (não havia espaço para passar entre elas, o que é completamente lógico) inteiro para conseguir chegar nas escadas de acesso à parte de trás dos boxes. Coisa de jênio. E infelizmente, com a atual “administração” do autódromo, absolutamente previsível. E como esse ano tem eleições municipais, e conhecedor que sou do profundo intelecto (só que jamais) do eleitor da capital, a tendência é que ano que vem apareça um “administrador” ainda pior. A propósito: coitados daqueles que vão em shows em Interlagos; a tal área que foi pavimentada e colocada grama artificial tem uns buracos ótimos para torcer o tornozelo, até o que fazem como grande “modernização” da atual gestão fazem mal e porcamente. Inacreditável.

 

Mas, enfim, vamos ao que viemos, falar de carro na pista. O espaço de eventos aleatórios de Interlagos recebeu o TCR South America, dessa vez fazendo parte do TCR World Tour, que é o campeonato mundial da categoria, que ao invés de ter etapas individuais, corre junto com etapas dos campeonatos nacionais da categoria, permitindo aos pilotos locais medirem suas forças em relação aos pilotos que correm o Mundial. E o fim de semana teve carro na pista praticamente o tempo todo, afinal paralelamente ao TCR existiam diversas categorias correndo na pista. Sábado teve categoria do Paulista que largou após as 21h, auxiliados pela necessidade de refazer a barreira de pneus da entrada do Esse do Finado, já que um Honda entrou embaixo da barreira no Q1 e deu um trabalho considerável para tirar o carro de lá... enfim, na primeira corrida do domingo a vitória ficou com o Honda do argentino Esteban Guerrieri, que largou melhor que o pole Santiago Urrutia, assumiu a liderança na primeira freada, e de lá não saiu nem quando da relargada após a intervenção do safety car. Urrutia, com seu Lynk & Co, teve de se contentar com a segunda posição, seguido do italiano Marco Butti, companheiro de Guerrieri na GOAT Racing. Dentre os participantes do sulamericano, vitória do Rafael Suzuki, que suportou bem a pressão do Nelsinho Piquet (convidado especial para essa prova) e do Juan Ángel Rosso, que terminaram respectivamente em 2º e 3º no certame. Já na segunda prova do dia (com um certo calor e muitos mosquitos em Interlagos) o húngaro Michelisz aproveitou muito bem a pole position e batalhou fortemente para segurar o ímpeto do chinês Qing Ma (dono do óculos escuros mais estiloso do final de semana, propiciando um reflexo quadriculado como a bandeira de chegada), que tentou bravamente passar – fez até uma tentativa por fora na primeira perna do Esse do Decujus, que por muito pouco não foi bem sucedida – o Hyundai do Michelisz. Com as diversas tentativas, o equipamento se desgastou e seu colega de Cyan Racing Thed Björk assumiu a segunda posição nas voltas finais, tendo Qing Ma que se contentar com o terceiro lugar. Quem fez uma baita corrida foi novamente o Rafael Suzuki, que competiu de igual para igual com gente do calibre de John Filippi, Mikel Azcona (o piloto mais arrojado da categoria, com certeza, ataca as zebras como se não houvesse amanhã) e o sérvio Dušan Borković, o piloto mais alto que já vi na vida (se não tem 2m de altura, está muito perto; tenho 1,83m e o ombro dele fica na altura dos meus olhos) e um tremendo “bota”, e novamente venceu dentre os carros do sulamericano, terminando em 8º na geral, à frente do Azcona e do Girolami, que competem no Mundial. Dessa vez foi acompanhado no pódio da categoria pelo Raphael Reis em 2º e pelo Yannantuoni em 3º. Próxima prova será em El Pinar, no Uruguai, também em companhia dos pilotos do World Tour. Em tempo, os pilotos brasileiros (principalmente da Stock Car) poderiam fazer um treinamento com esses caras do World Tour, no quesito tratar com as pessoas. Extremamente acessíveis, educação e gentileza total, muito mais fácil entrevistar esses europeus que os pilotos da Stock Car. E um adendo: não entrarei na seara do Shrek, que é quem comenta a categoria, mas... assistam as provas do Turismo Nacional. Pela internet é legal de acompanhar, mas ao vivo... é imperdível. Sério. 3-wide no meio do Esse do Falecido, se isso não os fizer assistir a categoria eu não sei o que os fará.

 

A Fórmula Um foi até a Hungria para uma etapa na mais brasileira das pistas europeias, Hungaroring, uma reta para largada e chegada e o resto é um amontoado de curvas distribuídas de forma a dificultar o máximo qualquer tentativa de ultrapassagem. Após o festival de corridas boas de Interlagos vim ver o VT da corrida e... para os padrões de Hungaroring até que não foi das piores a corrida, a Ferrari não estragou o trabalho dos pilotos, os pitís do Verstappen foram engraçados, o descontrole emocional dele na disputa com Hamilton mais engraçado ainda, e o papelão ficou por conta da equipe grande vencedora, a McLaren, que fez bobagem nos boxes e depois quis resolver com ordem de equipe na pista... ê, laiá... conseguiram estragar o clima da primeira vitória do Piastri, que – conhecedor do cabeça de pudim do companheiro de equipe – tratou de proteger o troféu de primeiro lugar no pódio antes que o Lando Norris quebrasse novamente um deles com a bobagem de abrir o champanhe batendo a garrafa no pódio. Aliás, Lando também mostrou que precisa de um intenso media training... o 3º colocado, Lewis Hamilton (que alcançou seu duocentésimo pódio esse domingo), comentou como forma de elogio que os carros da McLaren estavam rápidos... e o Norris respondeu de maneira ríspida, tomando uma resposta atravessada em frente às câmeras, pra ver se deixa de ser tosco.

 

A Indy foi até Toronto para mais uma etapa, onde Colton Herta não deu chance para ninguém. Perdeu a liderança apenas quando parou para reabastecer e trocar os pneus. Liderou 81 das 85 voltas da corrida. E para completar a alegria do chefe da equipe, Michael Andretti (ele mesmo 7 vezes vencedor em Toronto) o 2º lugar na bandeirada também foi da equipe dele, o Kyle Kirkwood. O terceiro colocado foi Scott Dixon, que empatou com Mario Andretti na quantidade de vezes que chegou em 3º, com 141 A corrida teve direito a um Big One digno de Talladega, quando Pato O’Ward tocou no muro e ficou virado de frente para os outros carros que vinham atrás... 5 pilotos se envolveram nesse salseiro, inclusive Pietro Fittipaldi, e não puderam continuar.

 

A NASCAR vai dar duas semanas de férias para os pilotos, já que a emissora que transmite a categoria também transmitirá as Olimpíadas para os estadunidenses, e a prova antes da parada foi o retorno da categoria ao oval de Indianapolis, após alguns anos usando o circuito misto. E o grande nome da tarde foi Kyle Larson, que correu com praticamente o mesmo esquema de pintura que deveria ter usado em Charlotte, se as condições meteorológicas desfavoráveis não tivessem atrasado as 500 Milhas e ele não tivesse se atrasado tanto para a prova de 600 milhas de Charlotte, encerrada antecipadamente por conta também de chuva. Dessa vez, com tempo bem seco, e contando com a inteligente estratégia do seu chefe de mecânicos, ele venceu no oval de Indianapolis. Foi seguido bem de perto por Tyler Reddick, que fez a pole, foi o piloto que mais liderou voltas (40 ao total) e deve ter ficado com um sabor meio amargo de perder essa corrida. Em 3º chegou Ryan Blaney, botando 3 fábricas diferentes nas 3 primeiras colocações. O 4º colocado foi Christopher Bell, que fez uma baita corrida largando lá do 18º lugar. O Top-5 se encerrou com Bubba Wallace, que largou uma posição à frente do Bell. Destaque para o 7º colocado, Austin Cindric, que largou em 38º...

 

 

Até a próxima!

 

Alexandre Bianchini

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.


Last Updated ( Monday, 22 July 2024 22:18 )