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Nessa moita tem coelho! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 28 January 2015 22:09

Caros amigos, durante todo o ano de 2014 assistimos nos noticiários da televisão (poucos) e nos sites especializados da internet (alguns realmente especializados) o Diretor Executivo da Mercedes, Toto Wolff, posicionando-se firmemente contra o descongelamento do desenvolvimento dos motores da F1. Afinal, com os carros alemães deixando todo o restante do grid para trás, mexer pra que?

 

Acontece que, depois da “brecha” que a própria FIA arranjou no seu regulamento, o dirigente mudou o discurso andou afirmando que a decisão da FIA vai favorecer os atuais campeões no futuro, uma vez que os engenheiros alemães vão ter a chance de aperfeiçoar o já poderoso motor V6, além do próprio carro, sendo possível aumentar a já enorme vantagem do time alemão frente aos adversários.

 

Alguma coisa poderá mudar ao longo da temporada de 2015? Nesta vida nunca devemos dizer que algo seja impossível de acontecer. Se voltarmos um pouco no tempo, ao ano de 2009, quem assistiu as primeiras corridas do ano duvidaria que a Brawn GP deixaria de vencer as corridas da segunda parte da temporada?

 

A Red Bull, naquele ano, venceu cinco das dez últimas corridas naquela temporada que consagrou Jenson Button como campeão do mundo, mas tal situação não seria um parâmetro para explicar as três vitórias da equipe austríaca na temporada passada, onde a Mercedes mostrou-se muito superior da largada na Austrália à bandeira quadriculada em Abu Dhabi.

 

Diferente do que foi uma demonstração de capacidade evolutiva da equipe das bebidas energéticas em 2009, as três vitórias (Canadá, Hungria e Bélgica) de Daniel Ricciardo foram circunstanciais. Muito mais por problemas mecânicos (ou racionais) dentro da equipe alemã do que propriamente por evolução do bólido austríaco.

 

Contudo, se lembrarmos do caos completo que foi a pré-temporada da Red Bull no ano passado e o tanto que o carro conseguiu andar em algumas corridas, eles evoluíram muito. Com o descongelamento do desenvolvimento dos motores, seria ótimo se a Renault conseguisse dar aos “taurinos” um carro em condições de pelo menos incomodar a dupla da Mercedes.

 

 Na torcida para que esta suposta vantagem extra torne-se realidade estão também as equipes que pagam pelos motores alemães. Williams e Force Índia – acompanhadas da ‘Nega Genii’ a partir deste ano – pretendem ter desempenhos melhores que os do ano passado (a última delas, principalmente, depois do catastrófico 2014) e até mesmo “sonhar com vitórias”, como anda divagando algumas pessoas na Williams.

 

O diretor da Force Índia, Andrew Green, garantiu que as informações obtidas pelo time indiano dão conta de um motor ainda melhor que o de 2014 e completou afirmando que a Mercedes também espera evoluir já com o campeonato em andamento. O problema é eles conseguirem ter dinheiro para ir para a pista.

 

A equipe comunicou ontem (quarta-feira) que não estará presente nos testes em Jerez de la Frontera no próximo domingo, dia 1º de fevereiro e que a situação financeira do time de Vijay Mallya é mais crítica do que apresentou-se no final da temporada passada. Segundo o jornal alemão, ‘Bild’, a equipe deixou de pagar fornecedores e estaria à venda.

 

Independente disso, com três ou quatro equipes usando seus propulsores, um risinho irônico parece estar escapando do rosto de Toto Wolff, sugerindo que “o tiro saiu pela culatra”, no caso de todo o esforço que as demais equipes e principalmente a Ferrari empenhou para que os motores pudessem ser desenvolvidos ao longo de 2015.

 

Definitivamente, “neste mato tem coelho” e o “coelho” – prateado – pode acabar sendo visto ainda mais de longe.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva