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Maturidade e Postura! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 10 June 2015 21:23

Caros amigos, a coluna da última semana rendeu um volume de emails em nossa caixa postal que nunca atingiu por conta do que escrevi nas 158 semanas anteriores a esta coluna de hoje, mesmo com o tratamento de outros temas complexos como o autódromo de Brasília, para lembrar de algo recente.

 

Muitos destes emails trouxeram “printscreens” de discussões em redes sociais. Algumas produtivas, outras nem tanto, onde os debatedores, aparentemente, não entenderam o questionamento e o convite à reflexão que é o propósito desta coluna, que tinha como ponto central, a postura pouco prudente dos pilotos da Fórmula 3 europeia, por conta dos fatos ocorridos em Monza, há dois domingos.

 

Apesar de toda a velocidade da informação e ao efeito das medidas de ordem de segurança que foram tomadas um final de semana antes na Itália, a etapa da Fórmula 4 na Alemanha, disputada no domingo passado no autódromo austríaco da Red Bull, construído sobre o magnífico Österreichring, mostrou mais um espetáculo de acidentes e, felizmente, feridos... apenas feridos.

 

É muito difícil exigir maturidade de adolescentes de 16 ou 17 anos ao volante de um carro de corridas com um motor de quase 200 cv de potência e que passa facilmente dos 200 Km/h nas retas dos circuitos onde competem. Uma velocidade muito acima das obtidas na categoria anterior à que estes jovens disputavam: o kart!

 

Na coluna da semana passada, usei outras categorias como exemplos, maus exemplos, que estes jovens pilotos acabam recebendo por parte de pilotos de outras categorias e estes maus exemplos continuam sendo dados, como o dantesco acidente na chegada da corrida da GT4 europeia no mesmo autódromo austríaco, na programação do final de semana onde também correu a Fórmula 4.

 

Na noite anterior, na etapa da Fórmula Indy no oval de 1,5 milhas do Texas, viu-se disputas milimétricas entre os carros da categoria norte americana, com os envolvidos andando acima dos 300 Km/h e sem os acidentes que acontecem nas provas em circuitos urbanos.

 

Pelo menos nos circuitos ovais os pilotos da Fórmula Indy são mais cuidadosos com relação à possíveis toques entre os carros, mesmo com toda aquela proteção que o conjunto chassi-carenagem da categoria dá para as rodas dos carros não “encavalarem” e provocarem mais acidentes como os que ocorriam antes da alteração. Diga-se de passagem, a coluna desta semana do nosso parceiro e colunista, Helio Castroneves, seguiu exatamente a nossa linha de raciocínio, mostrando que a linha editoria do site é coerente com o que pensa um piloto com a experiência e a competência dele, bem distante do que manifestaram alguns do exaltados fãs da categoria.

 

Apesar de tudo que foi feito em Monza, sob ordens expressas do hoje presidente da comissão de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo, Stefano Domenicali, um profissional com 20 anos de Ferrari e que não pode ser chamado simplesmente de “burocrata”, por toda a experiência acumulada nas suas duas décadas em Maranello, ver o show de horror que foi aquele acidente da GT4, perante os olhos dos pilotos da Fórmula 4 requer uma ação mais abrangente... e contundente.

 

É sabido que os toques nos carros de turismo, com suas “bolhas” e rodas cobertas são comuns... até aceitáveis, até um certo ponto. Contudo, o que as imagens do acidente mostram foi uma total falta de senso desportivo e de noção de risco por parte do piloto Rosen Daskalov, que tendo o carro de Jorg Viebahn já com quase metade à sua frente, segurou a trajetória na “espalhada” que o nórdico da Aston Martin deu.

 

Felizmente, Jorg Viebahn e Rosen Daskalov não sofreram maiores ferimentos. Já os acidentes com os pilotos da Fórmula 4 tiveram baixas, com uma delas sendo o filho do heptacampeão mundial de Fórmula 1, Michael Schumacher. Mick Schumacher fraturou a mão direita em função da batida e por ter mantido a mão no volante, como é normal no kart.

 

Se os pilotos experientes não tem uma postura responsável e mostram maturidade ao volante dos seus carros, como dar o exemplo para estes pilotos em formação?

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva