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Written by Administrator   
Wednesday, 04 March 2015 23:38

Caros amigos, o desenrolar dos fatos que envolveram o acidente com Fernando Alonso na degunda sessão de testes da pré-temporada da Fórmula 1 na Espanha – a primeira das duas em Barcelona – estão se mostrando mais nebulosos do que a intenção de esconder os fatos que aqueles biombos colocados pelos fiscais de pista para que a televisão não mostre o que está acontecendo.

 

O anúncio de que Fernando Alonso não vai disputar o GP da Austrália, abertura da temporada 2015 do Mundial de F1, no próximo dia 15 de março, por recomendação médica, informação dada por um comunicado da Equipe McLaren, que pela primeira vez admitiu uma lesão do piloto espanhol após o acidente sofrido no dia 22 de fevereiro tem mais interrogações do que afirmações.

 

A TV italiana Sky Itália afirmou que Fernando Alonso disse a seu empresário e a familiares que sentiu um “grande choque nas costas” quando contornava a curva 3 do circuito de Montmello no último dia de treinos da segunda sessão pré-temporada. Alguns fotógrafos que registraram a cena garantem que viram Alonso sem ação no comando do MP4-30. A hipótese do choque foi – naquela altura - veementemente negada pela cúpula da equipe.

 

O piloto italiano, Fabrizio Barbazza, que disputou três temporadas na Fórmula 1 entre 1991 e 1993, postou em sua conta no Facebook que o piloto espanhol havia sofrido um choque de 600 Volts (A corrente elétrica nas nossas casas no Brasil é de 110 ou 220 Volts, dependendo da região). Sendo que as consequências deste choque foram problemas de visão e uma obstrução temporária de veias do cérebro. Minha pergunta é: onde – e como – Fabrizio Barbazza teria conseguido esta informação?

 

Caso isso tenha sido real – o tamanho do choque – o piloto da McLaren poderia ter morrido, uma vez que não foi, como é o caso em alguns choques elétricos, lançado à distância. Isto ocorreu em 2009, quando um mecânico da BMW levou um forte choque elétrico nos boxes ao tocar o carro equipado com KERS e foi atirado ao chão. Preso por um cinto de segurança de seis pontos, Fernando Alonso – caso o choque tenha ocorrido – absorveu todos os efeitos.

 

A primeira suspeita – ou escapatória – sobre a qual trabalhou a “justificativa oficial” teria sido o vento. O carro estava a 215 Km/h quando perdeu o controle na curva 3. Apareceu na internet uma filmagem amadora do momento em que o carro bateu e ficou parado na área de escape onde, no som ambiente, escuta-se o som do vento na captação do aparelho. Consultando o nosso especialista em navegação e expert em ventos, se o vento estivesse naquele ponto a 5 metros por segundo (nunca vimos o vento tão forte na transmissão das corridas), ele estaria a 18 Km/h. Usando um cálculo vetorial, para o vento desviar o carro em um metro na sua trajetória, a McLaren teria que percorrer 12 metros, caso incidisse lateralmente, em 90º... isso se não tivesse nenhum mecanismo – ou pessoa – para corrigir o efeito do vento. Caso o piloto tivesse perdido a consciência, isto seria possível.

 

Quando acordou – e isto preocupou os médicos que atenderam Fernando Alonso – o piloto começou a falar italiano, e não seu idioma nativo. Preventivamente – e certamente passando por todo tipo de exame existente – ele ficou internado por três dias no Hospital Geral da Catalunha e acabou não participando do terceiro período de testes da pré-temporada.

 

Contudo, dado o anúncio de que, “Fernando Alonso não disputará o GP da Austrália, abertura da temporada 2015 do Mundial de F1, no próximo dia 15 de março. O piloto sofreu uma concussão e, devido às recomendações dos médicos, não viajará para Melbourne”. No comunicado divulgado na última terça-feira, a McLaren reitera que os médicos “informaram que não veem evidência de qualquer lesão e que o consideram plenamente saudável do ponto de vista neurológico e cardíaco”.

 

Logicamente a “lebre” levantada com mais perguntas do que respostas está trazendo todo o tipo de relativismo e contramedidas possível para pensemos que a situação não é tão simples quanto fizeram parecer os membros da casa de Woking. Pior que isso, a questão ganhou tamanha proporção que, segundo reportagem do jornal ‘Bild’ de ontem, (quarta-feira, dia 4), algumas equipes estariam cogitando boicotar o GP da Austrália por falta de segurança... e o ‘Bild’ está longe de ser um tabloíde inglês.

 

Um ‘Chefe de Equipe’, em entrevista ao jornal alemão, levantou a seguinte questão: “Se um avião cai e há o menor indício de que o acidente aconteceu por um problema no sistema, nenhum outro avião deste tipo decola”. E isso é fato! O mesmo ‘chefe de equipe’ exigiu que a Honda “forneça todas as respostas à FIA” e que seria “negligente” por parte da mesma e da equipe McLaren esconderem a possibilidade de ter sido um choque elétrico.

 

Dentro da linha de jornalismo investigativo, a revista alemã ‘Auto Motor Und Sport’ informou que o piloto espanhol teria desmaiado três segundos antes de sofrer o acidente. A afirmação tem como base uma análise da telemetria: Fernando Alonso perdera apenas 30 km/h durante os três segundos e que isto não é normal, já que pouco mais de um segundo seria suficiente para reduzir a velocidade para 100 km/h caso tivesse havido alguma ação do piloto para reduzir a velocidade.

 

Na análise da publicação alemã, a McLaren chegou a 215 km/h na Curva 3. A velocidade então começa a ser reduzida. Depois, no contorno da curva, o carro reduziu para 135 km/h, fez um movimento de encontro à curva e, a partir daí, saiu do traçado indo de encontro ao guard rail interno, onde bateu a pouco mais de 100 Km/h.

 

Será que já não basta o exemplo do ocorrido com Jules Bianchi para que a FIA, a FOM e as equipes tratem as coisas que acontecem na categoria com a devida seriedade e transparência?

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva