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O pior é o desprezo! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 03 February 2016 20:38

Caros amigos, desde que entrei para o Projeto Nobres do Grid, em 2010, além de escrever alguns artigos e posteriormente passar a assinar esta coluna semanal, procurei divulgar o trabalho que veio sendo feito ao longo destes anos por todos que fazem algo dentro do projeto. Esta divulgação passou pelas esferas de minhas amizades e dos meus relacionamentos profissionais, onde muitos dos meus clientes já haviam externado o gosto pelo automobilismo.

 

Na última segunda-feira, antes da abertura dos trabalhos na BOVESPA, conversando com um dos clientes da nossa corretora que estava em São Paulo, recebi uma informação que, por educação (e vergonha) eu não me mostrei surpreso. Ele disse ter folheado os cadernos de esporte tanto da Folha de São Paulo quanto do Estado de São Paulo e, em ambos, não havia uma linha sequer sobre as vitórias de Pipo Derani nas 24 Horas de Daytona, de Pedro Piquet no Toyota Racing Series na Nova Zelândia e da conquista do torneio de Fórmula 3 na Índia por Pietro Fittipaldi.

 

Aproveitando do fato de um dos sócios da nossa empresa ser carioca e mesmo residindo há anos em Belo Horizonte manter uma assinatura digital do jornal O Globo, pedi a ele que desse uma olhada no caderno de esportes carioca para ver se lá havia algo... e enquanto eu ficava a espera de um milagre, comecei a rabiscar a estrutura da coluna desta semana.

 

O “milagre”, claro, não aconteceu. O Globo também não publicou uma só linha sobre os feitos dos pilotos brasileiros no exterior. Na verdade, não me causou surpresa alguma, uma vez que a Stock Car, categoria que é transmitida pela televisão do grupo de jornalismo e entretenimento também não recebe cobertura do jornal, que – quando lembra da sua existência – faz uma pequena nota de alguns poucos centímetros que mais parecem uma mensagem de texto de telefone celular.

 

O desprezo dos grandes veículos de mídia que tem a capacidade de atingir grandes públicos para com o automobilismo é uma coisa impressionantemente negativa para quem segue e gosta do esporte, e nisso eu incluo os canais de televisão que são abertos, que também não noticiaram os feitos dos três brasileiros no último final de semana.

 

Nestas horas eu sou forçado a lembrar do pai do Pedro, Nelson Piquet, que dispensava “o devido tratamento” à estes veículos de mídia que o ignoraram durante anos até que ele chegasse na Fórmula 1. Apesar de que, na época, nos anos 70, ainda se lia notícias nos nossos jornais e revistas sobre o automobilismo. Quem buscar no arquivo digital da revista Quatro Rodas dos anos 70, vai encontrar em todos os meses mais de 20 páginas sobre automobilismo. Nos anos 60 eram mais. Chegava a 50 páginas. E hoje?

 

Entrei no site do Acervo Digital da Revista, cujo o último exemplar digitalizado é o de outubro de 2013. Nenhuma linha sobre automobilismo em qualquer categoria que fosse em 150 páginas! Alguns dos meus estimados leitores está surpreso? Duvido muito. Esta é a realidade do mundo do automobilismo que vivemos no Brasil.

 

O mais difícil de tudo é que hoje, com a necessidade de se expor cada vez mais, quando Pipo Derani, Pietro Fittipaldi e Pedro Piquet conquistarem alguns degraus a mais e chegarem em uma posição de projeção que os torne “comercialmente interessantes” para estes veículos, eles serão procurados e, pressionados por precisar expor seus patrocinadores e associados, terão que sorrir e responder perguntas óbvias feitas por jornalistas que não fazem a menor ideia do que estão tendo que fazer ali ou como fazer o que tem que fazer e nestas horas surgem as “pérolas” como a feita com Felipe Nasr alguns anos atrás no GP do Brasil.

 

Quem dera estes meninos pudessem simplesmente fazer como Nelson Piquet, que dava a estes veículos de mídia, o devido troco ao tratamento que lhe foi dado ao longo da árdua carreira de anos até chegar à Fórmula 1 ou na LMP1 do Mundial de Endurance. Os responsáveis pelos departamentos de esporte e os diretores de jornalismo mereciam receber o mesmo desprezo com o qual tem tratado estes e outros tantos jovens pilotos.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva