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Vamos esperar alguém morrer? PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 01 July 2015 21:51

Caros amigos, na semana passada, como disse na abertura da coluna, poderia ter continuado a falar sobre o assunto da segurança, da impetuosidade e até mesmo da irresponsabilidade de alguns pilotos, mas acabei optando por abordar um potro tema. Contudo, vejo-me forçado a tratar do assunto novamente.

 

Diferente do que poderia ser considerado uma ousadia ou mesmo um “profetismo macabro”, como o foi em alguns fóruns das chamadas “redes sociais, as minhas considerações ganharam nestes últimos dias um respaldo “de peso”. Na verdade, dois, uma vez que trata´se do que foi dito pelo atual campeão da Fórmula Indy, Will Power, e um dos mais experientes pilotos do do grid, nosso colunista, Helio Castroneves.

 

Durante a transmissão das 500 Milhas de Fontana, depois de ter sido tirado da corrida em um dos vários acidentes que ocorreram na segunda metade da corrida, o piloto australiano foi direto no ponto quando foi entrevistado pela repórter de pista e não poupou críticas à atitude de alguns de seus colegas na pista e ao implícito risco do atual pacote aerodinâmico dos carros da categoria.

 

Em suas duras palavras, mesmo depois das modificações feitas, especialmente no pacote aerodinâmico dos carros equipados com motores Chevrolet, Will Power disse que as corridas estavam inseguras e que se para torná-las seguras a Dallara e as equipes tivessem que reduzir a eficiência aerodinâmica dos carros e reduzir a velocidade, sem permitir o agrupamento entre os competidores.  

 

Se formos levar em consideração que a entrevista de Will Power foi feita ainda durante a corrida, na área da equipe atrás da mureta dos pits, poucos minutos depois do acidente que o tirou da prova há quem possa dizer que ele talvez não falasse aquilo depois de algumas horas ou alguns dias, que ele ainda estaria “de cabeça quente”.

 

O que dizer então quando recebemos a o texto do nosso parceiro e colunista, um dos pilotos mais experientes da categoria, Helio Castroneves, e que nos foi enviada apenas na quarta-feira pela manhã, com bastante tempo para que ele “esfriasse a cabeça”. O título da coluna disse tudo: “Afinal, os pilotos são esportistas ou loucos?”

 

Depois dos acidentes que ocorreram nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis, durante a corrida não se viu os pilotos arriscando tanto em termos de proximidade e possibilidade de contato. O mesmo se viu na corrida no oval de uma milha e meia do Texas.

 

Na corrida em Fontana, quando vi os carros andando juntos demais, lembrei-me imediatamente da primeira corrida que assisti naquele circuito, ainda no final dos anos 90: uma corrida da Indy Lights onde corriam os dois pilotos que hoje estão na categoria, Tony Kanaan e Hélio Castroneves. Impressionou-me como os carros andavam próximos, como se alternavam nas posições e como os pilotos não conseguiam “descolar” do grupo.

 

Durante a primeira metade da corrida, não aconteceu sequer bandeira amarela, contudo, na metade final, a própria editoria de esportes da Bandeirantes usou no texto que foi lido pelo apresentador dos telejornais um termo que eu não teria coragem de usar: “começou o festival de bobagens”!

 

Se nos Estados Unidos os pilotos mais experientes levantam a voz preocupados com a segurança, na Europa, visando a segurança nas categorias de base em geral e em particular na Fórmula 3 europeia, uma reunião convocada com os chefes de equipe antes da etapa de Spa Francorchamps envolvendo os chefes de equipe da categoria parece não ter surtido muito efeito.

 

Os acidentes se sucederam, inclusive com a segunda das três corridas terminando sob bandeira amarela em função destes, visto que os pilotos pareciam não ter “intenção de contornar a chicane da Les Combes, tamanha a velocidade que chegavam na curva.

 

Pior que isso foi o acidente envolvendo o “quase brasileiro” Gustavo Menezes, que foi espremido até ou ir para a grama ou tentar se manter na pista... e ao se manter na pista, acabou tocando o carro que ia à sua frente e simplesmente levantou voo, percorrendo depois um longo percurso com as todas para o ar e tendo uma parte do carro, o arco acima da cabeça quase arrancado!

 

Seja a FIA e os promotores da F3 Europeia, seja a IndyCar, deixo a minha pergunta: vamos precisar esperar alguém morrer para que uma medida mais séria seja tomada?

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva 
Last Updated ( Monday, 02 January 2017 22:18 )