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A guerra está declarada! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 28 May 2014 22:51

Caros amigos, praticamente dois meses atrás o meu primo, Mauricio Paiva, antecipou em sua coluna aqui no site (leia aqui) a guerra que estaria prestes a ser deflagrada dentro da equipe Mercedes, entre seus pilotos – Lewis Hamilton e Nico Rosberg.

 

Nico Rosberg foi o piloto alemão que a Mercedes trouxe como aposta para o futuro da equipe, ao lado do retornado da aposentadoria Michael Schumacher, a quem engoliu sem a menor cerimônia e fez com que o hepta campeão voltasse à vida fora das pistas. E para o seu lugar, o diretor contratado do time, Niki Lauda, contratou Lewis Hamilton, com quem Nico correu nos tempos de kart... e andou atrás.

 

Mesmo tendo vencido duas corridas em 2013 contra uma de Lewis Hamilton, Nico Rosberg ficou atrás do companheiro na pontuação final do campeonato. Nico era mais constante, Lewis mais rápido, só que tinha problemas sérios com os pneus... que mudaram para 2014, junto com todo o regulamento.

 

Se lembrarmos bem, Lewis Hamilton cravou a pole para a abertura do campeonato na Austrália. Um problema mecânico, na “unidade de força” tirou-o da prova, abrindo caminho para uma vitória tranquila de Nico Rosberg. Contudo, depois disso, foram quatro vitórias do inglês nas dobradinhas que a equipe fez. Estes resultados deram a Lewis Hamilton a liderança no campeonato.

 

Desde a acirrada disputa no Bahrein que os sinais de que as coisas ficariam mais complicadas apareceram. No GP da Espanha, a diferenciação de estratégias, que permitiu a briga nas voltas finais, com Rosberg estando com pneus mais macios, o que – em teoria – daria ao alemão uma certa vantagem talvez tenha deixado Hamilton insatisfeito, mas nada se falou – abertamente – até a chegada das equipes no principado.

 

Durante os treinos, a equipe alemã dominou a concorrência como de costume, mas na hora daquele que valia tudo, que valia a pole Nico Rosberg teve seu “momento Michael Schumacher” quando, depois de marcar a volta mais rápida “errou” na tomada da curva Mirabeau e provocou uma bandeira amarela, impedindo que Lewis Hamilton pudesse tentar superá-lo.

 

A Fúria do piloto inglês, que anos antes, na McLaren, chegou num “estado de guerra” contra o então bicampeão Fernando Alonso – sendo ele um estreante na categoria – voltou com tudo e as declarações sobre o possível erro do seu companheiro de equipe não foram nada amistosas. A guerra estava declarada!

 

Dentre tudo o que Lewis Hamilton falou, uma chamou atenção, quando ele respondeu uma pergunta de um jornalista referindo-se a disputa entre Senna e Prost na McLaren, questionando se um dia eles sentaram para conversar. Contudo, dizer que gostou do jeito como o Senna lidou com a situação e que achava que poderia se basear nessa página de seu livro levou todos a pensar num “vai ou racha” na Saint Devote, primeira curva do circuito urbano, reeditando o que aconteceu em Suzuka, em 1990.

 

A equipe adiou a coletiva de imprensa que normalmente organiza após as classificações, com o diretor-executivo Toto Wolff e os dois pilotos, até que saísse a decisão dos comissários com relação à saída de pista de Nico Rosberg, julgando se a manobra teria sido acidental ou intencional, mas independente disso, avisou que nem Lewis, nem Nico participariam dacoletiva porque “precisam comparecer à eventos”.

 

O que aconteceu na verdade é que os dirigentes, Toto Wolff e Niki Lauda, tomaram uma atitude drástica, chamando os pilotos para uma conversa a portas fechadas, naquilo que deve ter sido uma grande chamada de atenção para ambos, lembrando-os dos interesses da equipe que, até aquele momento, vinha deixando a disputa entre os dois ser franca e aberta, sem ordens de boxes.

 

Para a largada – e para a corrida – a ação dos dirigentes deu certo. Os dois passaram incólumes pela primeira curva após a largada e mesmo depois do Safety Car, não houve nenhuma ação kamikaze. No final da corrida, com um insólito cisco no olho esquerdo, Lewis teve que se preocupar mais em ver a pista com um olho só e segurar o Ricciardo, apesar de que, numa conversa de rádio, ele desprezou a informação sobre o piloto da Red Bull e pediu informações sobre Nico. No pódio, os pilotos sequer se cumprimentaram, deixando claro que o relacionamento entre eles está comprometido.

 

Ainda faltam dois terços da temporada para serem disputados e a próxima etapa, no Canadá, será num circuito onde pontos para ultrapassagem não faltarão... bem como pontos para que os dois acabem “trançando as rodas”. Nico – diante da imprensa – disse que eles vão sentar juntos e conversar, como sempre fizeram e que este método curou feridas do passado, nos momentos difíceis que tiveram nos tempos do kart. Segundo o alemão, conversaram e superaram os problemas, com muito respeito.

 

Será que vai funcionar agora?

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

Depois de mais uma corrida complicada, onde Kimi ‘tomotodas’ teve um grande azar e depois um “‘tilt’ por abstinência” e onde o ‘príncipe das lamúrias’ foi pra lá de apagado, o novo chefe da casa do caos italiana – Marco Mattiacci – acredita que a equipe precisa de mudanças fora da pista para que seus resultados mostrem diferenças reais no desempenho dos carros. 

 

Desde a sua aparição, no GP da China, esta foi a primeira vez desde que chegou ao comando do time de Maranello, há pouco menos de dois meses atrás, que o novo ‘Capo’ da Ferrari falou em algo concreto: a tomada de decisão tem de ser mais rápida. Algo que depois do desmanche da estrutura com Todt-Brawn-Bryne-Schumacher deixou de acontecer.

 

Certamente Marco Mattiacci sabia que o desafio que teria pela frente como novo chefe da equipe Ferrari não seria fácil, mas mesmo sendo italiano, talvez não tivesse a dimensão do tamanho do problema que teria nas mãos. Mudanças profundas afetarão não apenas a metodologia de trabalho e a organização geral para fazer a equipe ficar mais rápida não apenas na pista, mas também na tomada de decisões.

 

Contando com o apoio irrestrito de Luca di Montezemolo e de dizer que a equipe conta com um ótimo corpo técnico, Mattiacci acredita firmemente que não vai medir esforços em melhorar esta estrutura buscando pessoas que podem adicionar valor ao time e melhorar a Ferrari, trazendo de volta os tempos de vitória.

 

Com todos os problemas vividos nas hostes vermelhas, ao menos uma boa notícia... de forma indireta. Um piloto oriundo da academia de pilotos da Ferrari – Jules Bianchi – operou um verdadeiro milagre, apesar de que há tempos uma corrida não havia tantos abandonos e apenas 14 carros ao final de uma corrida na Fórmula 1. Pela primeira vez, desde 2010, uma das equipes chamadas “nanicas” conseguiu terminar a prova na zona de pontos.

 

Talvez para a Ferrari isso nem faça tanta diferença assim, mas para a Marrússia, os dois pontos conquistados em Mônaco possam render até 50 milhões de dólares, algo que nenhum piloto levaria para lá em uma temporada.

 

Uma equipe que termine entre as dez primeiras fatura (como a Marússia conseguiu em 2013) dez milhões de dólares como premiação. Porém, se a equipe terminar no top-10 em dois anos num espaço de três, recebe 30 milhões, devido a mais 20 milhões provenientes da colocação no Mundial de Construtores.

 

À frente de Sauber e Caterham, se conseguir manter a nona posição, no entanto, a Marussia receberá 50 milhões. Seriam dez por ficar entre as dez primeiras e mais US$ 40 milhões pela colocação no Mundial de Construtores (15 pelo décimo lugar em 2013, mais 25 pela nona posição em 2014). Uma conquista enorme para quem “sobrevive” na categoria.

 

Por falar em sobrevivência, Segundo o site 'Motorsports.com', a Haas vai mesmo segurar sua estreia na F1 até 2016. Como a equipe tem um acordo com a categoria válido por dois anos, podia escolher inciar seus trabalhos na pista em 2015 ou 2016.

 

Embora o dono da equipe, Gene Haas, tenha deixado claro que o plano era desde o início estar no Mundial em 2015, o tempo foi curto demais para uma equipe que saísse do zero. Uma sede para a área de operações de F1 da Haas está sendo construída em Kannapolis, Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

 

Depois de ter apresentado alguns progressos e na corrida de Mônaco ter colocado a Red Bull do ‘Ricardo Sorriso’ novamente como “a melhor resto”, além de quase ter feito o milagre da Caterham pontuar, a vítima dos mau funcionamento das unidades de força da Renault foi o ‘Darth Vettel’.

 

Apesar do problema com o carro do tetra campeão do mundo, Rémi Taffin, chefe da Renault, declarou que a etapa do Principado foi onde os motores franceses se mostraram mais competitivos, mas frisou que é preciso seguir trabalhando para melhorar a performance. Contudo, o campeão do mundo não deve estar nada satisfeito . Nem ele e nem a equipe e as coisas começam a caminhar em uma direção alternativa.

 

O desempenho dos motores V6 turbo franceses na temporada 2014 da F1 pode decretar o fim da parceria entre Red Bull e Renault. De acordo com o ‘Sport Bild’, publicação de grande tiragem na Alemanha, a equipe austríaca dos energéticos parece estar pensando seriamente em trocar de fornecedor.

 

Pelo menos foi o que andou falando o ‘mala sem alça’ da equipe, o “consultor” Helmut Marko, eventual ‘leão de chácara’ do ‘Darth Vettel. Segundo o ex-piloto da BRM, a Red Bull vai avaliar o progresso feito pela Renault no fim de semana do GP da Áustria, prova em que o time vai “correr em casa”. Este parece ser o prazo limite para que o futuro seja decidido.

 

Só tem um problema nisso tudo: quem seria o fornecedor? A Ferrari e a Mercedes não dariam “munição ao inimigo”. A Honda tem – inicialmente – um contrato de exclusividade com a McLaren. A solução alternativa teria que passar, obrigatoriamente, pela entrada de um novo fornecedor de motores... e é justamente isso que pode acontecer. A aposta estaria na Volkswagen, que já está em outras categorias, com motores que tem uma tecnologia similar à F1, no entender dos austríacos. Agora, se a montadora vai encarar essa briga...

 

Mas se na Fórmula 1 a entrada de “sangue novo” pode ser algo pouco provável, no Mundial de Endurance as coisas caminham de uma forma diferente. A categoria vai ganhar mais uma montadora a partir da temporada 2015. A japonesa Nissan vai se juntar à Audi, Toyota e  Porsche na principal categoria, a LMP1, o que elevaria a disputa de 6 para 8 carros (sim, porque a Rebellion não conta, né?).

 

A montadora japonesa já garantiu lugar no grid das 24 Horas de Le Mans deste ano. Na tradicional corrida, com um modelo “Delta” que será guiado pelo trio formado por Lucas Ordoñez, Wolfgang Reip e Satoshi Motoyama, mas para o ano que vem o design do Nissan GT-R LM NISMO, que é um projeto global, foi o escolhido.

 

A alta diretoria e o corpo técnico da montadora japonesa estão muito confiantes no projeto que estreará em 2015, apesar da consciência de que não será simples conquistar bons resultados e que o trabalho a ser feito na parte técnica até o ano que vem não será pequeno. Contudo, o clima de confiança (deles) e esperança (nossa) é total.

 

O que parece ser mesmo uma discussão sem esperança é a das possíveis soluções para a redução dos custos na Fórmula 1. Este assunto tem estado aqui na coluna há algumas semanas e uma proposta voltou a surgir nas discussões: venda de chassis! Quem levantou a ideia foi a Red Bull e – pasmem – a Ferrari, historicamente contrária a esta solução.

 

A Red Bull tem total interesse nisso por ser dona de duas equipes na categoria. Inclusive, em 2008 as duas equipes foram alvo de comentários quando a “equipe-B” usou um carro bem parecido e desenhado por Adrian Newey no ano anterior, graças a uma brecha do regulamento.

 

Liberar a compra de carros de outra equipe permitiria que novos times entrassem com mais facilidade na F1, sem precisar fazer um grande investimento em tecnologia para construir um carro próprio. A oposição à ideia, claro, sempre foi grande. Inclusive por parte da Ferrari, mas Luca di Montezemolo vem pensando de forma diferente há algum tempo.

 

Entre os opositores estão Williams e Mercedes. Claire Williams afirmou que isso vai de encontro à natureza da categoria, esquecendo-se que por anos o seu pai comprava chassis da March. Já Toto Wolff, o diretor-executivo da Mercedes, ressaltou que o Mundial de F1 possui uma competição de construtores e não se mostrou 100% contrário, mas acha que que essa medida só deve ser considerada caso a categoria perca mais equipes e fique com grids pequenos demais. E assim, a discussão sobre o assunto dos custos continua no bla bla bla.

 

Quem saiu do falatório e agiu foi a Mahindra, equipe indiana que anunciou nesta semana a presença de Karum Chandhok e Bruno Senna como seus pilotos na temporada de estreia da F-E. Esta será a terceira vez que a dupla defende as mesmas cores, uma vez que eles foram companheiros de equipe na ISport em 2008, na GP2 e na Hispania em 2010 na Fórmula 1.

 

Com este anúncio, a Mahindra é a terceira das dez equipes confirmadas para participar do campeonato que definiu seus pilotos. Antes dela, a Audi já tinha anunciado Lucas di Grassi e Daniel Abt, e a Virgin confirmado um acordo com Jaime Alguersuari e Sam Bird. A temporada da F-E começa com a etapa de Pequim, no dia 13 de setembro. A do Brasil será no Rio, dia 15 de novembro.

 

Mas o melhor “anuncio” desta semana veio da assessora de imprensa da família Schumacher, Sabine Kehm, disse que o ex-piloto tem “momentos de consciência e capacidade para interagir”. Isso, segundo informações do jornal catalão 'Mundo Deportivo'. Schumacher continua no Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, sob um doloroso regime de silêncio para seus fãs e de lentos progressos para a família.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva