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O que esperar da gestão Waldner Bernardo? (3ª Parte: Profissionais das Categorias Truck) PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Saturday, 26 August 2017 11:32

No dia 20 de janeiro deste ano um novo presidente tomou posse para um quadriênio à frente da Confederação Brasileira de Automobilismo, depois de uma eleição disputadíssima, cercada de polêmicas e parecia que dividiria o país em dois.

 

Waldner Bernardo de Oliveira, pernambucano e candidato da situação, com o apoio do então presidente, venceu o pleito por 10 votos a 7, assumindo o cargo com todos os olhares sobre seus ombros para ver o que seria a nova administração, depois das inúmeras promessas que ambos os candidatos fizeram durante o período pré-eleitoral, duas verdadeiras campanhas, com cabos eleitorais, propagandas em redes sociais, alguns programas com entrevistas e até um debate.

 

Passados os primeiros meses da administração Waldner Bernardo, perguntamos a alguns grupos de pessoas ligadas ao automobilismo, presentes em eventos distintos, o que eles esperavam desta nova gestão da CBA e o que eles realmente achavam que o novo presidente iria fazer. Continuamos ouvindo o time dos pesos pesados da Fórmula Truck e da Copa Truck.

 

André Marques – Piloto na Copa Truck

Eu acredito que o Waldner Bernardo, o Dadai como a gente conhece ele, vai fazer uma gestão diferente. No meu ponto de vista ele é uma pessoa competente, que conhece de corridas, de organização do evento, de parte técnica e tomara que a política deixe ele trabalhar e que ele possa por o seu conhecimento em prática e assim possa haver uma melhoria no cenário do nosso esporte no Brasil.

 

Ele é uma pessoa que vem há vários anos mostrando interesse pelo funcionamento do esporte, conversando e ouvindo as pessoas, sejam elas pilotos, chefes de equipe, promotores de categorias, as pessoas eu fazem automobilismo. Se nada vier para atrapalhar seu trabalho e ele puder por em prárica as ideias que vem apresentando pra gente, eu acredito que ele vá conseguir fazer uma boa gestão.

 

Aldo Pastore – Empresário e Diretor Geral da Cronomap

A gente espera que a nova gestão seja melhor do que as anteriores e melhore o automobilismo como um todo. Eu não tenho visto os dirigentes do automobilismo objetivando aquilo que deve ser feito, que precisa ser feito. Uns priorizaram um coisa, outros priorizaram outra e vemos necessidades de melhorias no geral.

 

Acredito pelo retrospecto que o Dadai tem que ele pode vir fazer uma ótima gestão, apesar da crise que o país inteiro está passando e que logicamente está afetando o automobilismo e isso não é uma exclusividade do Brasil. Eu conheço o automobilismo europeu e aqui no continente, incluindo os Estados Unidos e a dificuldade está para todos. A Indy está com problemas nas categorias de acesso, a NASCAR também. No meu país, o Uruguai, categorias sucumbiram. Está difícil para todos.

 

O que é preciso agora, é que todos trabalhem pelo melhor. A eleição foi muito disputada, houve muita polarização e a eleição passou. Quem quer ver o automobilismo crescer tem que trabalhar para que isso aconteça, sem política. Bem assessorado, é possível se fazer uma boa gestão.

 

Cristina Rosito – Piloto na Fórmula Truck

Eu nem tenho muito o que falar sobre isso, eu tenho que me preocupar em acelerar. Eu não posso falar muito sobre ele, apenas posso desejar toda a sorte do mundo para ele e tomara que ele consiga fazer como presidente da CBA o que a gente, os pilotos, sempre esperamos: um trabalho forte, uma boa comunicação conosco e seriedade.

 

Daí se ele vai conseguir fazer isso, se ele vai mesmo tentar fazer uma gestão séria ou se vão deixar ele trabalhar é outro problema. Ele é o presidente eleito e ele vai precisar mostrar força para conseguir fazer o seu mandato, para fazer sua gestão. Ao longo destes anos de automobilismo eu já vi tanta coisa acontecer que nada mais me espanta e eu quero poder acreditar que virão coisas positivas nesta gestão.

 

Djalma Fogaça – Piloto e Dono de Equipe na Copa Truck

Eu, sinceramente, conheço a capacidade do Dadai, afirmo sem medo que ele está preparado para assumir a CBA e ser ele o presidente, não uma continuidade do Cleyton Pinteiro, que não fez uma boa presidência e o Dadai teve a coragem de enfrentar o desafio e seus primeiros atos apontam para um caminho diferente do que foi a gestão anterior.

 

Ele tem um grande desafio pela frente, mas tem que encará-lo de frente, dividindo seu tempo entre seus negócios e o Rio de Janeiro, onde é a sede da CBA e São Paulo, o estado com mais peso no automobilismo nacional. Ainda é cedo para julgar seu trabalho, com poucos meses de mandato, mas tenho procurado acompanhar o que está sendo feito.

 

Qual é a vantagem que ele tem? Ele estava dentro da administração anterior, sabia quais eram os problemas e se tencionava ser candidato, tinha que estar com planos de ação para implementar e tentar resolver estes problemas. Trazer os que foram oposição para trabalhar junto com ele e se eles querem o bem do automobilismo, fazer com ele a gestão. Nesta hora todos tem que trabalhar pelo automobilismo.

 

Marcio Fonseca – Jornalista Proprietário da MF2 e Assessor de Imprensa da Copa Truck

Basicamente, o que eu espero é uma coisa que deveria ser bastante óbvia e natural, mas nem sempre é o que acontece. A gestão da CBA tem ser feita ouvindo-se bastante o meio automobilístico, que no fundo são exatamente os clientes da CBA.

 

Qualquer dirigente deve ter a consciência que o que sustenta, a essência, a alma de suas entidades, sejam as federações estaduais, seja a CBA são os pilotos, os chefes de equipe, são os promotores de categoria e o público que acompanha o esporte, seja vindo aos autódromos, seja assistindo as corridas pela televisão, seja acompanhando pela mídia especializada.

 

Se o Dadai ouvir bastante este seguimento e, mais importante, se sensibilizar com as demandas, eu acho que ele tem uma oportunidade muito boa de fazer uma boa gestão. Eu acho que esta era uma das principais queixas em relação à antiga gestão, mas muita gente acredita que tenhamos agora apenas uma continuidade da gestão anterior, mas acho que não é necessariamente assim. Eu estou sentindo nestes primeiros meses que o Dadai está procurando imprimir uma marca própria. Penso que a partir daí a coisa fica mais fácil e se ele ouvir o meio, vai fazer uma gestão boa.

 

Neuza Navarro Felix – Presidente da Fórmula Truck

Sendo bem sincera, eu gostaria que a CBA se portasse como tem que ser. Por ela ser a Confederação Brasileira de Automobilismo, ela tem que cuidar dos promotores, que são as pessoas que montam e levam os eventos para as pistas pelo país e a CBA precisa cuidar disso, cuidar do automobilismo.

 

E torço muito para que o Dadai possa fazer uma boa gestão, mas ele tem que fazer automobilismo sério. Na minha visão, o automobilismo no Brasil está acabado e se continuar da maneira que está, logo não teremos mais nada. Nós nunca mais teremos um piloto brasileiro na Fórmula 1.

 

Então, ele deveria pensar nisso: apoiar os promotores, apoiar todas as categorias que vierem a nascer, de uma maneira saudável e profissional. Ele tem uma grande missão, uma grande tarefa, que é fazer pelo automobilismo o que se deixou de fazer nestes últimos anos. Mas, infelizmente, eu acho que ele não vai conseguir fazer nada de muito diferente em razão de tudo o que vem acontecendo. Eu espero, de coração, que eu esteja muito enganada.

 

Osires Jr. – Jornalista e narrador das corridas da Fórmula Truck

Como eu acompanho e trabalho com outros esportes além do automobilismo, o que posso dizer é que, se as Federações e a Confederação não atrapalharem a vida dos organizadores, dos promotores de eventos, clubes, ligas, equipes, atletas, já vai ser uma grande coisa.

 

Eu desejo muito que a CBA faça um bom trabalho de gestão do automobilismo como um todo e dentro do que ela tem de competência dentro do que há de regulamento, de questão jurídica, permitindo que cada um dos campeonatos em disputa pelo país possam “andar pelas próprias pernas”, como a maioria já anda, e que se possa contar verdadeiramente com a CBA quando for preciso.

 

Eu estou há apenas 5 anos trabalhando com automobilismo e nestes anos o que eu mais ouvi foi: “a CBA não faz nada, eles só vem passear no evento, eles só fazem cobrar taxas dos promotores e a carteirinha dos pilotos”. Hoje em dia existem ferramentas e recursos para as pessoas se capacitarem e fazerem um bom trabalho. Quem é presidente, não precisa necessariamente ser gestor. Isso pode ser delegado, ter uma equipe e pessoas nesta equipe que podem fazer isso. Você pode ser o articulador político e gestores fazendo a administração em si.

 

Paulo Salustiano – Piloto da Equipe Mercedes na Fórmula Truck

Falando do Dadai, eu conheço eoe e ele é uma pessoa do bem. A gente sabe que foi uma sucessão, que ele já era um presidente de comissão e um braço direito na gestão do Cleyton Pinteiro. Ele tem um grande desafio pela frente.

 

Qualquer pessoa com bom senso no nosso meio sabe que não apenas o automobilismo brasileiro, mas o automobilismo mundial está passando por um momento de grandes dificuldades. A crise está batendo na porta de várias categorias, tanto aqui como fora. A gestão do Dadai está apenas começando e eu espero que ele faça um bom trabalho. É uma pessoa do automobilismo, conhece o meio e todos, de alguma forma, tem que poder ajudá-lo nisso.

 

Uma das coisas boas que eu vi neste início foi o surgimento deste campeonato brasileiro de carros 1600, envolvendo pilotos de vários estados e que está tendo uma boa adesão. Foi um bom passo, mas tem muita coisa que precisa ser feita. No início, a gente precisa dar crédito e ver como ele vai trabalhar, mas precisamos cobrar da CBA uma boa gestão.

 

Renato Martins – Piloto e Dono de Equipe na Copa Truck

Eu acredito muito na capacidade do Dadai em poder fazer uma boa administração. Tenho muitos anos de convívio com ele como sendo integrante da gestão da CBA e sempre conversamos muito, ele tem muito conhecimento,sempre esclarecia minha dúvidas e sempre foi uma pessoa muito aberta e atenciosa.

 

Entendo que ele precisa ter uma atenção muito especial com as categorias que estão nascendo e com as que passam por processo de recuperação de estrutura e credibilidade. Conhecimento para coordenar um bom trabalho neste sentido ele tem um grande desafio.

 

Estou há muitos anos no automobilismo, mais de 20 e críticas à CBA, as disputas políticas que ocorrem La dentro, são todos fatores complexos e o presidente precisa ter a capacidade de agregar esforços e fazer com que as intrigas ou disputas não interfiram no trabalho, no que precisa ser feito. Ele tem um perfil de gestor conciliador para isso.

 

Roberval Andrade – Piloto na Copa Truck

O que eu espero é uma melhoria na relação da confederação com os pilotos, que seja feito um trabalho de ganho de credibilidade para o esporte e com isso abrir mais portas para os pilotos e com isso todos vão poder ganhar, atrair mais patrocínios, fortalecer as categorias.

 

Eu vejo um grande desafio para ele na questão dos autódromos. Brasília continua num cenário de indefinição, Curitiba sempre com o risco de fechamento, o Rio de Janeiro perdeu seu autódromo e os autódromos do Nordeste estão em péssimo estado. A CBA precisa criar um canal político e trabalhar junto as três esferas de governo para que sejam feitos projetos de recuperação e manutenção dos autódromos.

 

O Dadai é um cara novo, tem atitude e tem capacidade para enxergar os problemas e trabalhar para encontrar soluções, seja pelo que precisa sair da condição deficiente como falei dos autódromos como fortalecer as categorias que existem hoje no nosso automobilismo. Algumas precisam passar por melhorias e a CBA como autoridade máxima tem a obrigação de fazer.


Last Updated ( Thursday, 31 August 2017 08:25 )