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Os Reis da estratégia PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 16 July 2014 23:28

Caros amigos, diante do que vi nesta última semana, tanto na copa do mundo como nas corridas que acompanhei onde pilotos brasileiros estavam correndo, comecei a pensar seriamente se os insucessos brasileiros não seriam uma “conspiração cármico-intergalática” onde, todo planejamento será sabotado por motivos adversos e alheios a lógicas e paixões.

 

Com o Mineirão abalado em suas estruturas pelo bombardeio das V-2, resgatadas do auge da II Guerra Mundial e utilizadas pela equipe alemã, e o Mané Garrincha vendo as pernas tortas do anjo da camisa 7 levar um nó da equipe holandesa, restou-me tentar me consolar com o que poderiam fazer – no asfalto – os brasileiros naquele final de semana. Afinal, na grama foi um desastre!

 

Eis que começa na noite de sábado com “tudo dando certo”, e Hélio Castro Neves (me perdoem, mas aquela fusão dos sobrenomes é impalatável e não digerível para este que vos escreve) junto com Tony Kanaan andando na frente do circulante e estonteante oval de Iowa.

 

Tudo está correndo bem, as chances de vitória são imensas. Pode dar um ou outro. Pode ter dobradinha nacional para “lavar a alma dos derrotados” como Ayrton Senna o fez em 1986... mas aí, no final da prova, vê-se que ambas as equipes, as duas maiores e mais ricas da categoria, erraram na estratégia.

 

Se os carros estão voando na pista, porque não trocar os pneus e permanecer com os mesmos por mais de 60 voltas? O que se viu nas dez últimas voltas da corrida foi patético. Os carros pareciam os carros das “nanicas” da Fórmula 1 ante ao avanço das Mercedes. Lamentável.

 

Aí vem a corrida do DTM no domingo. Augusto Farfus Jr. largando em sexto a equipe decide que ele largará com pneus duros com o carro mais pesado para na parte final da prova, com pneus macios e mais leve ele “voe baixo” e recupere todo o tempo que iria perder na primeira metade da prova em cima dos que decidiram fazer a tática inversa: largar com pneus macios e depois usar os mais duros.

 

 Dada a largada e lá vai o brasileiro... sendo engolido por todos os adversários que vem atrás dele! Tudo bem, tudo bem. De acordo com a estratégia montada, quando os tipos de pneus forem “invertidos”, o carro verde e azul vai recuperar o terreno perdido e vai voar sobre os adversários.

 

Só que isso não aconteceu e, mesmo com a entrada do Safety Car, que em teoria ajudaria o brasileiro, eliminando a diferença entre os carros e ele, que ficou muito para trás em relação aos concorrentes. Nem assim, tendo o pelotão agrupado, a estratégia deu certo.

 

Pior que isso foi ver o piloto se queixando que a entrada do Safety Car atrapalhou os planos. Sinceramente, não consigo ver desta forma. Afinal, se em um dado momento as diferenças são suprimidas, quem estava atrás leva vantagem e não desvantagem. Esta declaração soa como querer justificar um erro de estratégia com algo que nada tem a ver. Ainda mais com a corrida tendo sido vencida por um piloto com um carro da mesma marca.

 

Estas “desculpas” acabam me reportando ao que vem acontecendo nos boxes da equipe Williams, onde os estrategistas tem “contribuído bastante”, junto com a turma do pit stop, para os resultados de Felipe Massa, com paradas inoportunas e mais demoradas que as da concorrência.

 

No caso do brasileiro da Fórmula 1, ele também tem sua parcela de culpa quando não consegue ultrapassar um adversário mais lento, como foi o caso do mexicano Sérgio Perez na Áustria, onde todos os que estavam brigando pela liderança ultrapassaram  a Force Índia, menos ele.

 

E o pior é que, no caso dos quatro brasileiros em questão, nenhum dos estrategistas era brasileiro, só estrangeiro. Como isso não tem nada a ver com futebol, ao invés de reclamar ou lamentar-se, os nossos pilotos podiam muito bem tomar umas aulas com os Nobres do Grid, que pilotaram numa época que não tinha rádio, que o piloto sabia onde estava na pista.

 

Enquanto isso, no Balcão do Cafezinho...

 

A cara de pau do Bom Velhinho, definitivamente, não tem limite. Assim como tem feito desde o início do processo, o dirigente do Mundial negou, em mais uma sessão na corte de Munique, que tenha subornado o ex-banqueiro e afirmou que o pagamento milionário que fez deveria comprar o silêncio do alemão e era uma garantia, após o ex-banqueiro pressioná-lo por conta de assuntos fiscais.

 

Diante do juiz ele disse que “Foi a apólice de seguro mais barata que já viu” ao se referir ao dinheiro pago à Gribkowsky, cerca de 44 milhões de dólares, que a CVC assumisse o controle da F1 para que ele pudesse seguir no comando do Mundial, algo que ele também negou ter imposto ao grupo comprador.

 

E o cerco vai se fechando em torno do Bom Velhinho, que morrerá em um misterioso acidente, sem que seu corpo venha a ser encontrado e seu “fantasma” pelamburará pelo pantanal matogrossense na companhia do “fantasma” de Colin Chapman!

 

Quem também anda sofrendo um cerco danado é o Charlie Whiting. O teste realizado no Red Bull Ring com a introdução de uma placa de titânio no assoalho dos carros da F1 continua causando polêmica.

 

Segundo o Diretor de Provas da categoria, os assoalhos eram feitos, antigamente, por um metal pesado, por isso eram muito resistentes. As equipes puseram essas peças em alguns pontos da prancha de madeira onde era medida a espessura. Quando peças se soltavam, podiam ser extremamente prejudiciais. Em um cenário possível, estas peças poderiam soltar-se, voar e atingir alguém.

 

Exigir o uso do titânio tem, principalmente, uma razão de segurança. O titânio se desgasta entre duas e duas vezes e meia mais rapidamente que o metal atualmente usado atualmente. Além disso, os carros terão que rodar um pouco mais altos para controlar este desgaste e os times não poderão esfregá-los tanto no chão como no passado. Quanto às faíscas, elas são apenas uma consequência, explicou o “Prof. Girafalez”

 

Ainda na berlinda, Nas últimas semanas, o regulamento do campeonato foi criticado por prejudicar o espetáculo, já que é muito restritivo. Essas críticas aumentaram após Adrian Newey anunciar que passaria a se dedicar a outros projetos dentro da Red Bull, afastando-se da categoria por discordar da quantidade de restrições.

 

Whiting concorda que regras mais simples seriam benéficas ao esporte, mas reconhece que é muito difícil simplificar o atual regulamento. O código esportivo da F1 tem 55 páginas, enquanto o técnico possui 89. O que é mais difícil de engolir são as mudanças de regras no meio do jogo e a última enfureceu praticamente a todos.

 

Na semana passada, o diretor de provas da FIA, Charlie Whiting, enviou um comunicado às equipes alertando que novas análises conduzidas pela entidade constataram que o sistema pode ser ilegal.

 

De acordo com o artigo 3.15 do regulamento técnico, nenhuma parte do carro que exerce influência sobre a aerodinâmica pode ser móvel. A suspensão interligada — FRIC, na sigla em inglês — serve para fazer o carro manter uma altura estável em relação ao solo por meio de um sistema hidráulico.

 

Tal recurso foi inventado pela ‘Nega Genii’ quando esta ainda tinha um corpo de engenheiros. O recurso não demorou a ser copiado pelas demais escuderias, mas é a Mercedes quem mais parece temer pelas consequências da obrigatoriedade da retirada do sistema e quer que a FIA esclareça definitivamente a situação.

 

O cenário está em uma busca, um esforço, no momento, é para alcançar um pacto de não protesto durante o GP da Alemanha, neste fim de semana, entre todos os times, até que a situação esteja completamente resolvida. Contudo, ainda não há garantias de que equipes que não utilizam o recurso entrarem com queixa contra as rivais que usam. Pelo sim, pelo não, McLaren e Red Bull já disseram que não usarão. Niki Lauda está uma fera com este assunto.

 

Outra polêmica na qual o ex-mecânico chefe da Brabham se meteu foi no novo sistema de relargadas após a entrada do safety car... parados, como numa largada. Whiting entende que muita gente não goste da ideia por não se tratar de algo convencional — até concorda com isso. Entretanto, acredita que o benefício que deve gerar para o show compensará.

 

O problema é que ele “derrapou” e revelou que o assunto surgiu em uma conversa com “um membro da equipe McLaren”. Quem terá sido este membro, até agora não se sabe, mas a novidade já foi aprovada pelo Conselho Mundial da FIA e passará a valer na temporada 2015. Uma coisa que certamente vai preocupar as equipes é que, os carros ficarão parados por algum tempo, sem receber ar frontal e isso deve fazer subir as temperaturas dos componentes do carro, além de exigir um sistema de embreagem melhor, mais robusto e eficiente. Vai dar problema...

 

Voltando ao ponto das “regras complicadas”, este foi o motivo de mais um “piti” do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo. Para ele é preciso que se faça algo urgentemente. As regras estão muito complicadas e os pilotos parecem ter se tornado taxistas. Eles ficam pensando em economizar combustível e pneus em vez de pensarem em como serem rápidos, e as equipes precisam ficar se decidindo o quanto de combustível consumindo e o quanto os pneus estão se desgastando.

 

Na sua visão, hoje os telespectadores que estão nas arquibancadas ou estão na frente de suas TVs não entendem o que realmente está acontecendo na corrida e é por isso temos que fazer alguma coisa. Em corridas o melhor piloto que guia o melhor carro é quem vence.

 

E ele foi mais além: disse que a FIA e Bernie Ecclestone nãofizerem nada para mudar a situação, ele mesmo o fará! Bem... ele poderia começar fanzendo com que sua equipe, seus engenheiros, aerodinamicistas e técnicos construíssem um carro decente para entregar ao ‘Príncipe das Lamúrias’. Assim todos parariam de chorar.

 

Mudando um pouquinho de assunto, na recente sessão de testes em Silvesrtone, a Pirelli apresentou um novo pneu, com uma roda de aro 18 e perfil baixo, algo que temos visto cada vez mais nas ruas. Atualmente, a F1 utiliza pneus de 13 polegadas, mais resistentes, porém a categoria pensa em mudar por questões de atualização e estética.

 

No entanto, parecia improvável que a novidade da fornecedora italiana de pneus aparecesse oficializado até pelo menos 2017. Mas Paul Hembery, diretor da Pirelli, disse que a companhia tem capacidade de estar pronta para a mudança já em 2016. Para a GP2, a Pirelli pretende usar até mesmo aros de 19 polegadas. Se for pra o pneu deixar menos “farofa” na pista, tá valendo.

 

Agora, no fechamento da coluna, está rolando pelos sites de automobilismo a mais nova “brecada” que o automobilismo tomou. Depois de ver o FOXBOLA ridiculamente passando o mesmo jogo nos seus dois canais e ignorando os fãs da NASCAR, agora a TV que é dona dos direitos de transmissão anunciou em sua grade de programação, no site, que destinará apenas 20 minutos para os treinos da F1 no sábado. Das 09:48 às 10:08. Ou seja: fará um “compacto”  de 2 minutos do que aconteceu no Q1 e Q2, 12 minutos de Q3 e uns 2 minutos de fechamento com imagens dos carros parando e 4 minutos de comerciais. É... o Mickey Mouse dá mais IBOPE que o ‘Macarroni’. Dureza mesmo foi ficar sabendo que ele, o narrador afônico, que tinha anunciado sua aposentadoria para o final da copa, anunciou, de viva voz, que renovou contrato com a emissora até a próxima copa! Parodiando nosso amigo e antigo colunista do site, Toni Vasconcelos, “choremos”.

 

Vocês viram ou leram a notícia do casamento do ‘Paquito’ Rosberg? Não vi as fotos... quem entrou de branco e de bouquet na mão?

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva