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Pré Temporada 2010 PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 05 March 2010 21:47

 

Antes da temporada “começar à vera”, muito se fala em pré-temporada. Claro que ouve-se muito falar sobre treinos pré-temporada por conta da Fórmula 1. 

 

Só que a pré-temporada não é exclusividade da categoria máxima do automobilismo mundial. Antes “da coisa começar pra valer”, todo mundo vai para a pista, seja para testar as novidades que a temporada vai apresentar, seja para conhecer as dificuldades do novo desafio que irá enfrentar. 

 

Equipes, pilotos, montadoras, fabricantes de pneus e componentes mecânicos e eletrônicos, todos vão buscar ajustar os últimos detalhes antes da hora da estréia, na abertura das respectivas temporadas. 

 

Os Nobres do Grid aproveitaram os ensaios realizados em Curitiba (onde tivemos exclusividade) e em São Paulo para trazer um pouco do que se viu nos dias de testes em três categorias. 

 

A fraternidade é a marca da Truck. 

 

A Fórmula Truck em 2010 atinge um novo platamar em sua vitoriosa trajetória: a partir deste ano, ganha o status de Campeonato Sul Americano de Fórmula Truck. Uma conquista a ser celebrada e que encheria de orgulho o criador deste sonho tão real, Aurélio Batista Felix. 

 

 

Dani Felix, Paulo Salustiano e Cristiano da Matta treinaram em Curitiba. A ABF Mercedes foi com seus dois pilotos, Piquet e Cirino.

 

No caminho do crescimento constante que a categoria vem trilhando desde a sua criação, um grande nome do automobilismo brasileiro – Paulo Salustiano – e um grande destaque brasileiro das pistas de todo o mundo – Cristiano da Matta. 

 

Nos dias 27; 28 e 29 de janeiro diversos pilotos da categoria, e diversos caminhões estiveram presentes ao Autódromo Internacional de Curitiba. Para três dias de treinos e para – em especial – a adaptação dos novos pilotos da categoria, entre eles, Dani Felix, a filha mais velha de Aurélio e Neusa Felix que pode vir a disputar o campeonato. Conversando com ela, Dani declarou que “está vendo as possibilidades” e, quando perguntada sobre o show que ela faz em companhia dos irmãos e que era feito pelo seu pai, ela disse que não pretende deixar de fazer a apresentação e que correr, caso aconteça, deve ter que ser em conciliação com a apresentação. 

 

 

Depois de quase duas décadas correndo fora do país, Cristiano da Matta volta a uma categoria nacional e encara um Enorme desafio.

 

A adaptação a uma categoria tão diferente, com tantas particularidades como a Fórmula Truck é algo extremamente complexo. Nada do que Cristiano e Paulo guiaram era tão grande, tão pesado, tão “antiaerodinâmico” e com um centro de gravidade tão alto. Certamente, não é algo que se consiga adaptar-se tão fácil e rapidamente. 

 

No autódromo estava um caminhão da Mercedes, com seus dois principais pilotos – Wellington Cirino e Geraldo Piquet – presentes, a Volvo levou um de seus caminhões assim como a Iveco, ambos com configurações do ano passado. Além deles, o paranaense Leandro Totti também foi para a pista e nos três dias de testes tivemos a presença de outros pilotos, como Beto Monteiro e Leandro Reis. 

 

 

Durante o segundo dia, o caminhão da IVECO precisou trocar o cabeçote, indo para a pista apenas no final da tarde.

 

Uma das coisas que fazem da Fórmula Truck uma categoria completamente singular foi presenciada por nós na quinta-feira, quando o caminhão da Iveco apresentou problemas e precisou trocar o cabeçote, Cristiano da Matta, piloto que está descobrindo a categoria e que vai pilotar pela fábrica de origem italiana, na manhã, com seu caminhão fora de combate, ele pôde “ganhar quilometragem” usando o caminhão da Volvo, que seria um concorrente. 

 

Agora tentem imaginar o Schumacher, com um problema no seu Mercedes usar numa sessão de treino um carro da Red Bull ou da Ferrari... Ou, para não ir tão longe, o Ricardo Mauricio, piloto da RC Eurofarma, treinando com o carro da Matheis Red Bull do Cacá Bueno agora no início do mês nos treinos da Stock... Vai ser algo difícil (para não dizer impossível) de ser visto. 

 

 

Wellington Cirino, um dos grandes pilotos da categoria, era a referência para os iniciantes e não escondeu o jogo, mostrou tudo.

 

A chuva atrapalhou um pouco o programa de treinamento dos mais novos e, nos boxes, Wellington Cirino dava explicações técnicas sobre pneus, suspensão e como se faz uma análise dos parâmetros do acerto de um caminhão. 

 

Toninho da Matta, grande piloto da nossa história e pai de Cristiano da Matta protagonizou uma cena sensacional: Exímio observador, ele perguntou se os pneus eram medidos em sua circunferência, principalmente os pneus traseiros, os da tração, onde dois pneus são colocados em cada lado do eixo... não é que ninguém abriu a boca!!! Um dos mecânicos falou quem como o disco de freio fica interno, o pneu interno aquece mais que o externo.

 

 

Enquanto o caminhão da IVECO não ficava pronto, Cristiano foi para pista no caminhão Volvo de uma das equipes ABF.

 

Daí o Toninho perguntou se, devido a isso, era feita uma diferença de calibragem entre os pneus para que, quando em corrida, terem a mesma circunferência e assim a mesma eficiência. Apenas o Cirino falou sobre diferença de calibragem, mais como questão de aderência do que como uma questão de otimização de tração. Sobre a medição de circunferência, que no caso dos pneus da categoria são preparados individualmente, ninguém respondeu a pergunta do piloto... Toninho da Matta continua Toninho da Matta! 

 

A etapa de abertura do certame deste ano será em Guaporé-RS, no domingo dia 7 de março e promete emoções intensas, com algumas outras novidades, com pilotos em novas equipes e muita velocidade e emoção. 

 

A BMW treinou duro em Curitiba. 

 

Nos dias destinados a treinos pré temporada no Brasil, dias 24, 25 e 26 de fevereiro apenas uma equipe do WTCC veio para Curitiba: a BMW. 

 

 

Além destes dois containers, mais um, de 40 pés, chegaria para a corrida. A BMW foi a única das equipes a testar em Curitiba.

 

As consequências da grande redução de investimento montadora na categoria, que chegou até a anunciar sua saída em setembro do ano passado, foram visíveis. 

 

Dos 5 carros que alinharam no ano passado, apenas dois estarão no grid com apoio oficial da fábrica, apenas dois estarão na temporada deste ano e os dois pilotos escolhidos foram o brasileiro Augusto Farfus Jr. e o inglês Andrew Priaulx.  

 

Nos três dias de trabalho foram testados diversos componentes mecânicos e eletrônicos, e o time de técnicos acompanhando os movimentos dos carros e pilotos era tão numerosa quanto o de mecânicos.  

 

 

Augusto Farfus Jr. e Andy Priaulx foram para a pista e testaram diversas configurações e ajustes de suspensão e componentes.

 

Em acordo com a equipe, que iremos acompanhar na matéria “Por dentro do WTCC”, não atrapalhamos o andamento dos testes com perguntas nem fotos dos equipamentos de aferição, limitando nossas atenções as ações de pista. 

 

O clima em Curitiba estava atípico no início dos testes, com um calor acima da média, muito sol e asfalto quente. No segundo dia, uma frente fria mudou tudo e a temperatura caiu 10 graus, trazendo o céu nublado e uma chuva intermitente, com algumas pancada mais pesada que acabaram por atrapalhar um pouco o programa de treinos. 

 

Como não estão na Europa, todo o material vem em containers e a BMW usou alguns para trazer todo o seu equipamento para a cidade. Quando no continente europeu, eles usam aqueles famosos caminhões, motorhomes e tudo que vemos na Fórmula 1. 

 

Além de testar os carros, os pilotos da BMW testaram táticas de treino, com o carro da frente "fazendo vácuo" para o de trás.

 

De alguma forma, é preciso considerar o WTCC como a fórmula 1 dos carros de turismo, uma vez que é o campeonato com carros praticamente de série que percorre o planeta sob a rígida regulamentação da FIA, assim como são o WRC e suas categorias de acesso para o Rally, como é a Fórmula 1 e suas categorias de acesso para os monopostos e como são as categorias de carros esporte como a GT3 e LeMans Series.  

 

Na pista, o que se viu foram sequências de volta com aferição de tempos em setores e medições de desgaste de pneus a cada parada, não apenas de temperatura. 

 

Diferente da nossa categoria principal de carros de turismo, o pacote tecnológico que acompanha o WTCC é imenso, a começar pelos cuidados com os compostos de pneus, a quantidade destes e o uso de cobertores térmicos para manter os pneus sempre em temperatura adequada. 

 

Nos boxes, a equipe de técnicos e mecânicos acompanhava atentamente todos os movimentos dos pilotos na pista.

 

Com os carros na pista, hora alternadamente, hora simultaneamente, em pontos distintos ou andando juntos, “empurrando” um ao outro, todos os movimentos possíveis eram executados seguindo o rígido programa estabelecido pela equipe. 

 

É simplesmente impressionante ver os carros do WTCC na pista. Para que o leitor tenha uma idéia de como estes carros são velozes, os BMW 320si possuem um motor de 1999cc e geram 280CV. Bem menos, por exemplo, que o motor dos Stock Cars no Brasil, com seus 5 litros e 480CV de potência. A diferença de tempo de volta entre estes carros, mesmo com 200 cavalos a menos, foi de pouco mais de 2 segundos! 

 

Também foi possível ver os ensaios de largada, onde a equipe teve acesso à torre de controle e acionava para os pilotos o sinal de partida. Foram pelo menos 6 largadas de cada um dos pilotos. 

 

 

Augusto também aproveitou o autódromo à disposição da equipe para treinar largadas... Uma largada é lançada a outra é parada.

 

Ao final dos 3 dias e de sermos o único veículo de comunicação que esteve presente durante os treinos privados e com a peculiar simpatia dos brasileiros fomos conquistando a simpatia e a confiança dos membros da equipe. Contudo, nem assim pudemos acompanhar a reunião de avaliação entre os pilotos e os técnicos com o chefe de equipe, Bart Mampaey, ao final do terceiro dia.  

 

Antes da mesma começar, pudemos acompanhar uma parte da conversa entre os pilotos e os técnicos e estava claro que nem todos os objetivos haviam sido alcançados. A batalha que se prenuncia e que começará a ser travada no dia 5 de março vai ser dura... muito dura.  

 

Vem aí a Stock ‘ecologicamente correta’.

 

A Stock Car, após quase 3 meses de recesso de verão, realizou sua primeira atividade oficial em 2010 nos dois primeiros dias de março, no autódromo de Interlagos, em São Paulo.  

 

São Paulo, 1º de março: os pilotos e as equipes estavam ansiosos para voltar para a pista... congestionaram a saida dos boxes.

 

A abertura dos treinos coletivos da pré-temporada reuniu os participantes do campeonato deste ano. Alguns de casa nova, alguns de patrocinadores novos e todos ansiosos para poder encarar as novidades... o novo motor, mais potente, o novo combustível, o novo sistema de injeção, os novos pneus... era hora de ver como seriam as reações de carros e pilotos.

 

Logo de cara houve uma pequena alteração na programação dos testes, com uma redução no tempo de pista devido a alguns ajustes de última hora nos motores. Assim, foi feito a verificação inicial pela manhã e só a tarde é que os pilotos efetivamente pisaram fundo, divididos em dois grupos, cada um com 30 minutos de duração.

 

David Muffato, Norberto Gresse, Amadeu Rodrigues, Pedro Gomes, Thiago Camilo e Rosinei Campos. olho também na concorrencia. 

 

Os novos motores mostraram alguns problemas por causa da adequação ao álcool, novo combustível da categoria. Pelo menos quatro motores quebraram no dinamômetro. Por precaução, foi feito com uma preventiva limitação de 20CV, reduzindo os nominais 520CV para 500. Mesmo assim, de uma forma geral, a reação dos pilotos ao novo motor foi positiva.

 

Os treinos continuaram em Interlagos na terça-feira, dia 2. Inicialmente seriam mais quatro sessões, duas serão realizadas pela manhã e as outras duas, no período da tarde com os pilotos divididos em dois grupos. Contudo, novos problemas nos motores acabaram por provocar o cancelamento dos treinos do período da tarde. 

 

 

Valdeno Brito, de casa nova e Christian Fittipaldi, de volta à categoria, aceleraram fundo e mostraram suas habilidades.

 

Uma investigação mais apurada nos levou a descobrir a possível causa das quebras e demais problemas: a correia do motor foi substituída por engrenagens e uma das engrenagens, feita em alumínio, dilatava e comprimia a polia... O fato pode parecer estranho, principalmente por terem sido feitos testes, inclusive após a 9ª etapa do campeonato passado, em Curitiba para testar os compostos da Goodyear. Contudo, naqueles testes o combustível usado foi gasolina! 

 

Apesar do inesperado contratempo dos motores, os testes acabaram sendo úteis, já que equipes e pilotos começaram a adaptação à nova geração de pneus Goodyear. Como era esperado, em função do ganho de potência em relação aos motores do ano anterior, os tempos caíram em relação aos últimos tempos obtidos no encerramento da temporada de 2009, embora ainda não estivessem desenvolvendo todo o seu potencial.  

 

 

Julio Campos (JF Racing), Lico Kasemodel (RCM), Duda Pamplona (Pamplona) e Ricardo Maurício (RC Eurofarma).

 

O melhor tempo do treino ficou com Max Wilson, da RC Eurofarma, com1min37s471 (no ano passado a melhor volta na primeira etapa do ano foi 1min41s206). Allam Khodair fechou em segundo, a apenas 0s003 do tempo de Wilson. Felipe Maluhy terminou em terceiro. A quarta posição ficou com Alan Hellmeister, enquanto Marcos Gomes foi o quinto colocado. Cacá Bueno ocupou o sexto lugar, seguido de Júlio Campos e Thiago Camilo. Átila Abreu e Valdeno Brito e Xandinho Negrão fecharam o grupo dos dez primeiros. 

 

Devido aos problemas com os motores, os mesmos deverão passar por uma completa revisão e uma nova sessão de treinos coletivos deverá ser realizada antes da estréia oficial, com a abertura do campeonato em Interlagos, segundo a organização da categoria. A prova que abre a temporada de 2010 será no dia 28.  

 

 

O novo motor, de vedete da temporada, iniciou os testes no papel de vilão... foram tantos problemas que interromperam os treinos.

 

Conversamos com o piloto Max Wilson, o mais rápido na terça-feira e ele mostrou-se muito satisfeito com o comportamento do carro. Segundo o piloto da RC Eurofarma, o ganho de potência do novo motor deixou o carro mais gostoso de guiar, com uma reação condizente com design envolvente e os recursos mecânicos do carro que estreou no ano passado. 

 

Ainda sobre o motor e o novo sistema de injeção, o piloto disse que, apesar de ter mais torque e uma faixa de retomada mais distribuída, ele imputa tal mudança mais a potência do que ao novo sistema de injeção.  

 

Sobre os novos pneus, ele disse ter sido sensível o aumento da aderência e que durante o campeonato os tempos de volta irão despencar, além do que, a resistência ao desgaste pareceu ser maior no novo composto. 

 

 

Max Wilson foi o mais rápido dos primeiros testes, mas tanto ele como o Meinha ficaram preocupados com os problemas. 

 

O Chefe e proprietário da RC Eurofarma, Rosinei Campos – o Meinha – também teceu suas considerações em relação aos testes, dizendo que, apesar de todos os problemas, o mesmo foi positivo.  

 

Segundo ele, o fabricante dos motores diz ter identificado o problema de perda de pressão de óleo que gerou os maiores contratempos e quebras. Contudo, nem todos os carros sofreram com o mal, alguns nada tiveram. Na sua equipe, o Lico Kasemodel teve problemas, o Alceu Feldmann não teve. Em todo caso todos os motores serão examinados e equalizados com os novos parâmetros. 

 

Os carros e equipes puderam usar e testar os novos compostos desenvolvidos pela Goodyear, mas pouca gente fez uso dos novos compostos, visando poupá-los para as etapas do campeonato. 

 

Segundo o Meinha, ele não recebeu nenhuma confirmação sobre um possível novo período de testes, mas acredita que será na semana que antecede a abertura do campeonato, com os treinos começando na quarta ou quinta-feira... se assim realmente o for.

 

No sábado, 6 de março, encontramos com o campeão da Stock Cars em 2009, Cacá Bueno, e não podíamos deixar de ouvir a palavra do detentor do título sobre o novo carro.

 

Cacá disse que o fato do motor ser 20 quilos mais leve do que o anterior e isso mudou para melhor o balanço e o acerto do carro com a possibilidade de uma melhor distribuição de peso. 

 

 

Em Curitiba, Cacá mostrou sua satisfação com o novo carro mas não escondeu suas preocupações com o novo motor. 

 

Sobre o possível problema do conjuto de engrenagens que substituiu as correias, o piloto acha que este pode não ter sido o maior problema. 

 

Assim como Max Wilson, ele disse que o carro está muito mais empolgante de guiar e elogiou os novos pneus desenvolvidos pela Goodyear. Contudo, mostrou-se preocupado com a possibilidade de não haver treinos ou que, caso eles sejam realizados apenas na semana da abertura da temporada, poucos dias antes da corrida, e novos problemas surgirem ou os apresentados não forem resolvidos, não haverá tempo para que seja feito nada e aí vão acontecer problemas como foi na temporada passada, declarou o campeão. 

 

 

 

Fotos da Stock: Duda Barrios e Fernanda Freixosa.

Last Updated ( Tuesday, 23 March 2010 04:33 )