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Um choque de gestão, por favor! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 23 March 2016 23:45

Caros amigos, depois de mais de 30 anos assistindo corridas pela televisão e acompanhando o automobilismo no Brasil e no mundo de uma forma geral, confesso estar impressionado (talvez horrorizado) com o que tenho visto, lido e ouvido nas últimas semanas e mesmo hoje, tanto que estou escrevendo esta coluna e passam das dez da noite.

 

O segredo do sucesso de qualquer negócio é a sua boa gestão. Um negócio bem gerido não dá retorno para que nele investe. Isso vai desde uma carrocinha de cachorro quente até uma gigante como a Petrobras. A diferença seta apenas no montante de valores, seja de lucro, seja de prejuízo.

 

Historicamente reconhecido por ter transformado a Fórmula 1 de “um clube de garageiros” em um dos maiores – e mais rentáveis – espetáculos de entretenimento e competição do mundo, Bernie Ecclestone e seu staff próximo parece ter “perdido a mão” e o negócio, que ainda rende muito dinheiro tem mostrado sinais de desorientação gerencial.

 

A temporada começou confusa, com uma regra imposta de formato de treino, que desagradou muita gente, mas que – para quem assistiu pela televisão, pelo menos – foi divertidíssima nas duas primeiras partes e terrivelmente ruim na parte decisiva irritou pilotos, chefes de equipe e proprietários e principalmente o público.

 

Qual foi a solução apresentada? Volta ao que era antes! Será que não dá pra enxergar que se juntar o “mata-mata” das duas primeiras partes com a briga pela pole do antigo Q3 as coisas podem ficar interessantes? Li terça-feira que alguém pensou isso também e tenho certeza que muitos dos estimados leitores também pensaram isso.

 

Outra polêmica deste início conturbado foi o uso do rádio. Charlie Whiting confirmou que seria permitida a troca de informações relacionadas à segurança dos pilotos, por exemplo, foram colocadas um sem número de restrições e limitações sobre o que poderia ser comunicado via rádio. Mas estender a restrição de comunicação também às placas que são usadas pelos times quando os carros passam na reta é demais!

 

Vejamos dois exemplos de uso de meios de comunicação em corridas que não interferem de forma a tornar o trabalho dos pilotos mais fácil, mas que fazem parte da essência da competição: na NASCAR, a quantidade de acidentes que ocorreria não fossem os “spotters”, que falam sobre a posição que os carros da categoria estão na pista é fundamental. A diferença é que nas transmissões os diálogos não ficam sendo expostos como é na Fórmula 1.

 

Já na MotoGP, não há rádio e todas as informações são passadas via placas, quando os pilotos passam na reta de chegada. Em ambas as categorias, além do sucesso, não existe uma profusão de conversas ou informações irrelevantes ou irritantes. Quantas vezes vimos e ouvimos pilotos pedindo para o engenheiro parar de falar? Algumas das conversas que ouvimos os pilotos mais parecem marionetes que precisam ser orientadas do que ser alguns dos melhores pilotos do mundo.

 

Depois de divulgada uma lista enorme de restrições e permissões, ainda durante os treinos começarem, as regras foram mudadas ainda antes da largada, fazendo ávida dos que acompanham a categoria ainda mais confusa.

 

A Fórmula 1 precisa urgentemente de um choque de gestão.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva 
Last Updated ( Wednesday, 23 March 2016 23:57 )