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Expectativas e realidade PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 24 August 2016 22:05

Caros amigos, a primeira etapa dos jogos olímpicos acabou e acabou com um final feliz. Sem atentados a bomba, sem atos terroristas, sem vandalismos e se houve mortes, estas nem foram por causa de ações de ações políticas, étnicos ou religiosos. Daqui há algumas semanas, virão os atletas paralímpicos ocupar as instalações que fizeram sumir o Autódromo de Jacarepaguá e eu, como cadeirante, vítima de um acidente estúpido em 2011, terei uma especial atenção aos nossos atletas.

 

Como toda competição, sempre há expectativas em cima do desempenho e as vezes as expectativas vão além da realidade, como foi a do Comitê Olímpico Brasileiro, que pareceu não usar a boa dose de bom senso e até mesmo subestimar a preparação de outros países. Contudo, isso não significa que não se trabalhou com afinco. Apenas nem sempre aquilo que pensamos e queremos vai acontecer como planejamos.

 

No automobilismo as coisas também acontecem de uma maneira um pouco parecida. Quando uma equipe de projetistas vai para a “prancheta eletrônica” de onde elaboram os projetos do ano seguinte ou mesmo, durante o ano, vão encontrando (ou copiando) alternativas para melhorar os seus projetos no decorrer da temporada. Contudo, nem sempre as expectativas alcançam a realidade.

 

A história do automobilismo de competição é farta em casos onde projetos meticulosamente estudados, após construídos passaram longe dos resultados esperados, sendo em alguns casos verdadeiros fiascos como, por exemplo, o projeto da Ferrari para a temporada de 1980, onde após conquistar o campeonato do ano anterior, os belos – e ineficientes – carros vermelhos de Maranello amargaram as últimas filas do grid e até mesmo chegando a não se classificar para largar, em um tempo que haviam mais de 26 carros inscritos por corrida e este era o número limite de competidores nas corridas.

 

Outro caso que me lembro foi do carro da equipe Fittipaldi em 1979. Depois do salto adiante conseguido com o F5-A, onde a equipe conseguiu alguns pódios e um épico segundo lugar em Jacarepaguá, os irmãos Fittipaldi investiram pesado, trazendo uma equipe de primeira linha para fazer o “carro da redenção”, mas o F6, modelo construído, apesar de lindo, era um desastre como carro e levou a equipe para o buraco.

 

Nem mesmo a presença de um supercampeão é garantia de salvação quando a realidade sobrepõe-se às expectativas. Depois de terminar o ano de 1990 em alta, levando a Ferrari a superar a McLaren que foi desenvolvida por ele e ver seu rival – Ayrton Senna – de forma antidesportiva e nada condizente com sua adoração a Deus – provocar uma colisão que tirou os dois da prova e garantiu o título (e o troco sobre o ocorrido no ano anterior), Alain Prost não foi capaz de, junto com engenheiros e projetistas, fazer o carro de 1991 manter a curva de crescimento da equipe que começara em 1989.

 

Vindo para fatos mais recentes, as vezes as equipes “acertam no alvo” logo de cara, como foi o projeto da Sauber do ano passado, que na primeira metade da temporada garantiu uma “gordura” de pontos para manter a equipe suíça entre as razoáveis e recebendo benefícios. Felipe Nasr conseguiu um improvável 5º lugar na corrida de abertura da temporada (o melhor resultado de um estreante brasileiro até hoje). Contudo, este ano a equipe não “acertou o alvo” de cara e padecendo dos mesmos problemas de falta de recursos do ano passado, hoje amarga uma posição impensável no campeonato de construtores.

 

A Williams é outra que, depois de uma retomada espetacular em 2014, quando assinou com a Mercedes para receber seus motores, e conseguiu fazer pole position na Áustria, chegar perto de uma possível vitória em Abu Dhabi, mas que nos anos seguintes não conseguiu transformar em realidade suas expectativas, de certa forma, frustrando seus pilotos, torcedores e certamente patrocinadores.

 

Neste próximo domingo a Fórmula 1 volta das férias e depois de quatro semanas de intervalo, veremos quem será capaz – se alguém o for – de transformar em realidade suas expectativas para esta parte final da temporada.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva