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Nelson Angelo Piquet PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 11 September 2009 09:54

 

Nos últimos dias tomamos conhecimento de que, mais uma vez, o esporte que tanto apreciamos foi aviltado em sua essência. O comunicado oficial feito justamente no dia em que deveríamos apenas celebrar o 37º aniversário da conquista do título de Emerson Fittipaldi no Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 1972, também ficará marcado por mais este abalo nos alicerces da decência,  com a confissão de (no mínimo) uma grave falta de consciência esportiva por parte de um jovem piloto em início de carreira na categoria máxima do automobilismo: Nelson Ângelo Piquet. 

 

 

A gravidade do caso, as pessoas envolvidas, a situação exposta diante do mundo esportivo é, além de lamentável e deplorável, um ponto crucial sobre o qual a entidade maior deste esporte, a Federação Internacional de Automobilismo, a FIA, precisa passar a levar em seríssima consideração ea criação de mecanismos para que fatos desta natureza não se repitam. 

 

 

Até onde vai a vaidade, o bom senso, a honradez, o amor próprio, a lisura de uma pessoa? Não cabe a ninguém, senão as autoridades e aí leia-se a FIA, seus conselheiros, delgados e seu Presidente, julgar os envolvidos. Contudo, não podemos nos calar diante de situações como esta que nos instiga a perguntar o quanto – e por que preço – estes jovens aspirantes a um lugar na Fórmula 1 estão “entregando suas almas” nas mãos de pessoas para que estas gerenciem suas vidas profissionais.  

 

 

Não precisamos ir muito longe para resgatar casos de “favorecimento forçado” em que um piloto teve que ceder a posição para seu companheiro de equipe obter uma vitória ou uma classificação melhor numa corrida. Não podemos fechar os olhos ou os ouvidos quando se fala sobre os pilotos que vetaram, por força de cláusulas em seus contratos ou de pressões junto aos donos e diretores das equipes em que corriam, impediram outro piloto para trabalhar sob as mesmas cores com a “justificativa” de evitar um duelo interno na equipe... ou cláusulas que obrigavam o segundo piloto a ceder a posição caso ele estivesse atrás. 

 

 

Se a FIA tem o poder – e o dever – de fazer do esporte um esporte, no sentido fidedigno da palavra, precisa fazê-lo. Assim como exigiu ter o total acesso as conversas de rádio entre pilotos e equipes e aos mapas da telemetria do carro, deveria criar um mecanismo legal para que todos os contratos de todos os pilotos fossem registrados, em todas as suas cláusulas, na sede da entidade, em Paris, a fim de só aprová-los ou exigir alterações caso encontre pontos que venham contrariar a filisofia do esporte e da entidade. Quem sabe assim, poder salvaguardar a dignidade não apenas destes jovens que almejam poder fazer parte do seleto grupo da Fórmula 1 mas de todos os pilotos. 

 

 

Que este episódio sirva como marco nas relações entre pilotos, equipes, empresários, patrocinadores, meios de comunicação e todos aqueles que, direta ou indiretamente se viram envolvidos ou lesados. Que as medidas tomadas sejam justas e exemplares para com todos ao final da apuração de todos os fatos. E que, independente de qualquer acordo de não punição, abrandamento de penas ou qualquer outro arranjo que tenha sido acordado entre partes envolvidas não caia no esquecimento.

 

 

Para nós, brasileiros, infelizmente, o dia 10 de setembro será lembrado também como o dia em que o piloto Nelson Ângelo Piquet assumiu ter cometido aquele que possa vir a ser o maior erro de sua vida. Independente do que o futuro vier a reservar,  ele terá que carregar consigo o peso da atitude tomada no dia 28 de setembro de 2008, quando escreveu uma página sombria em sua história pessoal... e que o tempo jamais apagará.

 

Last Updated ( Tuesday, 05 April 2011 03:27 )