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Written by Administrator   
Wednesday, 23 April 2014 22:52

Caros amigos, a Fórmula 1 pode “quebrar”! A afirmação pode ter um tom alarmista, principalmente quando vemos o tanto de dinheiro que circula na categoria, mas tem um sério fundo de verdade. Contudo, a FIA está de mãos atadas, uma vez que 11 equipes do grid rejeitaram a proposta para um limite de gastos a partir de 2015, segundo revelou Jean Todt.

 

A questão é a seguinte: existe dentro das equipes um tal de “Grupo de Estratégia”. As seis equipes que formam o tal do Grupo de Estratégia da F1 são Red Bull, Ferrari, Mercedes, McLaren, Williams e ‘Nega Genii’. E estas não querem saber de corte orçamentário, apesar da situação financeira de algumas delas ser bem complicada.

 

O grande problema para a FIA é que, sem o apoio dos principais times, e com Bernie Ecclestone (com aquele “casamento amoroso” com Jean Todt) nem um pouco convencido sobre o sucesso que esta redução teria na categoria, muito pelo contrário, O baixinho francês acabou tendo que “ceder território” – pela primeira vez – na sua “guerra” com o bom velhinho. Com isso as medidas não serão incorporadas ao regulamento do próximo ano.

 

Essa decisão deixou os proprietários e dirigentes das demais equipes – Force India, Sauber, Caterham e Marussia – manifestaram-se por meio de uma carta logo após o GP do Bahrein, disputado há duas semanas, expondo as perspectivas sombrias que apontam para cenário de caos caso a iniciativa de se conter gastos não for reavaliada. A Toro Rosso, que é “satélite” da Red Bull, não se manifestou e a carta também mostrava o desagravo com relação às equipes do “Grupo de Estratégia”.

 

A questão pode vir até parar em tribunal na Europa, uma vez que o impasse pode até configurar uma brecha nas leis do velho continente com relação à concorrência e que isso pode ser enquadrado como uma exploração ilegal e abusiva de uma parte dominante, alegando que o Grupo de Estratégia não deve possuir poder regulamentar para decidir sobre as regras e alijar as outras equipes, deixadas sem vez e voto em uma decisão tão importante.

 

No final, a tal carta questiona a entrada de novos times no grid. As quatro equipes afirmam que o processo de escolha não é transparente e nem democrático. A FIA e a FOM estão dando abertura para a entrada de duas novas equipes. A equipe de Gene Haas, dos Estados Unidos e uma equipe “Romena”, de nome “Forza Rossa” que está mais que evidente que será um time satélite da Ferrari.

 

O Tal do “Grupo de Estratégia” não demorou a reagir, defendendo que um teto orçamentário na Fórmula 1 é inviável. E que a medida pode representar um caminho arriscado para a categoria. Honestamente, inviável é continuar a escalada de custos da categoria, cenário que piora a cada ano.

 

Uma coisa é preciso ser reconhecida: as equipes grandes tem consciência de que uma redução de custos é necessária. “O grande questionamento é como fazê-lo. A maneira mais eficaz de se fazer isso é realmente por meio dos regulamentos. Portanto, todos precisam estudar os regulamentos técnicos e esportivos e verificar onde estão os fatores de maior custo”. Essas palavras são de Christian Horner, diretor da Red Bull.

 

Para Toto Wolff, diretor da Mercedes, a imposição de um teto orçamentário geraria um grande impasse, especialmente por conta da negativa de certas equipes. E nós temos de aceitar que os custos precisam diminuir e que é necessário algum limite. Se é por meio dos regulamentos, e isso já se mostrou historicamente eficaz, então, novamente, vamos explorar esse caminho e mudar as regras. E esperar que isso nos ajude a reduzir os gastos.

 

Com a mudança de posição destas duas equipes, a Ferrari, que sempre foi a maior contestadora de controles de orçamento acaba ficando enfraquecida... e aí, se a coisa apertar para os lados de Maranello, certamente Luca di Montezemolo não hesitará em usar o seu poder de veto.

 

A situação é tão crítica que a GPDA, associação dos pilotos se manifestou por uma questão que poderia se considerar inimaginável: os pilotos de algumas equipes estão sem receber salários! Tal situação chegou a suscitar uma possibilidade de greve por parte destes, o que seria – por este motivo – algo nunca visto antes na história deste esporte.

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

O pódio e a pequena reação demonstrada no GP da China serviu para dar uma acalmada no Príncipe das Lamúrias, o Fernando Alonso. Logo que foi anunciada a saída do Stefano Domenicali e a chegada do novo ‘capo’, Matteo Mattiacci, quando teve o microfone diante de si, o espanhol foi duro e seco.

 

“Ainda não tive chance de conhecê-lo. Nem sei se ele está vindo para cá, acho que sim. Será um bom momento para recebê-lo, mas realmente não tenho muito mais a dizer”, afirmou o sincero Alonso, de forma bastante objetiva. “Eu só piloto o carro. Espero que ele seja bom o suficiente para reconhecer quais são os pontos fracos da equipe e quais são os fortes, e espero que possa melhorá-los.”

 

Fernando Alonso parece ter “chutado o pau da barraca”, especialmente porque – até agora – o “Tomo Todas e não to nem aí” não está fazendo a “sombra” que dele se esperava.  Com isso, o espanhol não tem feito a menor cerimônia em expor a sua insatisfação com a constante instabilidade encontrada na Ferrari desde que entrou na equipe, em 2010. Entra ano, sai ano, o cenário é o mesmo... quando não piora. Os carros vermelhos da escuderia italiana mostraram-se distantes dos seus concorrentes... e haja choro!

 

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) “encontrou um culpado” para as falhas no sensor de fluxo de combustível que vêm afetando a Red Bull... e não é o mordomo, o Christian Horner ou o Helmut Marko o responsável pelos problemas que provocaram  a desclassificação de Daniel Ricciardo do 2º lugar no GP da Austrália.

 

Fabrice Lom, Chefe de Engenharia de Motores da FIA, explicou que a entidade identificou que a composição química do combustível fabricado pela Total reage com o lacre do sensor, resultando na falha.  Foi identificada que existe uma junta (um anel de vedação) no sensor que não suporta a composição química do combustível da Total. Com isso o lacre é danificado pelo combustível, o que provoca mal funcionamento no sensor.

 

Isso posto, a culpa não seria da equipe, que poderia recorrer da decisão do tribunal, mas o engenheiro também acredita que mudanças feitas pela Red Bull durante a instalação do sensor também afetaram o funcionamento da peça, alertando que o sensor tem duas conexões, e alguns times – como a Red Bull, por exemplo – estão removendo essas conexões e colocando suas próprias conexões. Aí complica!

 

Na verdade, alem de não conseguir reverter a desclassificação de Daniel Ricciardo do GP da Austrália de F1, a Red Bull ainda terá de arcar com os custos do processo. A informação foi divulgada em um resumo da audiência da última semana publicado pela FIA.

 

Durante os treinos, a equipe austríaca foi alertada pela entidade reguladora que havia indicações de consumo acima do permitido. Contudo, já que acreditava que o sensor fornecido pela FIA para medir o fluxo de combustível estava com defeito – e o equipamento já tinha apresentado falhas ao longo do fim de semana – a equipe decidiu não trocá-lo. Pagou caro por isso!

 

Apesar de ter sido alertada pela entidade que rege o esporte, a Red Bull optou por não fazer nenhuma alteração no carro, já que acreditava que o sensor fornecido pela FIA, que já havia falhado ao longo dos treinos livres, estava com defeito.

 

Interessante foi a postura da Mercedes, que solicitou uma autorização à FIA para participar do julgamento como parte interessada e encaminhou um solicitação à entidade para que a Red Bull fosse punida com mais rigor. A direção da equipe alemã pediu que a equipe austríaca fosse suspensa por 3 corridas.

 

Evidentemente, seria uma excelente forma de eliminar um potencial concorrente.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva