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São Tomé e a D. Carochinha PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 11 June 2014 23:18

Caros amigos, acredito eu que alguns dos respeitáveis leitores desta humilde coluna tiveram a oportunidade de ouvir estórias contadas por seus pais ou avós antes de dormir. Entre elas, as “estórias da Dona Carochinha”, que encantavam o tanto quanto eram inverossímeis.

 

Eu tive esta oportunidade... e – ao menos na minha tenra infância – elas muito me encantavam. O problema é que nós crescemos, nos tornamos adultos e em muitos episódios das nossas vidas ainda temos que escutar estórias que parecem ter saído do mesmo autor (ou autora).

 

Outro “livro” que faz parte da minha vida desde a infância e que me acompanha nos dias de hoje é a Bíblia Sagrada; uma leitura que recomento até para Ateus e Agnósticos como referência histórica. Nela, em uma das passagens, no Evangelho de São João, há a narrativa da aparição de Jesus – após sua “morte na cruz” – diante dos apóstolos (à exceção de Tomé).

 

Depois, quando relatado sobre o ocorrido, Tomé duvidou dos relatos dos seus companheiros e disse que só acreditaria se visse o que eles viram com os próprios olhos e tocasse nas feridas dos pregos e da lança com seus dedos. Daí o conhecido ditado: “Sou como São Tomé: só acredito vendo”.

 

O estimado leitor já deve estar ficando sem paciência para ver aonde quero chegar, correto? Então vamos aos fatos e vejamos se chegamos às mesmas conclusões.

 

Neste último final de semana tivemos dois grandes eventos de automobilismo de nível nacional separados por cerca de 200 Quilômetros: A etapa do Campeonato Brasileiro de Marcas, em Goiânia, e a Etapa da Fórmula Truck, em Brasília. Este fato, por si só, já me gera uma angustiante revolta pelo fato da CBA permitir que isso aconteça. Não pelo fato de choque de datas, o que – EVENTUALMENTE – não tem como ser evitado, mas pela união do choque de datas e da distância entre os locais da competição, mas voltemos ao ponto.

 

Enquanto a competição em Goiânia acontecia no reformado e modernizado autódromo da cidade, a etapa dos caminhões tinha como palco o remendado autódromo de Brasília, que há alguns anos ouve as promessas de que uma grande reforma será feita e que a praça de eventos será a mais moderna do país, atendendo as condições necessárias para receber o campeonato mundial de Motovelocidade.

 

A pergunta que eu e qualquer pessoa com o mínimo de bom senso faz é: quando isso vai acontecer? Sim, porque uma reforma que terá tamanho vulto – e custo – demandará tempo e o trabalho em Goiânia levou cerca de um ano para ser concluído.

 

A questão é que tivemos agora, no dia 8 de junho, corrida na capital federal... e teremos corridas no final do calendário, entre novembro e dezembro. Como vão ser feitas obras do tamanho que se projetam ser feitas em um tempo tão exíguo? Ainda mais se tratando de um ano eleitoral e onde, o “incentivador da ideia” – o atual governador Agnello Queiroz – não estará no governo para “colher os frutos” do projeto.

 

A Federação Internacional de Motociclismo tentou – em vão – incluir uma etapa no Brasil do seu principal campeonato junto com a Dorna, promotora do evento. Como o autódromo não foi reformado, não teve acordo. Ficou a promessa para 2015... E aí, vai acontecer? Como disse São Tomé: “só acredito, vendo”!

 

Afinal, depois da parada do calendário nacional de velocidade, no início de dezembro, teríamos outro intervalo de quatro ou cinco meses até que as competições retornem e, pior, a FIM certamente não vai esperar ver as coisas acontecer como no final do ano passado e início deste ano, ainda mais com o “belo exemplo” que estamos dando com “a copa mais desorganizada de todas as copas”!

 

Mas ainda temos mais: Na semana passada, o sorridente presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, em companhia do ‘baco-embriagante’ presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional, Nestor Valduga, estiveram no meio de um matagal, nos fundos da Baía de Todos os Santos, cerca de 70 Quilômetros de Salvador, onde foi cedida (segundo release da CBA) uma área de um milhão de metros quadrados para a Federação Baiana De Automobilismo em detrimento da destruição do kartódromo de Lauro de Freitas, onde vai ser construído o centro de excelência de treinamento das nossas equipes de Judô.

 

Segundo a nota, a federação local pretende construir uma pista de velocidade na terra, um kartódromo e ainda deverá haver uma pista de Motocross. O plano ainda prevê (no futuro) a construção de um autódromo.

 

A questão é que esta área é uma reserva de preservação da Baía de Todos os Santos – como deveria ser todos os entornos das baías – e certamente o IBAMA e os orgãos estaduais do meio ambiente criarão todos os empecilhos do mundo para que este projeto siga adiante.

 

Talvez seja ceticismo demais da minha parte, mas assim como disse São Tomé: “Só acerdito vendo”!

 

Enquanto isso, no Balcão do Cafezinho...

 

Ainda sobre aquela conversa que vem rolando há meses por aqui – o tal do corte de gastos e do ‘teto orçamentário’ da fórmula 1 – o nosso futuro presidiário, o Bom Velhinho, planeja cortar um dos três treinos livres realizados em fins de semana de corrida a partir de 2015 para poder fazer um corte de gastos na categoria e assim, ajudar tornar mais barata a participação no Mundial.

 

A coisa funcionaria da seguinte forma: na sexta-feira, haveria apenas um treino livre – o da tarde – e este acontecendo mais no final do dia, para que os compromissos das equipes com a imprensa ocorram também na sexta-feira ao invés da quinta-feira, como o é até agora. passem a ser realizadas na sexta. O horário do treino foi pensado para que mais pessoas tenham tempo de sair do trabalho e ir ao autódromo acompanhar a sessão, o que – teoricamente – aumentaria o público nas arquibancadas e proporcionaria às equipes a economia com uma diária de hotel, com a postergação das atividades (o que é conversa pra boi dormir, uma vez que todo mundo chega na terça-feira).

 

Passando a ideia para a ponta do lápis, Dessa forma, além dos gastos em colocar os carros na pista por dois treinos na sexta-feira e que – segundo as informações das equipes componentes do “Grupo de Estratégia” – uma volta com um motor de um carro da categoria funcionando custa cerca de mil euros, um dia a menos de gastos com estadia e alimentação para os funcionários das escuderias também seria cortado das despesas. 

 

Todas partes integrantes – o baixinho narigudo inclusive – concordou com a medida. Agora, para que isto entre em vigor, a alteração precisa ser aprovada agora pelo Conselho Mundial de Automobilismo, órgão da FIA... o que certamente o será! Pior para os pilotos de testes, que terão menos pista e mais simulador.

 

Mais uma corrida e mais uma série de decepções e explicações pelos lados da Ferrari. Segundo ‘Capo’ Marco Mattiacci o resultado do GP do Canadá, definitivamente, não foi satisfatório e o time precisa que o esforço seja ainda maior para que os pilotos tenham um carro em condições de brigar por resultados melhores.

 

O italiano ‘diagnosticou’ que, não importa o tipo de circuito. O carro não anda bem! Mas que ainda não seria hora de ‘jogar a toalha’, desistindo do atual campeonato e começando a trabalhar o carro de 2015... se bem que ele já deve ter pesquisado o passado recente da equipe e visto que, há alguns anos Maranello tem feito isso e não tem dado certo.

 

Uma possível solução para os problemas ferraristas seria a contratação de Adrian Newey, mas o projetista da Red Bull acabou com as especulações e – depois de muitos rumores – renovou seu contrato com a Red Bull. Contudo, a partir de 2015 as coisas serão diferentes: Newey vai se dedicar a novos projetos de tecnologia, até mesmo envolvendo aviação!

 

Apesar desta mudança, ele afirmou para a ‘Autosport’ que não vai se desligar completamente da equipe de Fórmula 1, passando a ser um ‘Mestre Yoda’ para os engenheiros que irão cuidar dos projetos dos próximos carros da equipe, inicialmente analisando a estrutura de engenharia que será comandada no futuro e aí, uma vez que estiver completamente comprometido com novos projetos, assumir uma posição mais ‘por trás’ do departamento. O cara parece ter ficado de saco cheio de ter que lidar com as restrições dos regulamentos.

 

Mas se a Red Bull pode vir ou não a ter problemas com seus projetos futuros, a ainda não nascida equipe americana de Gene Haas parece estar cada vez mais confiante (ou sem noção do tamanho da encrenca que tem pela frente) para a sua estreia em 2016.

 

Uma importante mudança de gerenciamento foi tomada com o encerramento das negociações do a Dallara, com quem – inicialmente – o carro seria desenvolvido. Agora, a ideia é a de atrair uma ou mais empresas para fazer uma “parceria tecnológica” para o fornecimento de peças em grande quantidade.

 

O Gene Haas afirma ter 50% das condições prar produzir o carro, mas reconhece que a quantidade de peças pequenas e o custo delas é algo complicado. Além disso, nesta conta não estão incluidos os motores. Agora, além das conversas que já estavam de certa forma adiantadas com a Ferrari, no Canadá houve um contato também com a Mercedes.

 

Ainda sobre a sua nova equipe, Haas diz que pretende ter no time um piloto com experiência nesta nova forma que está a Fórmula 1 para ser o primeiro piloto e apostar num jovem valor americano para ser o segundo no time. Com isso, fica mais distante a possibilidade de vermos a ‘marrentinha’ Danica Patrick no volante de um os carros, algo que o Bom Velhinho certamente gostaria. No momento, tudo apontaria para o piloto de testes da Caterham, alexander Rossi.

 

Uns podem estar de saco cheio, outros com o saco (de dinheiro) vazio. É o caso da Millennium, operada pela Delta-ADR, que competiria na classe LMP2, mas que – devido a problemas financeiros – retirou sua inscrição para as 24 horas de Le Mans deste ano.

 

A equipe estava esperando pela chegada de um aporte financeiro que garantiria a viabilidade da operação. No último sábado, e o caminhão do time estava inclusive preparado para a viagem da Inglaterra para a França... mas o dinheiro não apareceu. Sem money, no honey e assim, o diretor-geral Simon Downson não viu outra escolha a não ser abrir mão da participação da corrida.

 

A equipe já havia ficado de fora das duas primeiras etapas da temporada do WEC, em Silverstone e em Spa-Francorchamps, mas não desistiu de correr na temporada, planejando estar em ação disputar o Mundial de Endurance, mas quer realizar uma prova da European Le Mans Series em Spielberg antes de viajar para os Estados Unidos para as 6 Horas do Circuito das Américas.

 

Mas o café ferveu mesmo foi com a discussão sobre o acidente entre o Macarroni e o Pancho Villa na abertura da última volta da corrida em Montreal. Afinal, quem teria sido o culpado pelo acidente?

 

Muita gente não hesitou em atribuir a culpa ao brasileiro, acusando-o de “braço duro”, dizendo que ele tinha que se aposentar e que ele foi, é e sempre será um perdedor. Só que algumas horas depois, foi o mexicano o apontado como culpado e sendo punido com a perda de 5 posições no grid para o GP da Áustria.

 

Enquanto a Williams considera o Pancho Villa responsável pelo acidente, a KBR (Kid Bengala Racing) discorda totalmente, dizendo que seu piloto foi sim uma vítima na colisão. Sabe aquela conversa de trânsito de que “quem bate atrás está errado”? Eles defendem que o seu piloto estava tentando defender a sua posição, que o colocaria num excelente 4º lugar.

 

Discussões à parte, o grande rolo sopre a decisão é que a punição ao mexicano teria sido resultado de uma ação revanchista! Em Montreal, o ex-piloto Derek Daly era o convidado a compor o grupo de comissários, mas a reunião que apontou o o piloto da KBR como responsável pelo acidente contou com a presença de Adrian Fernández. Ex-piloto da Indy e ex-agente do compatriota, mas onde a relação profissional dos dois chegou ao fim de forma conflituosa dois anos atrás.

 

Charlie Whiting, diretor de prova da FOM, afastou a suspeita de conspiração e afirmou que Fernández estava na sala como ouvinte já que vai compor o quadro de comissários no GP da Rússia. Será que o Pancho Villa vai ser punido por lá também?

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva