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Interlagos: menos purismo, mais realidade! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 03 August 2016 23:09

Caros Amigos, neste final de semana passado tivemos o retorno da Fórmula Truck ao Autódromo Internacional de Interlagos após o inaceitável “hiato musical” do ano passado.

 

Antes de qualquer coisa, venho de público agradecer à assessoria de imprensa da categoria, no nome do Jornalista Milton Alves, que credenciou quatro de nossos integrantes, com a equipe de São Paulo (Reginaldo Vitullo, Alexandre Bianchini e o eventual Milton Rubinho) reforçada do editor chefe, Flavio Pinheiro. Algo que normalmente os sites não costumam ter.

 

Com o autódromo em obras, a categoria e as equipes tiveram que improvisar, com a área de paddock reduzida a menos da metade, máquinas por todos os lados e acessos sendo usados de forma alternativa. Algo que a VICAR vai experimentar no próximo mês, quando realizar a “Corrida do Milhão” no dia 11 de setembro.

 

Com uma equipe tão numerosa, distribui pautas para todos e entre as pautas que passei estava em uma coletânea fotográfica das obras em curso. Obviamente diversas fotos já foram publicadas sobre as obras que o autódromo vem sofrendo, mas as mesmas vem carregadas com seus objetivos: seja para enaltecer, seja para denegrir o trabalho em andamento e o seu ainda não apresentado resultado final.

 

Pra os leitores que nos acompanham há anos, o nosso propósito é o resgate, a preservação e a divulgação da história do automobilismo brasileiro, em particular pelos feitos dos seus pilotos, em uma forma mais ampla, pelos fatos históricos ligados ao esporte, o que nos leva a história destes 76 anos do Autódromo Internacional José Carlos Pace.

 

Temos em nossa página, a Seção GP Legends, onde nosso saudoso e eterno Willy Möller escreveu-nos, com uma riqueza de detalhes inimaginável a história de alguns dos autódromos mais importantes da história do esporte a motor (confesso que, depois das biografias dos nossos heróis, era minha leitura favorita), vai ser a referência para o assunto da coluna desta semana.

 

Autódromos que continuam ativos até hoje, como Le Mans, Spa Francorchamps, Monza e Silverstone sofreram, ao longo de décadas de existência, modificações, novas edificações, mudanças em sua infraestrutura para poder comportar as competições nos dias de hoje, todas as carretas, motorhomes, equipamentos de dentro e fora dos boxes, além de criar estruturas para a instalação de profissionais de imprensa, equipes de logística, mecânicos e tudo mais que cerca um evento esportivo.

 

Pelas fotos enviadas, comparando-se com as fotos de eventos anteriores, é inegável que houve um melhor aproveitamento da área do Paddock, mais humanizada e que quando ficar pronta, será uma bela alameda para o trânsito de todos que irão circular pela principal via de pedestres do autódromo.

 

A torre de controle é gigantesca, e muito melhor aproveitada do que a anterior, contudo, achei a torre muito baixa e, segundo os enviados, não tem acesso para a cobertura, um local importante para colocação de câmeras de televisão. A autiga torre foi demolida e o acesso para a área dos camarotes sobre os boxes estava isolada. Espero que resolvam os problemas das goteiras quando mudarem este espaço.

 

Os relatos foram de reclamações dos “saudosistas”, mas não tem nada que se possa fazer. Vejam as fotos dos boxes de Monza o quanto mudaram com o passar dos anos. E mesmo tendo ouvido (e isso me surpreendeu, positivamente) que Interlagos hoje arrecada mais do que gasta em sua manutenção, independente da Fórmula 1, é preciso reconhecer que a maior parte desta receita vem de eventos que passam longe das corridas, como shows, por exemplo.

 

É comum lermos ou ouvirmos que Interlagos é um parque, que sua existência será eterna e ele é blindado a uma destruição ou à especulação imobiliária. Não é o que diz a Lei 12.362, de 13 de junho de 1997, que permite o uso da área dentro do autódromo como parque de lazer quando não há eventos de automobilismo e/ou motociclismo no autódromo.

 

Menos purismo e mais realidade. Do contrário, o sonho pode tornar-se um pesadelo e sem se modernizar, sem ser um grande palco, Interlagos pode sim, desaparecer.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva