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Um hiato ou o fim de uma era? PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 12 October 2016 22:41

Caros Amigos, como tudo nesta vida, nada é para sempre. Esta era uma frase que ouvi muito vinda do meu pai e que em termos de tudo pode ser aplicado... inclusive no automobilismo.

 

Nesta semana tivemos o anúncio da renovação de contrato do brasileiro Tony Kanaan com a equipe Ganassi, uma das mais fortes e vencedoras, para a disputa do campeonato da Fórmula Indy em 2017. Esta será a vigésima temporada do piloto brasileiro na categoria, da qual foi campeão em 2004 e conquistou as famosas 500 Milhas de Indianápolis em 2013.

 

Assim como ele, Helio Castroneves estará completando a segunda década na disputa da categoria, pela igualmente forte e vencedora equipe Penske. Ambos com chances de conquista do título, apesar de no ano que já terminou por lá, não terem conquistado nenhuma vitória. Ainda assim, ambos continuaram em alta por seus desempenhos na pista e considerando que a temporada tem três corridas com mais de três horas de duração, as provas de 500 milhas, o que exige um excelente condicionamento físico.

 

Tanto Tony Kanaan quanto Helio Castroneves já entraram na faixa dos 40 anos, mas a forma física de ambos é excelente. Muito melhor do que a de pilotos bem mais jovens que eles que também disputam a categoria e se formos compará-los com o também quarentão Juan Pablo Montoya, que terminou a temporada com o macacão “esticando as costuras” e que acabou perdendo o lugar na equipe de Roger Penske para o jovem Joseph Newgarden.

 

Por melhor que seja a forma física dos nossos dois representantes na categoria, depois de 20 anos correndo nos monopostos mais rápidos do continente em grande nível de competitividade, é preciso lembrar que eles não são eternos e que não devemos pensar em vê-los disputando a categoria por muito mais tempo.

 

Mais novo que eles, com “apenas” 35 anos, Felipe Massa deixará a Fórmula 1 ao final desta temporada e tanto na Fórmula Indy como na Fórmula 1, estamos assistindo uma falta de renovação de pilotos brasileiros nas duas categorias tem sido tema recorrente de artigos de renomados jornalistas da mídia nacional, onde cada um tem abordado um tema, um foco... e todos, pelo ponto de vista que tem analisado, estão corretos.

 

Contudo, quando olhamos para a Europa e vemos Felipe Nasr numa condição incerta para a temporada de 2017 na Fórmula 1 (muito mais por questões financeiras do que técnicas) e os maiores candidatos em potencial como Pietro Fittipaldi, Sergio Sette Câmara e Pedro Piquet sem conseguir resultados consistentes nas categorias que disputam, a possibilidade de estarmos sem pilotos na Fórmula 1 já em 2017 é bem real, infelizmente.

 

Nos Estados Unidos, a situação não é muito melhor, com André Negrão tendo disputado a temporada completa pela equipe Schimidt Peterson, terminou o campeonato em sétimo lugar, com dois segundos e dois terceiros lugares. Seu companheiro de equipe, o uruguaio Santiago Urrutia, foi o vice campeão, conquistando quatro vitórias e perdendo o campeonato por apenas dois pontos.

 

Na Mazda Pro Series não tivemos brasileiro e na categoria de entrada, a F2000, dois pilotos brasileiros (Victor Franzoni e Lucas Kohl) disputaram todas as etapas com Franzoni frequentando regularmente o pódio, conquistando três vitórias e terminando o campeonato em terceiro lugar. É a melhor perspectiva que temos em anos de um piloto vir a crescer na trajetória até a categoria principal.

 

Em todo caso, nada está garantido e talvez precisemos nos preparar para um hiato, ou pior, o fim de uma era.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva