
Olá leitores! Como estão? Espero que todos bem. Vosso escriba já voltou a passar mal de calor com as infames temperaturas da selva de concreto que alguns seres desconectados da realidade do planeta chamam de “melhor cidade do país”... os momentos em que escuto essas sandices são aqueles em que profiro elogios análogos aos do Shrek ao comentar as baboseiras que os narradores proferem nas transmissões... e por falar em transmissão, vou deixar mais uma vez o pedido: Bandeirantes, o Reginaldo Leme é um patrimônio do jornalismo automobilístico nacional. Como todo patrimônio valioso, deve ser preservado. Infelizmente o tempo passa para todos nós, e também infelizmente a medicina não conseguiu acompanhar o crescimento da expectativa de vida das pessoas, providenciando remédios ou tratamentos para evitar os efeitos do envelhecimento no sistema nervoso. Leme não tem mais condições de comentar ao vivo. Ele merece DEMAIS um programa semanal de 2 horas de duração, gravado, onde possa “abrir seu baú de memórias” e contar as suas experiências nessas décadas acompanhando o esporte. Por favor, aceitem o conselho. Mas vamos ao que importa, carro na pista. Esse final de semana tivemos o encerramento da temporada 2024 do TCR South America (seria tão mais lógico um nome ao menos em espanhol, TCR Sudamericano, mas enfim...), e pela primeira vez o título não ficou em mãos de nativo falante de espanhol: a bela pista de Rosario coroou o belo trabalho do Pedro Cardoso e da equipe argentina PMO Racing, que levou o título de equipes. A primeira corrida, com tempo seco, decorreu sem grandes problemas, o safety car entrou apenas para retirada do Corolla de Yannantuoni, depois de uma disputa de posição mais incisiva em que ele levou a pior. Nesse cenário, Pedro Cardoso, que já tinha feito a pole position, não teve dificuldades em garantir a liderança da prova e venceu sem grandes ameaças, sendo acompanhado no pódio por Matías Rossi (nosso velho conhecido dos tempos de Stock Car) em 2º e Leonel Pernia ocupando o degrau mais baixo, em 3º. Outro postulante ao título, Juan Manuel Casella, tendo de lidar com o “lastro de sucesso” por conta dos resultados obtidos na etapa anterior, em Termas do Rio Hondo, terminou apenas na 7ª posição, perdendo a liderança do campeonato. Na segunda corrida, com a inversão do grid de largada para os 10 primeiros colocados, ele teria a oportunidade de diminuir o prejuízo na pontuação, mas... como Cardoso venceu a primeira prova e iniciou a etapa apenas 3 pontos atrás de Casella, o uruguaio não dependia apenas de si para ser campeão. A garoa do começo da prova (que desestimulou a maioria dos pilotos a largarem com pneus para piso molhado, já que os slick dariam conta) virou uma chuva consistente na 3ª volta, forçando a entrada do safety car enquanto os pilotos com pneus slick escorregavam como se estivessem no gelo. Com a relargada faltando pouco menos de 15 minutos, a prova ficou muito interessante, e Casella tentava a todo custo ir para a dianteira. Estava funcionando até que perdeu uma roda traseira e teve de ir para os boxes. Aí bastava Cardoso terminar a prova para trazer o caneco pra casa, o que fez terminando com certa tranquilidade na 4ª posição. Vitória de Rossi, seguido de Yannantuoni em 2º e Raphael Reis em 3º. Essa posição fez com que Reis terminasse o campeonato empatado com Casella, que levou o vice-campeonato no critério de desempate, tendo cruzado a bandeirada em 2º por 4 vezes contra 2 do Raphael. E o circo da F-1 foi ao Qatar para uma etapa muito boa... para cochilar. Uma corrida em que as grandes atrações foram os “arranca rabo” pelo rádio e a quantidade de punições aplicadas pela direção de prova após os pilotos questionarem os métodos disciplinatórios do presidente da FIA, que está se encaminhando para tornar Balestre e Mosley grandes democratas do cargo. Verstappen venceu, novamente arrancando do carro um desempenho que ele aparenta não ter, com Leclerc sendo alçado à 2ª posição após o “jênio” do Lando Norris ignorar uma bandeira amarela e passar no local com o pé no fundo, recebendo (de maneira merecida, por sinal) uma parada nos boxes de 10 segundos, sem a possibilidade de ser vinculada à parada de troca de pneus e terminando a corrida em 10º, e com Piastri em 3º, diminuindo o prejuízo da McLaren no Mundial de Construtores (com o 2º do Leclerc e o 6º do Sainz Jr., a Ferrari agora está 21 pontos atrás da McLaren na disputa das equipes). Devo tecer as grandes loas da semana para o Zhou, que finalmente conseguiu dar à Sauber seus primeiros pontos da temporada, ao terminar em 8º. Esse é o nome do final de semana, Guanyu Zhou. O que fica como esperança é que a última corrida do ano seja melhor que essa... mas sendo em Yas Marina, a probabilidade disso é BEM pequena. Enfim... semana que vem também começa a temporada 2024/2025 da Fórmula E, e a se manterem as temperaturas lamento pelo Capitão que vai cozinhar circulando por um lugar quente e “perfumado” (com esse calor, o Rio Tietê está cada vez mais cheirando esgoto a céu aberto). Até a próxima! Alexandre Bianchini Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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