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O autódromo do fim do mundo PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 30 April 2014 17:05

Caros amigos, quando vemos os calendários do automobilismo brasileiro das categorias ditas nacionais saem, ano após ano, vemos uma concentração das corridas “nos mesmos autódromos de sempre”.

 

As alegações são aquelas de sempre: é longe, não tem boas condições, não são seguros, mas durante duas temporadas, o bom circuito de Santa Cruz do Sul (RS) ficou de fora de todos os calendários importantes. Campo Grande, no Mato Grosso do Sul ainda tem o “fuso horário” contra si, “atrapalhando as grades de programação da TV”.

 

Correr em Caruaru e Fortaleza então, nem pensar! É longe demais, é no fim do mundo! E com isso projetos para promover reformas em dois ótimos circuitos não saem do papel. Afinal, qual seria a justificativa das administrações públicas investir nestas praças sem ter uma possibilidade real de retorno?

 

As vezes falta visão e audácia aos administradores destas praças de esporte para fazer um investimento, apostando em criar um atrativo para fazer com que os olhos se voltem para o seu autódromo. Contudo, podemos também por na conta a fragilidade do nosso automobilismo, que tem visto diversas categorias encerrando suas atividades nos últimos anos.

 

No Estado de Santiago del Estero, A 68 km da capital do Estado, a 87 km de Tucumán e a 1.120 km de Buenos Aires, uma cidade-balneário-spa termal: Rio Hondo. Uma terra onde a natureza - diversa, intensa, sagrada-, convive com tradicionais manifestações culturais, saborosas propostas gastronômicas, serviços para os viageiros profissionais e de negócios, e atrações para os amantes do golfe, da pesca e do automobilismo.

 

As Termas do Rio Hondo constituem o centro termal e spa mais importante da América Latina: 14 lençóis de águas mesotermais para desfrutar muito especialmente durante o outono e o inverno ao abrigo do intenso sol de Santiago. Originadas pelas chuvas do lado este do monte Aconquija, no Estado vizinho de Tucumán, as águas termais de Rio Hondo aliviam e restauram a saúde dos corpos graças às suas propriedades energéticas. O viageiro que descubra o prazer do banho termal - em diferentes centros do lugar e/ou até nos próprios quartos dos hotéis-, receberá a ação direta da temperatura das águas minerais atingindo um relaxamento absoluto; e, em caso de padecer problemas pulmonares, digestivos e/ou reumáticos, obterá uma melhoria notável.  

 

Em 2007 a prefeitura local deu início a construção de um autódromo, com quase 5 Km de extensão, as margens de um espelho de água artificial de 33.000 hectares situado sobre o curso do Rio Dulce, graças ao Dique Frontal e Embalse ali construídos. Era uma aposta para ampliar o leque de atrações da região, que conta também com a pratica do golfe, no Golf Club Rio Hondo, e para os amantes dos esportes náuticos e da pesca os dourados de água doce parecem não se assustar com os barcos, Jet-ski e esquiadores nas águas do lago artificial.

 

O autódromo foi inaugurado em maio de 2008, recebendo as principais categorias do automobilismo argentino. Contudo, os administradores locais enxergaram mais longe e viram a possibilidade de levar para a região algumas das mais importantes categorias internacionais. Assim, buscaram o escritório do designer italiano Jarno Zaffelli, que comandou a reforma executada em 2013 – durando pouco maisde um ano – mas que elevou o circuito da categoria FIA 3 para FIA 2. Junto a um trabalho de bastidores políticos, eles já atraíram para a cidade o WTCC e o Mundial de Motociclismo.

 

Para adaptar o traçado aos rigorosos padrões da FIM, foram necessárias fazer modificações, especialmente na área de segurança e na qualidade das instalações. Assim, foi feita a repavimentação completa do traçado com polímeros de última geração; a construção de áreas de escape com cascalho homologado; a construção e revitalização das vias de serviço; a instalação de tecnologia de comunicação por fibra ótica; além de novas arquibancadas.

 

Enquanto isso, a falta de visão dos nossos administradores “matam” ou assistem – inertes – à destruição dos nossos autódromos.

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

Aplaudida por público e crítica devido à sua atitude de não proferir as infames “ordens de equipe” e impedir a luta aberta entre seus pilotos – especialmente no GP do Bahrein – a Mercedes pode mudar de postura caso alguma situação exija isso. O Diretor-Esportivo da montadora, Toto Wolff ressaltou que, caso seu time se sinta ameaçado pelos concorrentes, adotará uma abordagem mais cautelosa.

 

Até o momento, disputadas quatro etapas do campeonato, a Mercedes vem estabelecendo um domínio incontestável e inabalável sobre os concorrentes. Os “flecha de prata” fizeram todas as poles, todas as melhores voltas e venceram todas as corridas liderando do início ao fim. Só não cravaram quatro dobradinhas porque Hamilton parou com um cilindro quebrado nas primeiras voltas do GP da Austrália.

 

O também diretor da equipe, Niki Lauda, mesmo diante de tal domínio, anda fazendo um discurso do tipo “sandálias da humildade” ao dizer que a Mercedes vencer todas as corridas só fará mal à F1. O austríaco, presidente não-executivo do time, destacou o esforço empregado na construção do carro deste ano, mas espera ver equipes rivais crescerem e curtirem seus momentos de glória. E eu juro que acredito nisso!

 

Ainda sobre a Mercedes, depois de três vitórias e três poles conquistadas e a diferença na pontuação cair para apenas 4 pontos, Lewis Hamilton, no melhor estilo “rei morto, rei posto”, é “o Sebastian Vettel da temporada”, apesar de que a estrutura da equipe é bem diferente do time rubrotaurino.

 

Com números, performance e jeito de quem não vai sossegar na luta para ganhar o seu segundo campeonato mundial da categoria ao volante de uma Mercedes absolutamente dominante, o inglês sabe bem como é viver ali tentando beliscar as migalhas e ter um companheiro de equipe forte. Por isso, impor-se é vital para conseguir seu objetivo. E o ‘Paquito’ que se descabele para reverter a situação!

 

A organização do GP do Brasil anunciou que começa a fazer na próxima quarta-feira (30) a pré-venda dos ingressos para a edição de 2014 da corrida, marcada para 9 de novembro. Essa pré-venda será exclusiva para clientes do Banco do Brasil com cartões Ourocard no site oficial do evento. A venda para o público em geral será realizada a partir do dia 12 de maio.

 

Ao mesmo tempo, foi divulgada também a tabela oficial de preços para o GP deste ano. A entrada mais barata é para o Setor G, na Reta Oposta, e custa R$ 525. O setor de arquibancadas mais caro é o E, no S do Senna, que custa R$ 2.720. Já os ingressos para a área VIP variam entre R$ 3.780 e R$ 11.600.


Durante a pré-venda, as entradas poderão ser parceladas em até 12 vezes sem juros. Depois disso, em no máximo dez vezes para quem possui cartões Ourocard e oito para quem comprar com as demais bandeiras. Quem comprar ingressos durante a pré-venda terá 50% de desconto nas entradas do setor B – de R$ 2.630 por R$ 1.315. Baratinho, baratinho!

 

Quem não está fazendo conta com dinheiro é o governo do Azerbaijão. O ministro da juventude e esporte do Azerbaijão e presidente do Comitê Organizador dos Jogos Europeus 2015, Azad Rahimov, fez o anúncio esta semana, informando que a corrida será na capital Baku, em um circuito de rua, e provavelmente se chamará GP da Europa, com um acordo pelos próximos dois anos. O país, que tem se feito aparecer no cenário esportivo mundial, vai sediar a primeira edição dos Jogos Europeus, no próximo ano.

 

Nos últimos anos, um circuito de rua de 4.4 km em Baku sediou uma etapa do Mundial de GT. Em 2013, o público estimado foi de cerca de 50 mil pessoas. Há uma boa probabilidade de que este seja também o traçado onde correrão os carros da Fórmula 1, embora não haja qualquer confirmação. Caso se confirme, esta será mais uma pista de rua a figurar nos últimos anos da categoria, a exemplo de Mônaco, Singapura, Melbourne e Valência. Nova Jersey e Bangkok  também apresentaram há algum tempo candidaturas para sediar uma etapa do campeonato em 2015, igualmente com propostas para circuitos de rua.

 

O assunto da coluna da semana passada continua rendendo. A carta enviada à União Europeia pelo grupo formado por Force India, Sauber, Caterham e Marussia fez com que a o parlamento do continente passasse a monitorar o sistema de tomada de decisões da Fórmula 1, que conta com a participação do “Grupo de Estratégia”, formado pelas outras equipes – menos a Toro Rosso – além dos ‘tampinhas’ Bernie Ecclestone e Jean Todt.

 

Segundo o jornal alemão 'Bild', a carta tem um conteúdo “bombástico” e numa linguagem clara, dura e direta, expressa a preocupação das equipes de que o “Grupo de Estratégia” da F1 esteja fora da “Lei de Competitividade” da organização. Recentemente o grupo vetou a proposta do presidente da FIA de criar um teto orçamentário a partir de 2015. Bob Fernley, engenheiro da ‘Kid Bengala Racing’, afirmou ao jornal britânico 'The Guardian' que “trata-se de uma situação onde dá-se mais poder e dinheiro a alguns times e desprivilegiamos as outras”. Essa briga ainda vai longe...

 

E por falar em ir para algum lugar, não era neste último dia 24 de abri que começava o julgamento do bom velhinho na Alemanha?

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva