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A guerra do século! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Thursday, 31 July 2014 00:44

Caros amigos, há um século exatamente, foi deflagrada a Guerra mais sangrenta já registrada na história de humanidade, a I Guerra Mundial. Apesar da II Guerra ter ganho mais destaque, ter tido a utilização pela primeira – e felizmente, até agora, única – vez de um artefato nuclear, o número de vítimas da guerra ocorrida entre 1914 e 1918 foi maior.

 

Em ambos os casos – das guerras mundiais – o protagonista central do conflito foi a Alemanha, uma marca na história que tanto o povo daquele país quanto seus governantes tem buscado deixar para trás, mas guardando as lições, e guardando as lições para que nada do gênero volte a acontecer. Mas o que isso tem a ver com o automobilismo?

 

Bom, nas primeiras corridas de automóvel, no início do século, uma das grandes forças era a equipe Mercedes (antes da fusão com a Benz, inclusive). Um dos episódios que denotavam esta supermacia foi publicado aqui no nosso site pelo nosso colunista “D’além mar”, Paulo Alexandre Teixeira, que narrou em sua coluna como se deu o Grande Prêmio da França de 1914 (Leia Aqui), onde a força dos alemães já se fazia clara e inconteste.

 

A Mercedes teve, tanto no período entre guerras bem como no período pós II Guerra Mundial, mesmo com a Alemanha ainda combalida economicamente em função das derrotas no final de ambos os conflitos, força e capacidade para superar as adversidades e voltar, em pouco tempo, a ser uma referência em termos de construção automotiva e eficiência no mundo das competições.

 

Quando retornou à Fórmula 1 em 2010, categoria da qual esteve afastada desde 1955 depois do gravíssimo acidente ocorrido em Le Mans, todos no meio das competições tinham plena certeza de que seria uma questão de tempo a marca da estrela de três pontas voltar ao papel de protagonista em uma competição contra outras marcas e fabricantes. O resultado pode até ter demorado um pouco mais do que alguns pensavam, mas está aí. Até agora, após a parada das férias de verão do campeonato, nove vitórias em onze corridas e as duas perdidas poderiam ter sido ganhas, caso não houvesse acontecido problemas mecânicos com seus carros.

 

Mas porque teria este colunista buscado uma referência de guerra para iniciar a coluna desta semana? O que ocorre no momento dentro da equipe alemã, no meu ponto de vista, traçando um paralelo com os movimentos dos bastidores políticos do continente europeu antes da morte do Conde Francisco Ferdinando, primeiro na linha de sucessão do extinto império Austro-Húngaro, motivo apontado nos livros de história como o fator de deflagração do conflito, parecem ser os movimentos para a deflagração de uma guerra interna dentro das hostes prateadas.

 

Esta guerra, como toda guerra, não tem apenas exércitos, com seus soldados, tenentes, coronéis e generais. Por trás das tropas existem os governantes, que de seus postos, longe da frente de batalha, movem as peças do intricado xadrez bélico para que seu objetivo – a vitória – seja alcançado.

 

Nesta guerra – já em curso – temos de um lado, o exército do General Nico Rosberg, com sua equipe de mecânicos, técnicos e engenheiros, todos alemães, na busca pelo título mundial para uma equipe alemã. Lembremo-nos que os 11 títulos conquistados por pilotos alemães até hoje na Fórmula 1 foram conquistados por equipes de outros países (7 por equipes italianas – Benetton e Ferrari – e 4 por uma equipe austríaca, a Red Bull). O “governante” deste exército seria o diretor de competições da marca da estrela de três pontas, Totó Wolff.

 

Acontece que mesmo sendo uma equipe alemã, com “tudo alemão”, há um “enclave não germânico” dentro da “casa de prata”. Em 2012 o austríaco Niki Lauda foi contratado para ser um dos diretores da equipe, onde ocupa hoje o cargo de “Presidente não Executivo” (seja lá o que isso queira dizer). Uma de suas ações foi levar para a equipe “um piloto campeão”... e esse foi Lewis Hamilton.

 

Em seu primeiro ano de equipe, Lewis ficou à frente de Rosberg na classificação do campeonato e ao longo deste ano mostrou-se mais rápido que o alemão “no cronômetro e no asfalto”. Contudo, nos eventuais problemas no carro, ele também teve mais problemas, tanto em treinos como em corridas. Apesar disso, venceu uma corrida a mais do que Rosberg.

 

Está mais do que claro que a Mercedes não tem como perder este campeonato... nem que queira, tamanha é a superioridade dos seus carros sobre os demais. A disputa estria então restrita aos seus pilotos e a mesma corria – aos olhos externos – dentro da esportividade até o GP de Mônaco. Desde então, com acusaões de atitudes antidesportivas e declarações de que “segredos e informações não seriam mais compartilhadas”, a coisa simplesmente azedou!

 

O que se viu durante e após o GP da Hungria foi uma clara tomada de posição dos dois principais diretores da equipe – Totó Wolff e Niki Lauda – claramente antagônicas. O alemão defendendo Nico Rosberg e o Austríaco defendendo Lewis Hamilton, especialmente depois da divulgação, durante a transmissão da TV onde teria sido dada uma ordem para Hamilton deixar Rosberg passar para lutar pela vitória.

 

Obviamente ele JAMAIS faria isso. Obviamente nenhum dos dois cederá um milímetro sequer de asfalto para o outro até o final da temporada. Tudo o que a equipe certamente não quer é ver cenas com a dantesca batida entre Sebastian Vettel e Mark Webber no GP da Turquia de 2010. Obviamente a equipe não aceitará algo do tipo... mas o risco disso acontecer é iminente! Afinal, como diz o ditado, no amor e na guerra,  vale tudo!

 

Enquanto isso, no Balcão do Cafezinho…

 

Lembram do assunto da coluna da semana passada? O Mundial de Kart O Brasil conquistou quatro dos cinco títulos em jogo na oitava edição do Kart World Championship (KWC), o campeonato mundial de karts com motores quatro tempos, encerrado na noite do último domingo, dia 27, em Nova Odessa (SP). Depois de sair na frente na disputa por equipes no domingo anterior (com Luir Miranda, Nicolas Costa, Matheus Porto e Felipe Vieira), a delegação brasileira também levantou a taça na competição individual (com Maurício Pereira) e nas divisões Master (Gustavo Mattedi) e Júnior (Gabriel Cattucci). Somente o título da categoria feminina não ficou com um piloto da casa. A campeã entre as mulheres foi a holandesa Mellanie Motz. Quanto ao mundial de balonismo, com ampla cobertura da mídia, teve um brasileiro em 3º lugar. O restante, “comeu vento”.

 

A internacionalização do DTM sofreu uma baixa para esta temporada. A nona etapa desta temporada que inicialmente marcada para Guangzhou, na China, passou para Zandvoort, na Holanda. na reforma da pista chinesa e a impossibilidade de realização da etapa em outra pista no país acabaram por segurar a categoria no continente europeu. A corrida acontecerá na mesma data, 28 de setembro.

 

O circuito holandês foi palco da Fórmula 1 por trinta edições, entre 1952 e 1985, com aprnas uma vitória brasileira, de Nelson Piquet, em 1980. Perdendo espaço ao longo dos anos, ainda sedia algumas competições internacionais, como o Mundial de Gran Turismo.

 

Depois daquela conversa fiada do Bom Velhinho de tirar Monza do calendário da F1, logo demovida por conta do “toco” dado pela CVC, a dona da categoria, um sinal de alerta surgiu dentro das hostes italianas. O risco – mesmo que improvável – existe e como diz a música, camarão que dorme a onda leva.

 

Por isso o Automóvel Clube de Milão, organização que gere o autódromo, que teve eleição recentemente já viu na nova diretoria uma reação... e rápida! Afinal, um dos eleitos foi o ex-piloto da Fórmula 1, Ivan Capelli. O Ex-piloto da March e da Ferrari admitiu a necessidade de fazer melhorias no circuito e admitiu o interesse de contar com a ajuda de Stefano Domenicali, ex-chefe da Ferrari, para lidar com Ecclestone e trabalhar manter a pista italiana no roteiro do Mundial. 

 

Patriotismo à parte, Monza é, historicamente, um dos GPs mais antigos e é quase uma heresia pensar em um mundial de Fórmula 1 sem passar por lá. Garantir sua continuidade depois de 2015 é o ponto mais importante a ser tratado pela atual diretoria do ACM, que sabe muito bem que Bernie Ecclestone sempre pressiona a todos na direção que quer.

 

Para Capelli, Monza precisa dar um passo à frente, pois não é possível que Monza viva desse jeito. É preciso produzir algo para melhorar sua situação. Acho que para os times, a área dos boxes e do paddock são hoje apenas medianas para a Fórmula 1. Além disso, o italiano acha que também tem que fazer muito pelos espectadores. Em agosto vai ter reunião por lá e acho pouco provável que as coisas não se acertem.

 

E tem que se acertar mesm, porque o que tem de “urubu” voando em torno é uma grandeza. Basta lembrarmos que Coréia do Sul e Índia ficaram sem GP este ano. Portugal tem o circuito do Algarve dando bobeira e a Espanha perdeu recentemente o GP da Europa, que era disputado nas ruas de Valência e o autódromo turco anda às moscas.

 

É justamente este GP da Europa que vai voltar em 2016 ao calendário... só que em outro país! O Azerbaijão vai mesmo entrar no calendário da F1. O governo do país anunciou antes do GP da Hungria que o GP da Europa será disputado nas ruas da capital, Baku, a partir da temporada 2016. A duração do contrato não foi divulgada, mas pouco dinheiro não foi, podem ter certeza! A ideia do Bom Velinho era ter a prova já em 2015, mas vai ter que esperar.

 

País sem qualquer tradição no esporte a motor, o Azerbaijão entrou no mapa das competições automobilísticas alguns anos atrás, quando preparou um circuito de rua para receber corridas com carros de GT. Em 2013, abrigou a rodada decisiva do Mundial de GT da FIA. Como as corridas fizeram sucesso, o governo local decidiu apostar alto para ingressar no calendário da F1... e conseguiu!

 

Quem também está voltando é o GP do México, este já para o ano que vem. Com as bençãos do “dono do país” (Carlos Slim), o autódromo Hermanos Rodrigues passará por reformas e o traçado a ser utilizado será mutilado da sua mais desafiadora curva, a ‘Peraltada’, que dará lugar a um “trecho de estádio”, com muitas arquibancadas para dar dinheiro para os promotores da corrida.

 

Como o sonho (do GP de New Jersey) não terminou, podemos ter em dois anos um calendário com 22 corridas...  isso se ninguém “perder o lugar”. 

 

A discussão sobre como melhorar a principal categoria de corridas do mundo continua intensa e promete novos capítulos, mesmo nas chamadas “férias de verão”.

 

Antes do “retiro para a praia” o Bom Velhinho esteve reunido com alguns chefes de equipe neste e os informou sobre sua vontade de uma grande reunião nas próximas semanas, com a adição de algumas outras pessoas sobre como podemos melhorar o show F1. Será que eles vão pedir uns conselhos pra Dona Neusa Felix da F. Truck? Ela vive arrastando multidões para suas corridas de caminhão mesmo sem ter no grid nenhum ex-piloto de F1 como a Stock Car, que tem vários.

 

Ficou claro que não há uma “sintonia” entre os dirigentes das equipes. Toto Wolff disse ser difícil fazer com que todos se entendam num primeiro momento, especialmente quando se convida a todos para falar sobre prioridades e soluções. Provavelmente surgirão coisas bem distintas e, da última vez, ficou claro as ideias apresentadas eram uma M!

 

Éric Boullier seguiu a trilha de Christian Horner, que ficou nervoso na coletiva de imprensa da sexta-feira do GP Magiar dizendo que a imprensa estava sendo “muito negativa” pelas críticas que estão sendo feitas nas últimas semanas. O problema aumentou por conta dos números registrados no GP da Alemanha, em Hockenheim, os times e dirigentes entraram em alerta e se reuniram em Hungaroring para buscar soluções para tornar o esporte mais atrativo.

 

Não sei se foi chute ou desespero, mas o nome que surgiu na rodinha foi o do carcamano mais carcamano dos últimos anos: Flavio Briatore! o ex-chefe de Renault e Benetton seria envolvido num grupo formado pelo chefão da categoria, Bernie Ecclestone, para criar ideias na intenção de parar a o declínio dos números de audiência da F1.

 

Contudo, o vazamento do nome do italiano caiu tão mal (lembremos, ele foi banido da F1 após o escândalo do GP de Cingapura de 2008, quando Nelsinho Piquet forçou um acidente para beneficiar o então companheiro de equipe, Fernando Alonso, que liderava a corrida) que o Bom Velhinho tratou de desconversar e disse que o retorno de Briatore não é necessário. Niki Lauda também “descartou” a presença do carcamano e numa ação de “política de boa vizinhança”, disse que os dirigentes deveriam apoiar mais o Bom Velhinho.

 

De acordo com a publicação germânica, ‘Auto Motor und Sport’, o grupo formado para tentar aumentar o interesse pela F1 será liderado por Christian Horner, Toto Wolff e Vijay Mallya, chefes de Red Bull, Mercedes e Force India, respectivamente, e Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari. O ponto mais positivo disso foi a inclusão de um membro de uma equipe que não faz parte do tal do “Grupo de Estratégia”.

 

Uma das ideias que serão debatidas é a introdução de lastro, como acontece em categorias de turismo como DTM e WTCC. A proposta é colocar uma carga extra de peso nos carros mais rápidos para nivelar o grid. A ideia inicial, segundo o site britânico, é adicionar 20kg ao carro vencedor na prova seguinte, 18kg no segundo colocado, 15 kg no terceiro e assim por diante dentro do top-10. No momento, esta é apenas umas das ideias que serão debatidas. Nenhum time se manifestou contra ou a favor da proposta até o momento... mas uma proposta destas está deixando bem claro que o problema talvez seja mais sério do que estamos conseguindo enxergar.

 

Discussões fora da pista à parte, nas “discussões dentro da pista” o festival de “mimimi”continua. Na última corrida vimos o ‘Paquito’ Rosberg pedindo para que o ‘Neguim’ Hamilton desse passagem. Se a transmissão tivesse um “Automatic Tradutator Tabajara” a resposta seria: “nem a pau, Juvenal!” Se não fosse coisa pior, com muitos “pis”.

 

Christian Horner defende que os pilotos assumam o papel de protagonistas, de heróis (o que devem ser) no campeonato e nas corridas. Horner acredita que a solução para o problema é bastante simples: colocar os pilotos em primeiro plano. Para o diretor da Red Bull, à vezes parece que as corrida são controladas demais, numa clara alusão às ordens de rádio que parecem ter tomado o poder e a capacidade de decisão dos pilotos. Alguém acha que ele não está certo?

 

Na GP2 também teve discussão, na pista, depois da corrida e nas redes sociais entre Jolyon Palmer e Felipe Nasr. Estes em equipes diferentes, mas que estão sendo os protagonistas do campeonato. Depois de duas disputas sensacionais nas provas do sábado e do domingo, os pilotos trocaram alfinetadas e o brasileiro questionou a ética do inglês, dizendo que não vai mais “deixar espaço” nas disputas.

 

Não apenas isso, Felipe Nasr declarou que esperava melhores padrões de pilotagem dele, porque ele fez o mesmo no sábado, empurrando outro carro para fora da pista. O problema é que, no caso, acidentes entre os dois beneficiaria o inglês, que tem 43 pontos de vantagem na classificação, um carro mais acertado e uma equipe que não faz lambança nos pit stops e na estratégia.

 

Lambança andaram fazendo os narradores na televisão, como de praxe. O afônico consumidor de mel com própolis da RGT, Galvão Bueno protagonizou mais uma daquelas “falha nossa” quando vazou o aúdio na picotada tranmissão da classificação para corrida entre o desenho do Mickey Mouse e do Pato Donald, que dão mais audiência do que os tambêm afônicos carros da F1 com motor turbo.

 

Depois de feito o teste de som, o narrador dá a seguinte recomendação aos comentaristas: “Não vamos especificar tempo, porque, na verdade, ele tá tomando meio segundo desde ontem”. Não seria  necessária muita inteligência – até as ‘pensadoras contemporâneas’ Valeska Popozuda e Luciana Gimenez conseguiriam – e concluir que se tratava do 'Macarroni', que tomara do 'Frangote' 0s403 no TL2 e 0s546 no TL3 da manhã. No final, no Q3, foi quase 1 segundo de poeira... ou neve para combinar melhor com a Finlândia.

 

Já no canal por assinatura, o “Ligadíssimo Caprichoso” narrador falou que o BARÔMETRO indicava a direção e a velocidade do vento que estava trazendo a chuva para o autódromo... nem precisei consultar o nosso Capitão dos Mares, que estava em algum oceano da vida neste final de semana para descobrir que o aparelho em questão é o anemômetro.

 

Mas sem dúvida, o campeão da semana – e de todo o sempre – é o Bom velhinho. Ele quer encerrar o julgamento e, por conseguinte, o processo que corre contra ele na justiça alemã. Se considerado culpado, Ecclestone encara uma condenação de até dez anos de cárcere e o fim de seu período à frente da F1.

 

A equipe de defesa de Ecclestone requeriu que o julgamento fosse parado em virtude da falta de provas, afirmando que o acusado está pronto a acertar um acordo entre as partes, uma quantia que gira em torno 25 milhões de Euros. Por mais estapafúrdio que isso possa parecer, Esse tipo de acerto é lícito de acordo com o sistema judicial da Alemanha. Para que aconteça, basta que as todas as partes entrem em acerto. O dinheiro acabaria indo para o Tesouro ou para caridade.

 

Um dos advogados de Bernie, Sven Thomas disse que a promotoria estava aberta à oferta, mas os promotores apenas divulgaram que “num encerramento potencialmente inicial, os procedimentos ainda não atingiram uma conclusão” e não confirmaram a proposta. 

 

Em resumo: o homem vai tentar – legalmente – subornar a justiça alemã!!! E depois falam da justiça no Brasil...

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva 

 

Last Updated ( Thursday, 31 July 2014 04:33 )