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Choque de realidade: É preciso crescer! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Thursday, 23 October 2014 03:20

Caros Amigos, quando somos crianças, brincar é uma das nossas melhores atividades... ou pelo menos era antes da invasão eletronica que parece só exercitar os polegares das crianças atuais. Há um velho ditado que fala – de forma jocosamente sincera – em relação aos homens que estes são meninos grandes e que o tempo passa e só mudam os brinquedos.

 

Por conta de relatos, emails e fotos que costumo receber via This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it , nosso email de contato, algumas sérias considerações precisam ser feitas a respeito de Interlagos, agora, às vésperas de mais um GP Brasil de F1. Infelizmente algumas pessoas não percebem ou não querem perceber que o tempo passa e as coisas mudam.

 

Em um ano fortemente marcado na política, com eleições presidenciais, para o governo dos estados, senado e câmara dos deputados, um dos personagens mais polêmicos do noticiário, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, acelerou no mundo do automobilismo falando sobre o papel da cidade de São Paulo e sobre Interlagos para a imprensa em geral na semana passada.

 

O chefe do executivo muincipal foi explícito ao afirmar que, só vai ser possível realizar a extensa reforma exigida pela organização do Mundial de F1 no Autódromo de Interlagos por causa da verba que a cidade recebeu do Ministério do Turismo por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Sem ela, não haveria reforma e a cidade perderia o GP do Brasil, que tem contrato assinado até 2020.

 

Neste caso entramos em duas linhas 100% antagônicas com relação a uso e sobrevivência do principal autódromo do país. Será que, com sua área de um milhão de metros quadrados, há algumas décadas encravada no inferno urbano que é a capital paulista onde “um palmo quadrado” custa uma fortuna, Interlagos resistiria à especulação imobiliária se não fosse o “circo do ‘seu’ Bernie? Duvido!

 

Alguns anos atrás, em entrevista exclusiva ao nosso site, os administradores do autódromo, Sr. Octavio Guazzelli e o Nobre do Grid Chico Rosa falaram sobre a inviabilidade da existência do autódromo nos dias de hoje sem que haja uma forma de gerar receita para seu sustento, para mantê-lo como atração da cidade para o turismo e impedir a sua destruição.

 

Apesar de não ter praias, belezas naturais, São Paulo tem um volume de turismo e ocupação da rede hoteleira que pode dar inveja em muitos pólos tur[isticos brasileiros e o fato de ter um autódromo como Interlagos faz da cidade um atrativo a mais, pelo menos uma vez por ano, para outro tipo de turista.

 

Contudo, as obras que estão sendo realizadas tem um preço alto e uma dose de incompreensividade por parte de alguns que frequentam “o templo” (como os mais empolgados se referem ao local, em especial ao traçado original) que, se por um lado, demonstra um problema latente, por outro lado, beira o ridículo!

 

O papel de Interlagos, inaugurado em 1940, começou a mudar nos anos 70, com a vinda da Fórmula 1 para o país. A necessidade de modernizá-lo (que não precisava ter passado pela “mutilação” nem pela inviabilização do uso do traçado original) no início dos anos 90 lançou o principal autódromo brasileiro de uma vez por todas no mundo competitivo dos “top Tracks”... relegando o passado à história.

 

É um absurdo que tamanha falta de visão das pessoas que são tão apaixonadas por automobilismo tenha ficado presa ao passado e até hoje não conseguiram convencer um prefeito sequer em todo o estado a construir um autódromo que seria o desafogo de Interlagos e a solução para os milhares de profissionais que dependem do circuito paulistano para trabalhar como mecânicos, preparadores, instrutores de cursos de pilotagem e que as interrupções das atividades de pista para preparações e reformas os deixem sem local de trabalho.

 

Por outro lado, é triste a visão de algumas pessoas que se manifestam em relação a Interlagos como se este fosse o seu “parque de diversões”, seu local de lazer e um buker inexpugnável do qual só sairão mortos (pela polícia no dia que demolirem o circuito ou de êxtase com o som dos motores). Lamento a dureza das palavras, mas Interlagos não é o brinquedo de meninos grandes que alguns talvez pensem que é. Interlagos é um negócio... e como todo negócio, tem que sobreviver e dar lucro.

 

Quem está vendo as reformas em andamento agora talvez não tenha se apercebido – ou talvez tenha sido eu que não leu nada sobre o assunto caso alguém tenha escrito sobre isso – mas Interlagos está trabalhando em pontos chaves de segurança que, talvez, coloquem a pista em condições de receber a tão esperada etapa do mundial de Moto GP que mais uma vez ficou fora do país.

 

Infelizmente (talvez não) o automobilismo nào está imune à fúria do mundo corporativo onde, para sobreviver, é preciso abandonar sonhos e o passado. É como na vida, onde por mais que queiramos, o tempo para “brincar” é cada vez menor, os brinquedos que nos interessam são quase sempre “guardados na prateleira mais alta” e somos forçados a crescer. 

 

Enquanto isso, no Balcão do Cafezinho...

 

E as coisas na Ferrari estão – oficialmente – diferentes. O agora presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, chegou com aquele discurso ‘corporativo-motivador’, afirmando que os novos chefes da equipe italiana precisam assumir riscos e fazer de tudo para voltar ao topo do grid na F1. Na semana em que Luca di Montezemolo se desliga oficialmente no maior cargo da montadora, Marchionne deixou claro que é necessária uma ação urgente em Maranello... que começou umas semanas atrás onde foi anunciado que o foco agora estava voltado para o carro de 2015.

 

Il nuovo ‘Capo’ não aliviou nas críticas aos recentes anos de insucesso da da equipe na categoria máxima do automobilismo (chutando o cachorro morto do Montezemolo) e, categoricamente, disse que time não tem mais desculpas... e eu não vejo a hora de tratar deste assunto novamente no ano que vem falando sobre as próximas desculpas. Ele já deu seu tom de como a comédia terá prosseguimento ao dizer que “o sinal de alerta” veio com a decepcionante atuação da esquadra no GP da Itália deste ano - Fernando Alonso abandonou a prova, enquanto Kimi Räikkönen foi apenas o nono. Será que ele não viu as corridas anteriores?

 

Para que o milagre da mudança de cenário aconteça, um dos principais – na verdade o principal – é a mudança nos motores... porque, do jeito que está, as Mercedes vão continuar voando na frente e “brincando de correr” com as adversárias. Isto, inclusive,é um dos pontos que a Ferrari vem batendo, principalmente depois da burrada que deram por fazer um motor subdimensionado.

 

Quem anda com motores Renault, como é o caso da Red Bull – que se tivesse um motor minimamente decente estaria andando junto dos carros prateados – também quer o ‘descongelamento’ do desenvolvimento dos motores. A questão é que, quem está andando na frente, não quer saber  de concorrência.

 

Christian Horner já tocou neste assunto divresas vezes e considera que poder mexer nos motores durante o campeonato seria benéfico para todos os times, mas garantiu que apenas isto não seria o suficiente para tirar a ampla vantagem dos motores Mercedes. Horner, entretanto, pensa que as equipes devem ter cautela quando buscarem melhorar os motores com a temporada em andamento, considerando que a vantagem da Mercedes pode, inclusive aumentar. No seu ponto de vista seria positivo que as equipes pudessem mexer nos motores, como mexem nos chassis, porém “de maneira responsável”, seja lá o que isso queira dizer.

 

Toto Wolff, diretor-executivo da Mercedes, foi irônico e afirmou que a Ferrari precisa de uma calculadora nova para contabilizar corretamente os custos envolvidos com a tão desejada permissão. Evidentemente a Mercedes é contra a mudança no regulamento para que se descongele o desenvolvimento das unidades de força, o que segundo os alemães, implicaria em um aumento significativo nos investimentos que são feitos. Se os alemães não cederem, mudanças só para a temporada de 2016.

 

Como o assunto é dinheiro, não tem como não falar no ‘Bom Velhinho’. A última que ele tem sinalizado é aquela vontade de fazer corridas no meio da rua. Os mais novos projetos visam – como não poderia deixar de ser – os Estados Unidos, com a ideia de levar a categoria de volta para Las Vegas, que já recebeu dois GPs de F1, em 1981 e em 1982, em um circuito improvisado no estacionamento do Caesars Palace. Nelson Piquet “apagou” depois da corrida, disputada sob o sol e o calor do deserto do estado de Nevada. Dessa vez, contudo, o plano é fazer a corrida em uma pista de rua, passando pela ‘Strip’, a mais famosa avenida da cidade!

 

Daí a ideia sair da cabecinha grisalha do Velhinho para a realidade é outra conversa, diferente do que falou para o jornal ‘The Independent’. E ele – assim como nós – sabe como isso é difícil fechar todos os pontos de um contrato, em especialmente nos Estados Unidos. Há anos que ele vem tentando, insistentemente, promover um GP em Nova Jersey, mas os organizadores locais ainda não conseguiram meios para arcar com os custos e o projeto está praticamente ‘no vinagre’.

 

E assim o campeonato vai inchando. No ano que vem a F1 vai ter de volta o GP do México e serão 20 corridas ao longo do ano. Para 2016, está certa a entrada de Baku no calendário como o GP da Europa. A conta vai passar de 20 e, com o sonho do segundo GP dos EUA, 22 corridas é um número provável... e as equipes que se virem para bancar seus custos!

 

E quem não quiser bricar mais, a porta da rua é a serventia da casa. A possibilidade de um revezamento entre Barcelona e Valência que não foi pra frente está ganhado uma alternativa. O projeto de Madri para integrar o calendário da F1, contando com investimento privado, segundo Antonio Mesquida, promotor da prova, que explicou as bases do projeto, fruto de uma iniciativa de empresários e terá custo zero ao governo local.

 

Mesquida foi mais além do que falar sobre a origem dos recursos. O promotor também explicou que a prova de Madri não viria para aumentar o já inchado calendário da F1, mas seria uma alternativa caso a pista de Montmeló, na Catalunha, não renove seu vínculo com a F1, que termina em 2016. Assim, a prova nas ruas do Centro Histórico de Madri poderia entrar no calendário a partir da temporada 2017 ou mesmo revezar com a corrida catalã.

 

Agora, falando em falta de dinheiro, a fábrica responsável pelo design e construção dos carros da Caterham na F1 está sob administração judicial, aumentando as dúvidas sobre o futuro da escuderia. A empresa de contabilidade Smith & Williamson foi indicada como administradora da Caterham Sports Limited (CSL), que tem sua sede em Leafield, Oxfordshire, uma região onde estão instaladas muitas empresas ligadas ao esporte a motor.

 

Os administradores revelaram que começaram conversas “positivas” com o time para ver se a CSL, empresa que presta serviço para a 1 Malaysia Racing Team (1MRT) e gere o time da Caterham na F1. pode continuar como fornecedora, mas admitiu que se um acordo não foi feito, vão começar a discutir a venda dos ativos da empresa.

 

Se alguns tem falta de dinheiro, outros parecem ter falta de noção. Otmar Szafnauer, diretor-esportivo, da Force India apresentou uma proposta polêmica para resolver as constantes reclamações em relação à alocação de pneus da F1. “Por que não deixar cada time escolher suas duas opções de compostos?”, questionou. “Um carro será mais rápido, outro rodará mais. Tornaria as corridas empolgantes”.

 

A visão simplista – e inicialmente interessante – esbarraria em duas questões: Custo e Logística! Segundo Paul Hembery, diretor-esportivo da fabricante italiana, além da ideia representar um verdadeiro pesadelo logístico, ainda haveria o risco de um time errar e um pneu errado pode simplesmente impedir um carro de disputar uma corrida, como aconteceu em Indianápolis, quando a Michelin levou o pneu errado e a corrida teve apenas 6 carros na pista. O engenheiro lembrou que os pneus são um problema de segurança e se algo sai errado, a Pirelli levaria a culpa. Mas que poderia ser divertido, poderia.

 

E se o assunto é segurança, temos obrigatoriamente de falar sobre o desenrolar dos fatos relativos ao acidente que vitimou Jules Bianchi. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou a formação da comissão que vai investigar em detalhes o acidente sofrido pelo piloto da Marussia.

 

O grupo será comandado por Peter Wright, presidente da Comissão de Segurança da entidade máxima do automobilismo, e conta também com Alexander Wurz, presidente da GPDA (associação dos pilotos). Serão 10 integrantes e entre eles estarão o bicampeão mundial Emerson Fittipaldi – presidente da Comissão dos Pilotos – e os ex-diretores da Ferrari Ross Brawn e Stefano Domenicali.

 

Segundo o comunicado da FIA, O grupo vai realizar uma revisão completa do acidente para obter uma compreensão melhor do que aconteceu, e vai propor novas medidas para melhorar a segurança nos circuitos, com as recomendações sendo feitas ao presidente da entidade. Os trabalhos vão começar nesta semana e terão seus resultados apresentados no dia 3 de dezembro em reunião do Conselho Mundial.

 

Além dos nomes citados, os outros membros da comissão de investigação são: Gerd Ennser, chefe dos comissários; Eduardo de Freitas, diretor de provas do Mundial de Endurance; Roger Peart, presidente da comissão dos circuitos e da federação canadense; Antonio Rigozzi, juiz da Corte de Apelo da FIA; e Gérard Saillant, presidente do Instituto FIA e da Comissão Médica.

 

Enquanto alguns lutam para entrar, outros são forçados a sair. Rubens Barrichello está fora das transmissões da F1 na emissora que detem os direitos da categoria. Nas duas últimas das corridas que restam na temporada 2014 – o GP dos EUA será pelo canal por assinatura – a transmissão terá o trio Reginaldo Leme, Luciano Burti e Galvão Bueno.

 

A porca torceu o rabo depois do GP de Singapura, quando o hoje piloto da Stock Car ofereceu-se para ser piloto reserva da equipe Mercedes na F1. Apesar das imagens sempre simpáticas que começavam a transmissão com o piloto circulando e conversando entre os colegas de pista, “em off” o comentário era de que o ambiente de trabalho com Barrichello era ruim, com umitos desentendimentos.

 

Depois do ocorrido em Singapura, Barrichello não participou mais das transmissões, que foram divididas entre os comentaristas Reginaldo Leme e Luciano Burti. As entradas do grid ficaram por conta apenas da repórter Mariana Becker. Segundo tivemos de fonte interna da emissora, havia um planejamento para o GP Brasil com Barrichello fazendo várias entradas ao longo do final de semana. Babou! Estes holofotes ao menos o piloto perdeu.

 

Quem não sai de cena e sempre aparece bem é o nosso bicampeão, emerson Fittipaldi. Eu uma surpreendente notícia, dada pelo site ‘Sportscar365’ a Lenda, hoje com 67 anos, pode estar em contagem regressiva para sentar no cockpit de um carro da LMP2 nas 6 horas de São Paulo.

 

Discreto como sempre, Emerson não revela detalhes, apenas que “está trabalhando em um projeto  que ainda precisa ser finalizado”. Tudo corre em segredo a sete chaves, mas as conversas de bastidores apontam para a OAK Racing, onde também corre a japonesa Keiko Ihara, que faz parte da comissão de pilotos presidida pelo brasileiro.

 

Na “outra ponta da família”, o neto, Pietro, campeão inglês da F. Renault, foi um dos quatro jovens escolhidos para viver um treinamento especial na Academia de Pilotos da Ferrari em Maranello, na Itália. Foram três dias de experiência na Casa di Maranello. O quarteto passou por uma série de testes médicos e físicos, tiveram treinamento mental e fizeram sessões de simulador, ao lado do espanhol Pedro de la Rosa.

 

No último dia de treinamento, os jovens pilotos aprenderam, no circuito Fiorano, da Ferrari, a fazer o acerto adequado do carro a diversas situações. Mais experiente, Pietro Fittipaldi foi pra pista com um Fórmula 3, enquanto os outros pilotaram carros da Fórmula 4. Será que um velho sonho do falecido Comendador vai se tornar realidade e um Fittipaldi pilotará para a Ferrari no futuro?

 

A nota triste da semana fica por conta do anúncio do fim da Fórmula 3 inglesa. Categoria disputada por 63 anos e que neste ano teve apenas 7 inscritos. Sem suporte de fábricas e com a concorrência de categorias criadas por elas, a Fórmula 3 ficou no passado e na história.

 

Um abraço e até a próxima,

Fernando Paiva