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Remando contra a maré! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 22 April 2015 22:13

Caros amigos, que a crise econômica bateu com força na porta de todas as famílias brasileiras ninguém há de contestar e que, quando isso acontece, aquelas coisas que costumam ser rotuladas como “superfulas” são as primeiras a ser descartadas nos nossos orçamentos familiares ou nas nossas relações comerciais.

 

Desde 2009 o automobilismo mundial vem passando por uma crise de ordem financeira que eu não tenho registro de ter acontecido antes. Acho que nem na crise do petróleo dos anos 70 o esporte a motor passou por momentos tão complicados como os que vem vivendo.

 

No decorrer destes últimos anos, muitas categorias precisaram se adaptar a nova realidade... e nem todas sobreviveram. A Fórmula 2, que tinha Jonathan Palmer como promotor e o Mundial FIA GT, da SRO foram algumas das grandes “baixas”. Em outros casos, categorias fizeram acordos para usarem os autódromos em conjunto, buscando assim reduzir seus custos.

 

Este cenário, que ganhou contornos mais graves aqui no Brasil, é o tema da atual Enquete do site, mas o assunto não se esgotará apenas na opinião dos profissionais que ouvimos. Outros contornos desta crise surgem a cada dia e, como se não bastasse, a válvula de escape e possível alternativa aos certames nacionais e regionais, que seriam os campeonatos estaduais e metropolitanos, nem sempre tem o devido apoio de seus clubes e federações.

 

Junte-se a isso as dificuldades que os promotores enfrentam, juntamente com os pilotos e equipes e nos deparamos com cenários como o release enviado pela assessoria de imprensa da Spyder Race, a única categoria de protótipos aberto no automobilismo brasileiro, informou do adiamento – por prazo indeterminado – o início da temporada de 2015.

 

A primeira etapa da temporada foi programada para os dias 18 e 19 de abril, no Autódromo Internacional de Curitiba, fazendo parte da programação onde correriam as categorias do Campeonato Metropolitano de Marcas e Pilotos, além da Sprint Race.

 

De acordo com o promotor da categoria, Peter Willian, o atual cenário econômico do País e a reforma do Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), fizeram com que existisse a necessidade de se buscar outras praças de competição fora da capital paulista, o que dificultou a realização do torneio. Ou seja, a categoria é uma das vítimas da “Interlagosdependência”, tema já abordado por esta coluna.

 

Deslocar toda uma categoria para correr em outro estado, mesmo sendo a proposta inicial da mesma um torneio que viesse a “romper as fronteiras paulistanas”, o respectivo aumento nos custos para realização da temporada da Spyder Race, mesmo tendo a mesma anunciado uma operação logística enxuta, acabou por causar o adiamento da abertura do campeonato.

 

O Estado de São Paulo tem atualmente dois autódromos homologados para competições nacionais e internacionais. São eles Interlagos e Velo Città. Além destas, existe também o circuito de Piracicaba, que tem uma extensão semelhante a do Velopark, mas que não goza do “status” da pista gaúcha. Contudo, tal extensão (pouco mais de 2000 metros) seria um problema para uma corrida como a do metropolitano de marcas e pilotos de São Paulo, que tem um grid com mais de 50 carros.

 

O Velo Città tem recebido, há algum tempo, algumas provas de outras categorias que não as provas organizadas pela Mitsubishi. No último final de semana, por exemplo, a Porsche Cup disputou uma de suas etapas por lá. Será que eles teriam interesse em receber outras etapas de outras categorias?

 

Segundo o jornalista Flavio Gomes, a FASP gerou um “impedimento”, tendo proibido etapas de campeonatos paulistas de todas as categorias lá registradas fora do autódromo de Interlagos, atualmente passando por uma grande reforma para adequar-se às exigências da Fórmula 1.

 

Isto certamente acaba refletindo em projetos que tentam “sair dos boxes”, mas que diante de tal condição, acabam sendo prejudicadas, como é o caso da Fórmula Inter, um projeto novo, voltado para o desenvolvimento de pilotos, que pretende iniciar seu primeiro ano com 20 monopostos mas que até o momento só teve 5 adesões.

 

E assim vai ficando cada vez mais difícil se fazer automobilismo neste país.

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva