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Um quadro mais do que negro. PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 08 February 2016 23:38

Caros Amigos, este início de mês de fevereiro está se mostrando bem efervescente, antecipando o que vai acontecer nas próximas semanas, com a antecipação do lançamento do carro da Renault para a temporada da Fórmula 1 este ano, mas pretendo focar a coluna desta semana longe da velocidade... e perto da prudência.

 

Feriados como os dias de carnaval tem, infelizmente, um enorme volume de acidentes de trânsito e principalmente nas estradas de norte a sul do país, com um absurdo número de feridos e mortos em estatísticas assustadoras que os números não conseguem, nem de longe, traduzir a angústia e a dor daqueles que perdem familiares e amigos vitimados.

 

Há cerca de cinco anos atrás, nesta época de carnaval em 2011, eu e a minha família fomos parte destas terríveis estatísticas de acidentes de trânsito e estradas dos grandes feriados no Brasil. Sempre que estes momentos chegam e eu vejo as imagens dos carros retorcidos nos telejornais.

 

A Federação Internacional de Automobilismo, a FIA, tem entre suas frentes o trabalho sobre mobilidade automotiva e o seu presidente, Jean Todt, tem sido um ferrenho defensor deste projeto de conscientização sobre a segurança no trânsito, inclusive usando as competições chanceladas pelo órgão como vitrine para difundir a mensagem sobre a importância de se ser prudente e consciente ao volante.

 

No caso específico do Brasil, o que podemos analisar em termos do que realmente acontece nas nossas cidades e rodovias? As deficiências são grandes... enormes eu diria, mas a questão de infra estrutura não pode der tratada de forma isolada nesta equação que tem como resultado mais mortos do que muitas guerras.

 

Analisando o país de norte a sul, vemos estradas mal cuidadas, repletas de buracos, desníveis e até erros de construção, onde curvas com inclinação negativa são um risco ao tombamento de grandes veículos que tem atrás do volante motoristas que não veem a sinalização, muitas vezes encoberta pelo mato alto ou – pior – pela cegueira da imprudência ao volante.

 

Este é um caso à parte nesta “guerra”. A educação dos motoristas brasileiros de uma forma geral é simplesmente aterradora. Limite de velocidade em ruas, avenidas e rodovias é algo que irrita e algo que a grande maioria tenta encontrar meios diversificados de burlar os controles e, em todo  lugar que se vê ou ouve, há sempre reclamações a respeito da quantidades de radares existentes, especialmente nas cidades.

 

Logicamente não podemos deixar de lembrar que em parte, a quantidade e a localização destes aparelhos eletrônicos tem mais função punitiva, criando uma verdadeira “indústria de multas”, voltada para aumentar a arrecadação de impostos para os governantes de cidades e estados do que para conscientizar e/ou educar os motoristas.

 

De uma certa forma, talvez isto  justifique a intolerância legal que foi estabelecida para o uso do álcool associado à direção. Contudo, as autoridades e a mídia de uma forma geral tem buscado generalizar o problema, concentrando na questão do álcool um foco que de uma maneira vil tenta minimizar todas as mazelas estruturais e legais.

 

Ao final de mais este carnaval, mais um calhamaço de dados, estatísticas, estará à disposição de estudiosos, docentes e discentes para suas teses de MBA e doutorado, além de serem divulgados, em linhas gerais, com aquelas imagens que nos acostumamos a ver, feriado após feriado.

 

Para os apresentadores dos telejornais, aquele timbre de voz de consternação e o um semblante de indignação. Para os policiais rodoviários, a repetição de uma cena onde eles são a imagem da impotência, com seu mal aparelhamento e uma força de trabalho incapaz de impor a sua devida autoridade. Para boa parte do público, apenas mais uma notícia ruim num noticiário repleto delas. Para os familiares dos que se foram e para aqueles que carregarão as lembranças e por vezes sequelas permanentes, um preço alto demais a ser pago.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva


Last Updated ( Wednesday, 10 February 2016 23:59 )