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Muito longe do fim do túnel! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 19 August 2015 22:39

Caros amigos, há exatamente um mês eu comecei a escrever uma coluna, publicada aqui quatro semanas atrás onde fiz, com a ajuda do meu primo, Mauricio, que é corretor de imóveis e tem ligações na área pelo país, um levantamento sobre a situação e as perspectivas do autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília (leia aqui).

 

O site dos Nobres do Grid buscou todas as fontes possíveis para verificar se a declaração do Governo do Distrito Federal, na época, de que teria o interesse e a intenção de retomar as obras no autódromo, paralisadas desde janeiro, e que empurrava para o procurador do Tribunal de Contas do Distrito Federal, José Rainha o ônus da paralisação das obras.

 

No nosso levantamento, conseguimos há duas semanas a informação de que a Terracap (Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal), responsável pelas obras no Distrito Federal não tinha recebido nenhuma verba para retomar a obra... e nem qualquer outra obra até aquela data, no caso, a sexta-feira, 7 de agosto de 2015.

 

Na manhã da segunda-feira, dia 10 de agosto, “vazou” pelos corredores do governo do Distrito Federal que o novo “Plano de Obras” realmente não contemplaria o autódromo, o que foi exatamente de encontro a informação que nos foi passada por um profissional de automobilismo do DF (que pediu para não ser nominado) nos deu a informação sobre a situação de orçamento da Terracap.

 

O plano de obras, lançado na segunda quinzena do mês de julho, inclui a retomada de empreendimentos que haviam sido paralisados além de outros a serem licitados por todo o Distrito Federal. O volume de verba ultrapassará a casa dos 5 bilhões de Reais ao Governo Distrito Federal, numa soma de recursos próprios e financiamentos de bancos públicos...  e lendo o projeto assinado pelo Governador, o Autódromo não é citado!

 

O Governo do Distrito Federal pediu a uma agência britânica de consultoria em automobilismo, a A Apex Circuit Design, que desenvolvesse um projeto para as obras da pista.

 

A empresa, que já tem em seu porfólio uma série de autódromos e kartódromos construídos pelo mundo, além de outros projeto e do acompanhamento a nível de consultoria para a reformas em algumas pistas já existentes, elaborou uma proposta de reforma e ampliação do autódromo para adequá-lo às normas da FIA de acordo com a graduação 1.

 

Entretanto, o valor de 359 milhões de Reais foi considerado elevado e a posição do Governo do Distrito Federal é de que o projeto não poderia ser bancado custeado com verbas públicas. O Administrador da Terracap, Alexandre Navarro Garcia, insiste na intenção é fazer uma nova licitação, específica para o autódromo, para que as obras sejam retomadas.

 

Contudo não há prazo para a publicação do novo edital de licitação, mas pelo fato do projeto não poder ser bancado pelo Governo do Distrito Federal, o mesmo teria sido apresentado para empresários de outros países e, segundo a Terracap, alguns deles demonstraram interesse em investir nas obras. Eu gostaria muito que o Sr. Alexandre Navarro Garcia pudesse nos dizer ao menos um nome destes “interessados” em investir no Autódromo.

 

Em um país atolado num mar de lama como é a atual realidade do país, onde as maiores empreiteiras estão envolvidas com um escândalo de bilhões de reais e que parece estar sendo apenas o início de um processo de descobertas de falcatruas na qual a sociedade brasileira espera que não saiam responsáveis impunes, quem no exterior investiria 359 milhões de reais em um autódromo para tentar trazer a Moto GP e a Fórmula Indy (partindo do princípio de que não conseguirão tirar a Fórmula 1 de Interlagos)? Como operador da Bolsa de Valores e consultor de investimentos, eu aconselharia um cliente meu a não fazê-lo!

 

No comunicado que fez, o gestor da Terracap afirmou que o plano de gestão através de Parcerias Público Privadas diz respeito não apenas ao Autódromo, mas a todas estruturas do complexo esportivo, que compreende, além do Autódromo, o Estádio Mané Garrincha, o Ginásio Nilson Nelson, o complexo aquático Claudio Coutinho e as quadras poliesportivas.

 

Caso apareça alguma proposta, qualquer ação direta na área do autódromo depende ainda da publicação de um edital com o objetivo de escolher a empresa que vai executar o projeto selecionado. Ou seja, o valor calculado pela Apex poderá (e eu não tenho dúvidas de que isso acontecerá) ser em muito superado.

 

O fim deste túnel parece estar cada vez mais longe... e quanto a luz, se houver, está difícil de enxergar.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva