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Written by Administrator   
Wednesday, 06 August 2014 21:37

Caros amigos, não é do meu costume usar um fato específico co noticiário, ainda mais quando recente, para desenvolver a minha coluna. Diga-se de passagem, o texto estava pronto desde ontem e nada tinha a ver com o assunto que se seguirá. Contudo, o ocorrido é algo tão surreal que eu precisei “arquivar” o texto já feito para a semana que vem.

 

Há pouco mais de um mês, o heptacampeão do mundo de Fórmula 1, Michael Schumacher, depois de sair do estado de coma no qual permaneceu por praticamente seis meses, foi transferido do hospital da cidade de Grénoble para uma clínica de reabilitação na cidade de Lausanne.

 

O trajeto entre uma cidade e outra – por via rodoviária – leva cerca de duas horas e uma empresa privada e especializada em transporte de pacientes em estados delicados, que conta com meios aéreos e terrestres foi contratada para fazer o transporte “de um paciente que requeria cuidados”, mas sem que – segundo as informações dadas – a identidade do mesmo.

 

A transferência de Schumacher correu toda dentro do planejado, com tudo correndo bem no transporte... exceto por um detalhe: Poucos dias depois, diversos jornais, fotógrafos e sites receberam a  oferta do que seria o prontuário médico do paciente mais importante do mundo do automobilismo. Foi um escândalo!

 

Foi dito, na época, que os funcionários tiveram se submeter a um processo de controle que incluiu o recolhimento dos aparelhos celulares para que imagens não fossem feitas... contudo, isso não foi o suficiente e toda uma celeuma (mais uma) surgiu envolvendo o alemão e sua família, que com razão, mostrou-se indignada com tudo aquilo.

 

Como a Suiça é um país sério e em países sérios as coisas acontecem, um inquérito investigativo foi feito e, passadas estas poucas semanas, o procurador do distrito de Zurique abriu um processo criminal por violação de sigilo profissional. As investigações realizadas levaram à prisão de um funcionário esquadrão da empresa Rega, a responsável pelo transporte.

 

O referido funcionário foi preso nesta última terça-feira, dia 5. O suspeito foi interrogado pela polícia e, durante o interrogatório, ele negou as acusações feitas por parte dos policiais. Segundo relatos, o suspeito questionou por que a audiência foi agendada pelo procurador para o dia seguinte. 

 

E no dia seguinte, a quarta-feira, o referido suspeito foi encontrado enforcado e já sem sinais vida na cela em que estava recolhido na prisão da polícia de Zurique. A avaliação da polícia do cantão de Zurique e do procurador não encontraram nenhuma evidência da presença de terceiros. O detido, cujo nome a polícia de Zurique não divulgou por ainda haver presunção de inocência faz parte, agora de algo ainda mais estranho do que muitas das pseudoexplicações dadas sobre as circunstâncias do acidente.

 

Não tenho dúvidas de que novas circunstâncias surpreendentes poderão surgir com o desenrolar do inquérito – mais este – que a polícia de Zurique terá que abrir. Afinal, como um prisioneiro seu amanhece morto dentro da cela?

 

Talvez nem os roteiristas de Hollywood imaginassem algo assim.

 

Enquanto isso, no Balcão do Cafezinho…

 

O assunto da coluna da semana passada continua fervilhante... e co tons pinceladas que talvez nem Salvador Dali conseguisse dar, tamanho o surrealismo das atitudes dos personagens envolvido nesse triller germânico com pitadas anglo-austríacas.

 

Depois de todo o desenrolar sobre a ordem dada pela equipe Mercedes durante o GP da Hungria para que o ‘Neguin’ Hamilton abrir caminho e deixar o ‘Paquito’ Rosberg avança na luta pela vitória e principalmente a forma como o fato ganhou no noticiário da F1, Toto Wolff, o diretor “do lado alemão” (assim como Niki Lauda, ele também é austríaco) da equipe tratou de tentar minimizar os efeitos do ocorrido, defendendo a atitude do ‘Neguin’ em não acatar a determinação e garantiu que “o ambiente na equipe não será afetado por conta dos incidentes em Hungaroring”. Sinceramente, quem ele acha que engana com esse discurso?

 

Depois de toda essa ceninha para inglês ver, Toto Wolff afirmou que a polêmica em torno da ordem de equipe dada pela direção do time alemão durante o GP da Hungria, disputado no último domingo, ajudou a mascarar os problemas significativos de confiabilidade que a esquadra tem enfrentado em 2014 e se repetiram em Hungaroring.

 

Depois de se reunir com o compatriota, Niki Lauda – responsável pela contratação do ‘Neguin’  –  e com o diretor-técnico, Paddy Lowe, para definir uma estratégia para a segunda parte do ano e, além disso, ter tido “longas conversas” por telefone com os pilotos, ele afirmou que chegou a um acordo com a dupla e que ambos terão de seguir as ordens da esquadra prateada nas oito provas que ainda restam na temporada, apesar de estar garantindo igualdade de condições na disputa pelo título do mundial de pilotos. Aham... sei. Quero ver alguém abrir caminho para o outro em Spa.

 

Antes do GP da Alemanha, a equipe anunciou a renovação do contrato do ‘Paquito’ “por vários anos”, numa demonstração de que ali é uma casa alemã com certeza. Toto Wolff ressaltou que ele faz parte do projeto da Mercedes desde o primeiro dia e tem um grande interesse no desenvolvimento da equipe. Nos seus tres primeiros anos ele detonou o veterano companheiro, Michael Schumacher, tendo sido enaltecida sua velocidade, compromisso e foco para a evolução da escuderia.

 

‘Neguin’ Hamilton não deixou por menos e reiterou seu desejo de continuar na equipe, contudo, enfiou a faca na goela dos alemães, pedindo 90 mil euros por três anos de contrato. Se ele ganhar o campeonato vai ser difícil não pagar o que ele quer, mas será que vão esperar até o fim do ano para renovar o compromisso?

 

Corre à boca nada miúda da “Rádio Paddock”  que a Honda está disposta a pagar um salário gordo para um “super piloto”e que o ‘Neguin’, o ‘Príncipe das Lamúrias’ Fernando Alonso e o ‘Darth’ Vettel seriam os “alvos preferenciais”.  Outro assundo divulgado na “Rádio” seria uma possível “troca” entre Mercedes e Red Bull, envolvendo Hamilton e Vettel por conta do azedume no ambiente da Mercedes e da ideia de se ter dois pilotos alemães ao volante das flechas de prata. A temperatura promete subir no verão europeu!

 

Quente ela já está pelos lados do México, onde a volta do GP de F1 pode vir a ser o encerramento da  temporada em 2015. Ainda não engulo o desaparecimento da “peraltada”, ainda mais depois da “justificativa técnica” dada pelo vice-presidente da FIA, Jose Abed, que é o representante do país no Conselho Mundial da FIA (amigo do nosso ‘Sorridente Presidente’).

 

Segundo o ‘Señor’ Abed, a antiga ‘Peraltada’ era “uma curva é muito perigosa”. A segunda razão é que precisamos acomodar ali 40 mil espectadores", disse. Ou seja, não é uma questão técnica, mas puramente comercial! O piloto Sergio ‘Speed Gonzalez’ Perez lamentou a não utilização da famosa curva na volta do GP ao seu país.

 

A entrada do GP Mexicano e a futura entrada do GP da Europa em Baku, no Azerbaijão – sem que nenhum dos atuais GPs deixe o calendário elevaria o número de provas para 21. Caso a Índia retorne em 2015 (o que acho pouco provável) ou com – finalmente – desatados os “nós”  da corrida em New Jersey, no ano que vem já teríamos este número e em 2016 chegaríamos a 22 corridas. O “detalhe” é que o “Pacto da Concórdia” prevê um máximo de 20!

 

A versão “mimimi” das conversas de rádio dos pilotos com as equipes desta feita faz-se ouvir nas vozes dos diretores das equipes... e sem essa de que é conversa de equipe que tem orçamento apertado. O ‘Capo’ da rica Ferrari, Marco Mattiacci, lembrou que mais corridas representariam um aumento real dos custos e que, com isso uma nova discussão orçamentária precisará acontecer dentro das equipes e da categoria. A “pobre” chefe da Sauber, Monisha Kaltenborn, declarou que seria necessário ter que reestruturar as coisas, e que avançar neste sentido requer cuidados antes de se sacrificar a equipe. Isso ainda vai dar muita discussão... principalmente na direção do terceiro carro!

 

E finalmente teve início a primeira fase da “grande reforma” a ser feita no Autódromo José Carlos Pace. Planejada para ser feita em etapas, sendo a primeira visando o GP do Brasil, marcado para 9 de novembro.

 

O traçado do circuito será completamente recapeado, trabalho que não é feito desde 2007 e que este ano contará com uma nova tecnologia, com pedras de granito levemente arredondadas, o que deixará a pista menos abrasiva. Uma área de escape vai ser incluída na saída dos boxes, na segunda perna do S do Senna, com dez metros de largura, mas sem alterar o ponto de tangência para entrada na pista.

 

Segundo a organização do evento, 20 mil toneladas de asfalto serão utilizadas. No pit-lane o asfalto também sofrerá obras, com um novo asfalto visando evitar a formação de poças de água e garantir a drenagem. A faixa de rolagem dos boxes será de asfalto. Já a parte da frente das garagens, onde os carros realizam os pit-stops, será de concreto.

 

Em setembro, técnicos da Pirelli, fornecedora de pneus da F1, devem visitar Interlagos para conferir o andamento das obras e colher informações que lhe permitam escolher os compostos que serão usados na penúltima etapa do Mundial.

 

As obras também irá alterar um ponto que costuma ser criticado em Interlagos: a entrada dos boxes. A mesma será antecipada para oferecer maior segurança aos pilotos. No local, será construído um muro de concreto de 300 metros de extensão que terá dois portões para que as equipes e repórteres possam esvaziar rapidamente o grid na hora da saída para a volta de apresentação.

 

Já as obras do Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, que no ano que vem estaria programado para começar no início do ano, segundo o nosso ‘Sorridente Presidente’, Cleyton Pinteiro, continua “atolado na caixa de brita”.

 

O governo do Distrito Federal publicou em Diário Oficial a realização da licitação da reforma, valor e prazos. A abertura dos envelopes da licitação será realizada no próximo dia 8 de setembro. No mesmo edital, o prazo de execução da reforma aponta para 450 dias corridos (1 ano e 3 meses), para a conclusão dos trabalhos. Digamos que, começando em 1º de outubro de 2014, a obra terminaria em janeiro de2016.

A questão é que a corrida da Fórmula Indy, num acordo costurado pela TV Bandeirantes com a IMS para escapar do processo que sofreria por quebra de contrato. O projetista da Indy, Tony Cotman, alertou para a necessidade de uma transformação no autódromo que ele afirmou “não está no padrão”. Como se fala hoje em dia; ah vá! A Indy corre em cada lugar inacreditável, que beira o absurdo e esse cara vem “pagar de gostoso”?

 

Costurando tudo e com muito jogo de cintura – além de um estoque inesgotável de panos quentes e vaselina – Willy Hermann, um dos detentores dos direitos da Indy no Brasil ao lado de Carlo Gancia, continua garantindo a realização da corrida. Segundo ele, é comum acontecerem provas em praças esportivas com reformas.

 

Se as condições de segurança e conforto existirem tanto para o público como para equipes e pilotos, a Indy não terá problemas em administrar algumas limitações no primeiro ano em função de uma sólida parceria de longo prazo com o Governo do DF e o povo brasileiro. O problema é que, em ano de eleições, e depois de ver os exemplos dos superfaturamentos para as obras da copa, o que podemos esperar?

 

O que falamos no final da coluna da semana passada era justo aquilo que não queríamos ver acontecer: o Bom Velhinho escapou da cadeia! os promotores da Corte de Munique aceitaram a oferta do homem forte da F1 para encerrar o caso. O acordo de US$ 100 milhões encerrou o processo que denunciava o inglês por corrupção e suborno. A idade avançada do dirigente pesou na decisão dos promotores.

 

De acordo com a justiça alemã, os réus criminais têm a chance de resolver casos como o de Bernie com penas menores. Essa condição legal existe para minimizar casos mais complicados. Dessa forma, segundos os promotores, a idade avançada de Bernie Ecclestone contribuiu para a decisão de aceitar a oferta milionária. O valor do acordo é um dos maiores já realizados pela justiça da Alemanha... e uma vergonha!

 

O Bom Velhinho esteve pessoalmente na corte para esta ridícula pantomima. O porta-voz do tribunal alemão, Andrea Titz, declarou não haver nenhuma constatação sobre culpa ou inocência do réu... tá, e quem explica o porque do banqueiro Gerhard Gribkowsky ter sido condenado e – pasmem? – ainda vai continuar no xilindró.

 

O Bom Velhinho pagou pouco mais de 40 milhões de dólares para “vender a F1 e continuar mandando nela” e agora outros 100 milhões para escapar da cadeia. Com uma fortuna estimada em mais de 4,2 bilhões de dólares (Fonte: Revista Forbes), esses 100 milhões são trocados!

 

Como já disse antes, a minha dúvida é: a justiça brasileira inspira a alemã ou vice versa? E como “cereja do bolo”, o cara de pau do velhinho disse que se sentiu “um tanto quanto idiota” como todo esse processo. Se ele se sentiu “idiota”, como estará se sentindo o banqueiro Gerhard Gribkowsky, que está vendo o sol nascer quadrado há anos? Irônico, ele ainda disse que “apaixonou-se por Munique”.

 

Ainda sobre questões judiciais, ficarei revoltado caso o Max ‘Chicotinho’ Mosley consiga na justiça receber uma indenização em processo contra o Google por reproduzir as imagens de uma orgia da qual participou em 2008. Anteriormente, Mosley venceu ações similares contra o Google na França e na Alemanha, mas o buscador apelou.

 

A ação de Mosley chega pouco depois de uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia, que reconheceu em maio passado o “direito de ser esquecido” na Internet. Entretanto, por se tratar de uma figura pública, Mosley não se enquadra no “direito de ser esquecido” estabelecido pelo tribunal europeu. Que o ‘Chicotinho’ seja eterno!

 

Pra gente não fechar a coluna com notícia triste, A lista de inscritos para a próxima etapa da temporada 2014 da Sprint Cup, principal divisão da Nascar, troxe o nome Nelsinho Piquet, no comando do carro #77, da equipe de Randy Humphrey, para a corrida do próximo domingo, dia 10, em Watkins Glen.

 

A Humphrey é uma equipe pequena que participou de apenas 12 das 21 provas da temporada e aparece em 49º na classificação, Nelsinho não pode somar pontos no campeonato, mas o retorno dele ao circo da NASCAR é algo muito positivo. Neste ano ele tem disputado o Global Rallycross Challenge, às etapas do X-Games e do Mundial de GT, quando as datas não coincidem com as do campeonato dos EUA.

 

Além disso, negociações para a disputa da temporada inaugural da F-E, categoria de bólidos elétricos que começa em Pequim, no dia 13 de setembro, continuam em andamento. Ele testou, na última quinta-feira, em Donington, com a equipe China e nesta semana, o filho de Nelson Piquet ainda tem mais uma sessão de testes. 

 

Que as coisas corram bem pra vc, Nelsinho.

 

Um abraço e até a próxima,

 

 

Fernando Paiva