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Bernie: O começo do fim? PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Thursday, 23 January 2014 00:24

Caros amigos, algum tempo atrás, ajudando a minha filha em um trabalho escolar, encontrei para download uma série-documentário da qual lembrava vagamente. Foi algo que assisti ainda criança e falava sobre os horrores da II guerra mundial e um dos episódios tinha como título “o início do fim”.

 

Quando li a notícia do afastamento de Bernie Ecclestone do quadro de diretores da Fórmula 1 por parte da CVC, acionista majoritária da categoria, perguntei-me se esta medida tomada – à revelia do bom velhinho – não seria uma espécie de “Batalha Stalingrado” ou do “Desembarque da Normandia”, as derrotas que o regime nazista sofreu e que foram o começo do fim do sonho de Hittler.

 

Longe de mim, claro, comparar o bom velhinho com o louco austríaco (sim, Hittler era austríaco) que sonhava em dominar o mundo, mas a medida administrativa tomada pelo grupo CVC, tirando de Bernie Ecclestone “a força da caneta”. Pelo que foi decidido, a assinatura de contratos e acordos comerciais não receberá mais a assinatura do bom velhinho (mas não se engane aquele que achar que não terá a influência dele). A partir de agora, esta responsabilidade caberá ao vice-presidente – Donald Mackenzie – ou mesmo ao próprio presidente – Peter Brabeck-Letmathe.

 

O que me espanta é a capacidade de certas pessoas achar que nós, que acompanhamos o automobilismo, seja como torcedores, seja profissionalmente como veículos de mídia, somos idiotas!

 

Por um lado, o próprio Bernie, ao declarar em entrevista o jornal ‘The Daily Telegraph’, que a decisão do seu afastamento já estava tomada “há meses”... e que assim que os “problemas judiciais” no qual ele está envolvido estejam resolvidos, ele estará de volta ao conselho e às funções .

 

Por outro, a CVC, que apesar de “afastar” o bom velhinho do conselho, acredita que é do interesse do esporte e dos negócios da categoria que Bernie Ecclestone continue a comandar os negócios no dia-a-dia, mas sujeito a um maior monitoramento e controle. Por isso, ele continuará presente e comandando a categoria, mas será monitorado (sic).

 

Vão fazer o que? Vão colocar uma tornozeleira eletrônica no bom velhinho? O que mais se parece é que – por enquanto – ele vai ficar quase como uma “Rainha da Inglaterra”, onde a figura dele estará no grid, mas não mais nos documentos e nem nas decisões.

 

O comunicado feito pela assessoria de imprensa do grupo controlador da categoria ocorreu algumas horas após a promotoria de Munique, na Alemanha, confirmar o julgamento do bom velhinho no processo onde ele é acusado por suborno na venda de ações da Fórmula 1.

 

A porta-voz da promotoria de Munique, Margarete Noetzel, anunciou que o julgamento será realizado e é provável que seja iniciado no mês de abril e, deste julgamento, Bernie Ecclestone não deverá encontra a mesma falta de fundamentação do processo que foi aberto no final do ano  passado na Inglaterra.

 

O banqueiro alemão Gerhard Gribkowsky já foi julgado e condenado a oito anos de prisão. Uma coisa que tenho curiosidade é saber se alguém com a idade de Bernie Ecclestone – o bom velhinho está com 83 anos hoje – tem algum benefício para não cumprir ou “relaxar” a pena que vier a ser imposta. Caso não tenha, e vá mesmo para trás das grades, realmente a imagem e a passagem de Bernie Ecclestone passará apenas para a história da Fórmula 1... e que quem vier sucedê-lo consiga administrar a categoria, uma vez que substituir o seu carisma será simplesmente impossível!

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

Tivemos no último final de semana a abertura do Mundial de Rally, com o tradicionalíssimo Rally de Monte Carlo. Neste ano, quatro marcas entram na disputa (Volkswagen; Citroën; Ford; e Hyundai) e a disputa entre os principais pilotos – Daniel Sordo, Sebastien Ogier, Mikko Hirvonen, Kris Meeke e Jari-Matti Latvala – tem um novo membro no time: Robert Kubica.

 

O polonês, limitado para pilotar um Fórmula 1 justamente por conta de um grave acidente numa disputa de rally entre duas temporadas, após um ano correndo regularmente no WRC2 – a “categoria de acesso” – Kubica estreou um carro da equipe principal neste ano... e depois de vencer alguns trechos e de estar bem colocado (3º) ao iniciar o segundo dia, cometeu um erro, bateu na grade de uma ponte e caiu numa vala! Sinceramente, esse cara ainda vai acabar se matando!

 

Sebastien Ogier venceu no final dos três dias de competição e agora o circo do WRC segue para as geladas trilhas da Suécia no início de fevereiro.

 

Se o Mundial de Rally começou com tudo, o “De Cá” terminou “com nada”. Depois de uma disputa acirrada, o líder e o vice-líder Nani Roma e Stéphane Peterhansel estavam com uma diferença de menos de 5 minutos para entrar na última especial, de 157 km. Nani Roma estava na frente (em tempo), mas largou depois. Peterhansel tirava a vantagem quando veio aquela ordem (“Stéphane, Nani is faster than you”) e o multicampeão simplesmente parou seu Mini e assistiu o “vencedor” partir para a vitória, sua primeira com carros (Nani Roma venceu nas motos em 2004).

 

Sinceramente, eu não sei como um cara que ganha uma competição deste jeito comemora, estoura champagne e ainda dá declarações à imprensa do tipo: "Eu não sei se este é o maior esforço que eu já experimentei, mas foi muito difícil. A segunda semana, com etapas duras e longas, não foi fácil. Estou muito feliz com o trabalho feito com Michel (Perin). Vou saborear essa conquista. Dez anos depois de vencer nas motos, ganhar nos carros é sonho que se tornou realidade". Vai ser cara de pau assim no deserto de Atacama!

 

Pra quem achava que não teríamos pilotos nas preliminares da Fórmula 1 – a GP2 e a GP3 – um desfecho de final de jogo mudou o cenário: teremos pilotos em ambas as categorias!

 

Na GP2, o piloto brasileiro será André Negrão. Depois de 3 anos na World Series, na Draco – que é propriedade de seu pai, Guto Negrão – assinou contrato com a Arden, onde andou Luiz Razia em 2012. Havia a possibilidade de assinar com a Carlin, onde correu Felipe Nasr no ano passado.

 

Na GP3, Victor Carbone assinou com a Trident e correrá ao lado do sul africano Roman de Beer. Os trabalhos com a equipe começarão em abril, nos testes em Jerez de la Fronteira. Será o único contato com o carro antes da estreia no mês seguinte, no GP de Barcelona. Carbone depois do kart tentou se estabelecer no automobilismo norte americano, tendo ficado em 6º na Indy Lights no ano passado.

 

Se pelos lados do exterior as notícias foram boas, rumores por aqui levaram os administradores do Velopark a emitir uma nota oficial diante de inúmeros boatos que estão surgindo com força nas redes sociais sobre um possível encerramento das atividades do parque.

 

Os administradores informaram que A partir do início deste ano, a estrutura do parque será utilizada de forma mais enfática pela Academia de Condução Veicular do Velopark, que buscará formar melhores motoristas e profissionais de trânsito para o dia a dia de nossas ruas. Nossa paixão por carros e velocidade continuam, mas agora estaremos também envolvidos com desenvolvimento de melhores atitudes e atividades de educação no trânsito, mas que continuará aberto, recebendo grandes competições e eventos em seu autódromo em 2014.

 

Contudo, o comunicado informou que o kart de aluguel está suspenso provisoriamente, para melhor estruturação de todos os novos projetos do parque, mas que o calendário de eventos do autódromo ainda está sob análise da administração do parque junto aos promotores de cada evento. Era só o que faltava: não bastasse o sinal amarelo do autódromo curitibano, agora essa. Se bem que, a saída do Johnny Bonilla da administração do parque está trazendo efeitos negativos.

 

De volta ao “mundinho fashion” da Fórmula 1, parece ter surgido uma luz no fundo da cova da ‘Nega Genii’. No melhor estilo corintiano, parece que um bando de loucos está disposto a colocar dinheiro na equipe. Esse atende por Saxo Bank. Banco dinamarquês. O anúncio foi feito por Eric Boullier e, tomara, que desta vez se concretize. O Grosjean não merece ficar a pé depois do ano de 2013.

 

Quem também está correndo atrás de dinheiro é Zsolt Gyulay. Se você, amigo leitor não faz ideia de que se trata, ele é o responsável pelo circuito de Hungaroring, que no ano passado renovou sua permanência no calendário da Fórmula 1 até 2021.

 

O administrador defende que o autódromo precisa de uma grande injeção de dinheiro para que possa ser modernizado e que a modernização não pode mais ser adiada, passando pela parte estrutural, obras precisam ser feitas na parte elétrica, nos sistemas de drenagem, além da qualidade do asfalto.

 

Charlie Whiting anda preocupado com a estética. Não a dele, mas a dos carros que veremos já nos primeiros testes na semana que vem. Se o rebaixamento dos bicos de dois anos atrás produziu aqueles “Nariz de Prost” ridículos, que foram amenizados no ano passado, o regulamento deste ano, que baixou a altura dos narizes dos carros de 36,5cm para 18,5cm.

 

Segundo Whiting, eles viram vários designs estranhos para os padrões anteriores, particularmente a ponta do nariz, mas o dirigente não podia dar nome aos bois, apenas adiantou que não podia recriminar as equipes, que estão fazendo seu melhor para adaptar seus carros ao regulamento e obter a melhor performance aerodinâmica. Por isso, estão surgindo com ideias diferentes e os fãs... bem, os fãs vão ter que se acostumar com o que verão.

 

Na semana passada, escrevi sobre o risco de “quebradeira geral” entre as equipes de Fórmula 1. Contudo, apesar de todo “chororô”, o negócio de participar da categoria pode ser interessante pra algumas pessoas. A FIA está conduzindo, desde 2012 um “vestibular” para os candidatos e três grupos se candidataram para montar equipes para entrar no campeonato em 2015, segundo a imprensa europeia.

 

A principal delas é a Haas, de Gene Haas (que não é parente do famoso Karl Hass), sócio de Tony Stewart na Nascar. Nos seus domínios – os EUA – Hass e Stewart recentemente promoveram da fábrica na cidade de Charlotte. Além disso, o dirigente possui empresas em Bruxelas, na Bélgica.

 

O interesse da Haas em competir no Mundial de F1 foi confirmado por Gunther Steiner, envolvido com o projeto. Steiner trabalhou com Jaguar e Red Bull na categoria máxima do automobilismo na década passada.

 

A chegada da equipe americana – sonho dourado do bom velhinho – pode levar a marrentinha Danica Patrick, que pilota para Haas na NASCAR.

 

As outras candidaturas são oriundas do leste europeu. Uma delas tem como interessado o romeno Colin Kolles, ex-chefe da HRT, que conta com o apoio de empresas estatais de seu país e da montadora Dacia, subsidiária da Renault.

 

A Stefan GP, por sua vez, tenta entrar na F1 pela segunda vez. Em 2009, a esquadra do sérvio Zoran Stefanovich concorreu no processo seletivo da FIA, mas foi preterida por Hispania, que naufragou rapidamente num processo que ainda teve a “equipe-fantasma” USF1.

 

E a dança das cadeiras terminou! Depois de anunciar o retorno de Kamui Kobayashi, a Caterham completou sua dupla de pilotos com um novato. A estreia do sueco Marcus Ericsson na Fórmula 1, depois de quatro anos GP2, o sexto na classificação da temporada 2013 foi seu melhor resultado obtido, tem o apoio de seus patrocinadores. Ridículo foi o pessoal da Globo/Sportv anunciarem a volta do “veterano” piloto japonês à categoria.

 

Já o japonês contou com o inusitado movimento que seus fãs fizeram no final de 2012, na tentativa de mantê-lo na categoria. O “Kamui Support” arrecadou mais de 1 milhão e meio de reais. O dinheiro não foi suficiente e Kobayashi acabou disputando o Mundial de Endurance pela Ferrari em 2013. O dinheiro, entretanto, permaneceu guardado e agora vai para os cofres da Caterham. Já pensou se a moda pega?

 

Os pilotos também já definiram seus números. Kobayashi vai com o #10 e Ericsson com o #9.

 

Dos que ficaram a pé, o mais choroso era o finlandês Heikki Kovaleinen. Ele teve uma “chance de ouro”, correndo as duas últimas corridas do campeonato pela ‘Nega Genii’. Sua atuação foi pífia e isso certamente fechou as portas de qualquer equipe, até mesmo a Caterham, onde era piloto de testes.

 

Quem era titular na mesma Caterham e que “melhorou de vida” foi Guiedo Van Der Garde. Ele vai ser o “terceiro piloto” da Sauber para o ano que vem, com a promessa de poder fazer alguns treinos de sexta-feira. É claro que ele levou dinheiro para a equipe suíça, mas aí eu pergunto: e o Antonov de dinheiro do Sirotkin? Alguma coisa deu errado!

 

Por fim, Paul di Resta voltou para o DTM, para correr na Mercedes. Agora o piloto escocês, que chegou a ser especulado como substituto de seu primo na Ganassi, na Fórmula Indy, agora tenta ser o reserva da Mercedes na Fórmula 1.

 

E pensar que na Fórmula 3 inglesa ele derrotou o Vettel...

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva