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O primeiro passo de um longo caminho! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 24 February 2016 23:24

Caros amigos, neste mês de fevereiro os dirigentes do automobilismo brasileiro deram um passo adiante em sua relação organizacional e uma resposta aos céticos e críticos de plantão que, independente de fazerem algo certo vez por outra, não são capazes de reconhecer o mérito quando se toma uma atitude e se estabelece uma medida que beneficiará a comunidade do automobilismo.

 

No último dia 19 estiveram reunidos os presidentes do Conselho Técnico desportivo Nacional, Nestor Valduga, o Presidente da Comissão de Nacional de Velocidade, Waldner Bernardo – que também preside a Federação Pernambucana de Automobilismo – e os presidentes das Federações do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

 

Durante décadas os campeonatos regionais de marcas e pilotos da categoria 1600cc, a mais acessível das categorias para quem deseja iniciar no automobilismo, era regulamentado de forma individual. Ou seja, cada federação tinha um regulamento particular, fazendo com que carros de um estado não pudesse disputar uma corrida ou campeonato em outro estado.

 

Desde seu primeiro mandato à frente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Cleyton Pinteiro, buscou uma unificação dos regulamentos entre todos. Inclusive, um de seus projetos e que tem acontecido já há alguns anos, o Festival de Marcas e Pilotos 1600, buscando reunir pilotos de diversos estados e que vem ocorrendo com sucesso desde sua criação.

 

Com o novo regulamento, a possibilidade que um intercâmbio maior entre pilotos e equipes que participam da categoria mais popular do país venha acontecer pode alavancar as mesmas em seus respectivos estados, podendo vir mesmo a ser um embrião de um grande campeonato nacional ou mesmo o surgimento de alguns campeonatos interestaduais.

 

O maior desafio de se reunir todas as partes (promotores, federações, pilotos e equipes) em torno de uma decisão de bom senso não é nada fácil. São realidades diferentes e no caso de alguns campeonatos, pode mesmo fazer com que a categoria dê alguns passos para trás e assim permitir que os torneios de outros estados consiga atingir um determinado platamar. A questão custo e viabilidade de sustentação da categoria é fundamental.

 

Apesar do clima de comemoração no meio automobilístico, ainda há muito o que ser feito. No próximo encontro os comissários técnicos de cada estado devem se reunir para traçar os parâmetros regulamentares e permitir a unificação do regulamento. São poucos itens a serem unificados, mas precisam ser bem definidos.

 

Quando recebemos a nota oficial vinda do Assessor de Imprensa da Confederação Brasileira de Automobilismo, o estimado Dinho Leme, em conversa com os colunistas, pedi que fosse eu quem trataria do assunto. Vendo atentamente o release, senti a falta de ver mencionadas as participações das Federações do Rio de Janeiro, do Distrito Federal, duas Federações que ficaram órfãs de autódromo, mas mais ainda a Federação Cearense de Automobilismo, onde ocorre os mais bem estruturados campeonatos da região.

 

Esta é uma resposta que nosso correspondente no Ceará, o Jornalista Roberio Lessa, deveria buscar junto aos dirigentes do seu estado natal porque eles não teriam participado deste projeto de unificação. Neste mês de Fevereiro, nosso Jornalista escreveu em sua coluna sobre a região ter ficado marginalizada das competições nacionais, mesmo tendo dois autódromos, apesar dos mesmos estarem em condições bastante defasadas em reação a outras praças do país.

 

Este avanço para o automobilismo brasileiro tem que ser visto como algo positivo, mas também como sendo o primeiro de uma série de passos que precisam ser dados.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva