Classificados

Administração

Patrocinadores

 Visitem os Patrocinadores
dos Nobres do Grid
Seja um Patrocinador
dos Nobres do Grid
Alerta vermelho na F1! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 15 January 2014 21:08

Caros amigos, qual dos nossos estimados leitores não ouviu, ao menos uma vez, a expressão “há algo de podre no reino da Dinamarca”? Contudo, desta feita William Shakespeare não é o autor da peça que começa a ser encenada no número 8 da Praça da Concórdia, em Paris. Ainda faltam dois meses para o início da temporada de 2014 de fórmula 1, mas a Federação Internacional de Automobilismo está preocupada com os destinos da categoria, não apenas para 2014, mas também para os anos seguintes.

 

Devido a esta preocupação, que é partilhada por diversos dirigentes da categoria, foi convocada uma reunião para o próximo dia 22 de janeiro, e que deve ter como palco a cidade de Genebra, na Suiça, ainda com pauta indefinida, segundo publicou a revista Autosport. Contudo, o ponto mais sensível que estaria para ser abordado gira em torno dos custos galopantes que a categoria tem e que está pondo em risco a sobrevivência da maioria das equipes.

 

A ideia de um teto orçamentário não é nova. O presidente anterior da entidade, Max “Chicotinho” Mosley tentou impor às equipes um teto orçamentário de 40 milhões de libras em 2009, o que colocou-o em litígio com boa parte das equipes, com as montadoras que trabalhavam na F1, em especial a Ferrari, e que – junto com isso – atrelou a criação da Fórmula 2, para competir com a GP2, incentivou o nascimento das “nanicas” e junto com o vídeo das chicotadas, cavou sua cova como dirigente da categoria.

 

Embora a ideia de Mosley fosse radical, ela tinha um fundo de razão. Talvez não pelo valo que ele estipulara, mas no sentido de se impor um limite, um teto, aos custos da categoria e assim permitir uma maior competitividade e – principalmente – não apenas a sobrevivência das equipes, mas o crescimento do grid.

 

No ano passado, os chefes da Fórmula 1 concordaram em introduzir um sistema mais rigoroso de controle de custos a partir da temporada 2015. Contudo ficou faltando uma definição sobre o texto final da proposta e o ano de 2014 serviria para que os times pudessem negociá-lo. O tema central dessa negociação estaria em determinar quais áreas seriam cobertas por este novo controle, havendo outras onde haveria liberdade orçamentária.

 

A Ferrari – que tem o “poder de veto”, dado pelo último Pacto da Concórdia assinado – fez uma proposta para a FIA e para as demais equipes onde haveria um “teto orçamentário individualizado”, que levaria em conta os ganhos de cada equipe no mundial. Segundo Stefano Domenicali, que divulgou a ideia, o ponto central seria o equilíbrio entre receita e despesa de cada time para que ele possa “manter as contas no azul”, proibindo-o de gastar mais do que esteja ganhando.

 

Como operador de mercado mobiliário e sócio de um grupo de investimento, nunca aceitaria uma posição desta contra um cliente meu ou mesmo tamanha ingerência sobre meus planos de investimento. Para a Ferrari, esta seria uma posição muito cômoda, onde os grandes e endinheirados continuariam grandes e os pequenos não teriam muitas possibilidades de ascender, a menos que “produzissem um milagre” em suas sedes. E o meu ponto de vista coincidiu com a posição de Eric Boullier, diretor da quase falida ‘Nega Genii’.

 

No caso da ‘Nega Genii’, que não tem grandes recursos financeiros, mas mostraram este ano que podem fazer um carro bom, caso que também podemos enquadrar a Force Índia e, desde que acerte suas contas, a Sauber, o crescimento de equipes como esta, um meio onde um dia esteve a Red Bull, o atual “calo no sapato ferrarista”, tudo o que certamente a Casa di Maranello não deseja é o surgimento de novas grandes equipes e dificultar a vida dos italianos.

 

A grande questão desta reunião vai ser encontrar uma forma de atender a todos os anseios: não podar em excesso o poderio financeiro das grandes equipes, que certamente não vão reclamar em fazer alguma economia e até mesmo engordar o caixa, possibilitar que o talento e não a carteira de patrocinadores dos pilotos dite quem vai chegar à categoria (“you can say, I’m a dreamer, but I’m not only one”), aumentar a competitividade na categoria, independente dos pneus de farelo e – a parte mais difícil – não provocar um “piti” do Luca di Montezemolo e fazer com que ele use o seu poder de veto.

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

Por falar em sonhos, o da ‘Nega Genii’, que já tinha cores de pesadelo, tornou-se real: Gerard Lopez, Diretor presidente do grupo Genii – e consequentemente dono da equipe, pela primeira vez falou abertamente (mais ou menos) sobre a situação financeira e dos novos patrocínios para 2014.

 

Finalmente ele assumiu, em entrevista a publicação alemã ‘'Auto Motor und Sport', que o projeto de aporte financeiro por parte do grupo “Quantum” não tem mais como ocorrer e que o suporte financeiro da equipe virá da parceria com a petroleira venezuelana PDVSA, que veio a reboque com a chegada de ‘nuestro luchador’ volante bolivariano, Pastor Maldonado.

 

O acordo com o Quantum chegou ao fim após uma série de polêmicas de uma nebulosa relação da equipe com o grupo do pseudo americano Mansoor Ijaz. Entre os capítulos, a “preferência do grupo por Nico Hulkenberg (que escapou dessa barca furada), a promessa de saldar o ‘cano’ que deram no Pé de Cana, e no piloto reserva, Davide Valsechi (isso porque o Romain Grosjean não falou nada. Se a equipe alinhar no GP da Austrália, esta será a dupla da equipe. Os diretores – que sobraram – da equipe garantem que vão estar lá... vamos ver.

 

Entre as definições dos lugares restantes no grid, tivemos a confirmação de Max Chilton como companheiro de Jules Bianchi na Marussia, mas o anúncio mais festejado foi, sem dúvidas, o retorno do japonês Kamui Kobayashi, desta feita para a Caterham, que terminou como a última colocada na temporada de 2013.

 

Entre as nossas hostes, apenas o Macarroni vai alinhar no grid. Seu chará, Felipe Nasr, tentou fechar com alguma equipe média, para ter alguma chance de mostrar seu talento. Contudo, perdeu a corrida financeira para a Force Índia com Sergio Perez e no final, para a Sauber, que continuou com Esteban Gutierrez. Ficou “claro” que o dinheiro mexicano é mais veloz que o nosso. Segundo o próprio Nasr declarou no evento de Penha, o plano agora é conseguir uma vaga como terceiro piloto e ter o tempo de simulador que não se tem mais em pista. Correr mais uma temporada na GP2 não faz parte dos planos do brasileiro.

 

E a FIA divulgou os números que pilotos escolheram para usar a partir de 2014. O único que – até agora – é sabido que precisou partir para a segunda opção foi o francês Jules Bianchi. Ele queria o #5, mas esta foi a escolha de Sebastian Vettel, que este ano, como campeão do mundo, utilizará o #1. O francês ficou dom o #17.

 

O Número #13, que não aparecia no grid desde 1976, quando foi utilizado pela piloto britânica Divina Galica, foi o escolhido por ‘nuestro’ querido volante bolivariano Pastor Maldonado. #13, preto... superstições à parte seria mais um mau agouro contra a ‘Nega Genii’ e sua crise financeira? Vejam as escolhas:

 

1. Sebastian Vettel (Red Bull) * Vai usar o #5 quando não for o campeão.
3. Daniel Ricciardo (Red Bull)

44. Lewis Hamilton (Mercedes)
6. Nico Rosberg (Mercedes)

14. Fernando Alonso (Ferrari)
7. Kimi Raikkonen (Ferrari)

8. Romain Grosjean (Nega Genii)
13. Pastor Maldonado (Nega Genii)

22. Jenson Button (McLaren)
20. Kevin Magnussen (McLaren)

27. Nico Hulkenberg (Force India)
11. Sergio Perez (Force India)

99. Adrian Sutil (Sauber)
21. Esteban Gutierrez (Sauber)

25. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso)
26. Daniil Kvyat (Toro Rosso)

19. Felipe Massa (Williams)
77. Valtteri Bottas (Williams)

17. Jules Bianchi (Marussia)
??. Max Chilton (Marussia)

??. Kamui Kobayashi (Caterham)
??. Max Chilton (Caterham)

 

O Macarroni, que amargou um pequeno fracasso de público no Desafio Internacional das Estrelas deste ano. Além de apenas dois estrangeiros terem vindo, das três arquibancadas “populares”, apenas duas foram montadas... e não encheram como no ano passado. A arquibancada VIP ficou as moscas e, na coletiva de imprensa, o piloto deixou em suspense se o próximo evento será realizado ou não em Penha. Em todo caso, o ponto mais questionável foi o estado do asfalto – ver nosso Editorial.

 

E o baixinho está invocado mesmo... se bem que, agora é fácil “virar macho”. Ele disse em entrevista à revista inglesa Autosport acreditar que Fernando Alonso não estava de fora na polêmica manipulação de resultado promovida pela Renault no GP de Singapura de 2008. Cinco anos depois, o brasileiro revelou pensar que o ex-companheiro de Ferrari sabia do plano articulado por Flavio Briatore e Pat Symonds e que, indiretamente, contribuiu para o desfecho daquele Mundial de Pilotos.

 

Quando o escândalo foi revelado, 11 meses depois, e o caso foi a julgamento pela Federação Internacional de Automobilismo, a alegação do bicampeão foi aceita: ele disse desconhecer o plano. Como resultado, Briatore foi banido do esporte, e Symonds, suspenso por cinco anos. Nelsinho Piquet ganhou uma “delação-premiada”.

 

Passados 5 anos Felipe Massa e Pat Symonds vão vestir a mesma camisa na Williams e o reencontro com um dos “responsáveis pelo Singaporegate” não deve ficar esquecido. O brasileiro revelou que pretende conversar com o novo chefe sobre o tema, mas – convenientemente – minimizou a participação do engenheiro no caso. Afinal, brigar com o engenheiro é pedir para que seu carro não ande!

 

O que está em andamento é uma possível solução para o caso circuito alemão de Nürburgring e garantir o futuro do GP da Alemanha. Segundo a Agência Reuters, ninguém menos que o bom velhinho fez uma proposta de arrendamento do circuito.

 

Apesar da negativa por parte da assessoria de imprensa da Nürburgring GmhB, uma empresa do governo do estado de Renânia-Palatinado que endividou-se a um ponto do Parlamento Europeu proibir o governo estadual a investir mais dinheiro no complexo para quitar as dívidas, a entrada de Bernie no negócio pode ser a salvação.

 

Já que o assunto foi para a Alemanha, o alemão Michael Schumacher sofreu uma terceira intervenção cirúrgica. Desta feita, foi removida uma parte da caixa craniana para aliviar a pressão no cérebro, que ainda está inchado. Quem passou por um procedimento semelhante a este foi o brasileiro Cristiano da Mata, depois do acidente que sofreu na f. Indy.

 

Seu estado clínico continua “crítico, mas estável”, mas a equipe médica vai começar a realizar testes no cérebro do alemão na tentativa de localizar exatamente qual foi a área mais danificada. A ideia é descobrir que partes funcionam corretamente e quais estão dormentes. o procedimento realizado traz riscos de “complicações inesperadas”, como novas hemorragias cerebrais e infecção, além de mais danos relacionados a sequelas.

 

De acordo com o neurocirurgião suíço Frédéric Rossi, os riscos “variam de inchaço até sangramento pela abertura da membrana externa do cérebro”. Há mais de 15 dias em coma, a situação da saúde e as perspectivas para o futuro do heptacampeão está cada vez mais sombria.

 

Mais sombrio só mesmo o De Cá, o Rally que continua, ano após ano, tendo baixas entre seus concorrentes e mesmo entre os profissionais que cobrem o evento. Dois jornalistas argentinos morreram em um acidente rodoviário na província de Tucumán, na Argentina, enquanto cobriam a disputa.

 

Em entrevista à agência de notícias 'AFP', Francisco Delgado, responsável pela revista 'Super Rally', confirmou a morte de um estagiário de 20 anos e de um jornalista de 51. No mesmo veículo também estavam os fotógrafos Martín Delgado, de 31 anos, e Rodrigo Quesada, de 36, único não argentino do grupo. Os mortos são Agustín Mina, estudante de jornalismo, e Daniel Ambrosio, um apaixonado por corrida de automóveis.

 

Um dia depois, a organização do Rally anunciou a morte de Eric Palante. O belga, que estava em sua 11ª participação no rali, foi encontrado pelo caminhão vassoura no km 143 da etapa de quinta-feira, que foi realizada entre Chilecito e Tucumán, ambas na Argentina. A quinta etapa do Dakar foi realizada sob um forte calor, com os termômetros marcando 39°C. Muitos pilotos enfrentaram problemas ao longo do percurso e a especial chegou a ser encurtada em 205 km por conta das altas temperaturas.

 

O corpo do piloto de 50 anos foi encontrado no km 143 da etapa anterior. De acordo com a organização do Dakar, as causas da morte de Palante ainda não foram identificadas, mas estão sendo investigadas pela Dra. Anália Castro de Massucco, da província de Catamarca. Ainda segundo os responsáveis pelo rali, nenhum alerta foi emitido sobre o piloto e Eric havia passado pelo ponto de reidratação na tarde de quinta.

 

É difícil terminar a coluna assim.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva