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Choro de véspera! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 01 January 2014 21:12

Caros amigos, nesta primeira coluna do ano, escrita ainda no dia 1º devido as novidades que trazemos para nossos leitores em 2014 vai começar como a virada de ano, com sorrisos, abraços e lágrimas. No caso das nossas passagens de ano, sorrisos alegres, abraços emocionados, lágrimas felizes. Já no caso de alguns dos integrantes do universo da Fórmula 1, Sá risos nervosos, abraços solidários e lágrimas de crocodilo.

 

Um caso específico é o que envolve as três fabricantes de motores turbo para a próxima temporada da categoria: Ferrari, Mercedes e Renault. Concorrentes entre si há mais de uma década, com o retorno dos motores turbo comprimidos de 6 cilindros e 1,6 litros, as mesmas tiveram a “luz de alerta” acesa em suas oficinas quando a McLaren anunciou no meio do ano que, ao final do seu acordo com a Mercedes, no final de 2014, adotaria para a temporada de 2015 motores japoneses da Honda.

 

Seria uma busca da recuperação da hegemonia que propiciou a equipe de Ron Dennis conquistar quatro títulos mundiais em sequência (um com Alain Prost e três com Ayrton Senna)? Se bem que a tecnologia mudou enormemente nestas duas décadas passadas.

 

A volta da Honda para a Fórmula 1 – no meu entender – é algo extremamente positivo, especialmente da forma como ela e a Toyota, montadora igualmente japonesa e que – como a Honda – tinha sua própria equipe, deixaram a categoria diante do abalo da crise econômica que explodiu em 2008, acabaram por deixar um vazio no mundo do esporte a motor. A Toyota voltou antes, mas optou pelo Mundial de Endurance. A Honda, voltou à cena onde entrou pela primeira vez nos anos 60.

 

O motivo dos temores – se é que eles temem tanto assim – está no fato de que as três montadoras europeias estarão estreando seus motores já este ano, enquanto a fabricante japonesa terá um ano para observar, estudar e aprimorar seu projeto, trabalhando no desenvolvimento, assistindo – de camarote – as suas futuras concorrentes usando as 19 etapas do mundial de 2014 como laboratório de testes.

 

O departamento técnico da Honda tem afirmado que sua entrada na “corrida dos motores turbo” começou mais tarde que a dos concorrentes europeus e que isso significa, iniciar uma competição em desvantagem. Segundo os construtores europeus, esta vai ser a maior vantagem dos japoneses, uma vez que tanto Ferrari, quanto Mercedes quanto Renault terão, obrigatoriamente, por regulamento, que “congelar o desenvolvimento” dos propulsores após o dia 28 de fevereiro, a menos que seja para melhorar a confiabilidade, questão crucial uma vez que este mesmo regulamento só permite a utilização de cinco motores por ano para cada carro.

 

Além dos europeus acreditarem que a Honda vai ter uma grande vantagem uma vez que terá um ano inteiro sem a obrigação de limitar o trabalho no seu novo motor, não bastasse isso, nem o mais inocente dos inocentes acredita que a McLaren não irá encontrar meios de fazer com que seu futuro fornecedor de motores venha a ter algum meio de acesso e condição de analisar o comportamento dos motores Mercedes – que andam dizendo por aí estar mais desenvolvido e mais forte que os demais – para que seu futuro parceiro produza um “motor dos sonhos”. Não estranhem se, dentro da equipe de Ron ‘rabugento’ Dennis não tiver “um caminhão de japonês” acompanhando tudo o que puder de perto.

 

Se para a Mercedes o maior problema pode vir a ser o “vazamento” de detalhes técnicos da construção do seu motor, para a Renault a construção do mesmo parece que já tem dado motivos suficientes para dores de cabeça... tanto do seu corpo técnico como dos seus clientes (Red Bull, Toro Rosso, Carterham e ‘Nega Genii’ – se essa não fechar as portas antes do início da temporada).

 

A notícia que corre no meio das equipes é que o trabalho de desenvolvimento do propulsor francês estaria atrasado e haveria um sério risco de não serem entregues para as equipes que o utilizarão prepararem seus carros para a primeira atividade de pista do ano, programada para o final de janeiro em Jerez de la Frontera, na Espanha.

 

A Red Bull, através de Christian Horner, chegou a levantar esta hipótese publicamente e sugeriu que os testes do final de janeiro fossem adiados, o que – claro – foi recusado pela Ferrari e Mercedes. Afinal, se o problema realmente existe e é deste nível de gravidade, “derrubar” o principal concorrente dos últimos quatro anos seria uma vantagem e tanto para italianos e alemães.

 

Seja com for, apesar do inverno, do frio e da neve, normais para esta época no hemisfério norte, podemos ter certeza que a temperatura vai subir nas próximas semanas... e muito!

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

Com o ganho do privilegiado “Poder de Veto” na assinatura do último “Pacto da Concórdia”, onde o bom velhinho teve que – além do molho di funghi, italiano – engolir um sapo enorme, com recheio de Scargot 100% francês, o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, afirmou que amelhor solução para substituir o octogenário mandachuva da Fórmula 1 seria a criação de um “Conselho Gestor”. Para ele, ninguém teria condições de, individualmente, substituir Bernie Ecclestone.

 

Esta foi, além de uma resposta direta ao que o bom velhinho disse algumas semanas atrás quando sugeriu que Christian Horner poderia ser um bom substituto – ideia rechaçada com um misto de sarcasmo e ira por parte de Montezemolo – pode ser levada em um outro sentido.

 

Há não muito tempo, quando as montadoras estavam em peso na Fórmula 1 (Mercedes; BMW; Renault; Honda; Toyota; e Ferrari), antes da crise de 2008, houve um movimento por parte destas que tencionava reduzir os poderes do bom velhinho e a queda de braço que começou a ser travada nos bastidores naquele período chegou mesmo a criar – como hipótese – uma cisão entre as montadoras e a FOM, com a criação de uma outra categoria... o que poderia ser um desastre para a F1, vide o exemplo CART/IRL. Felizmente ou infelizmente, veio a crise financeira, metade das montadoras debandaram da categoria e a temperatura baixou.

 

Montezemolo diz confiar plenamente na capacidade de Bernie Ecclestone em gerir os destinos da categoria por um bom tempo, mas acredita que a criação de um “grupo de governança em que você tem um diretor-executivo comandando o automobilismo, mas que isso não represente domínio e sim várias vozes diferentes”.

 

Apesar desta declaração positiva, aquela crítica de praxe não deixaria de acompanhar a declaração do italiano. Para Montezemolo, Bernie Ecclestone acaba sendo conservador demais em alguns momentos e “alguns conceitos adotados pela categoria nos últimos anos precisam ser repensados”.

 

Dois pontos que tem incomodado muito o dirigente italiano é “a realização de corridas no nada onde não há público”. Montezemolo questiona, com razão, a perda da relação da categoria e das marcas que lá estão, como a Ferrari, com o público. Para ele, de nada adianta falar sobre novas tecnologias e como o espetáculo pode ser melhorado, mas uma coisa está evidente: os mais jovens amam menos os carros e a F1! O outro ponto é que “que as corridas estão ficando complicadas demais de se acompanhar. É preciso trabalhar com a mídia, TV, rádio, impresso e internet e descobrir o que é o correto”.

 

E o Rally Dakar, que virou “De Cá”, por conta dos problemas com as disputas políticas na Mauritânia e as ameaças terroristas está tendo agora que enfrentar os problemas do nosso continente.

 

Rafael Quispe, líder indígena boliviano, está liderando um protesto indígena e exigindo que os organizadores da competição devem obter uma autorização da Tierra Comunitaria de Origen (TCO), órgão que reúne os territórios indígenas da Bolívia, para poderem passar pelo local onde será realizada a especial entre Salta/Uyuni e Calama.

 

No entender do Sr. Quispe, a passagem das motos pode causar danos ambientais à região e afirmou que iria enviar uma carta aos organizadores da prova pedindo que a competição evite passar pelo local uma vez que trata-se de uma reserva onde estão os ovos de avestruz, uma plantação de quinua e existem as vicunhas. Uma consulta prévia, livre e informada, deveria ser feita, bem como um estudo sobre o impacto ambiental.

 

Além da defesa do meio ambiente, os índios também ameaçam barrar a realização da etapa do dia 13 de janeiro em sinal de protesto contra o cerco policial à sede do Conselho Nacional de Ayllus e Markas de Qullasuyu (Conamaq). Falando à imprensa no Palácio do Governo, Evo Morales, presidente da Bolívia, minimizou os protestos e afirmou que é normal que existam alguns opositores ao rali, que passará pela Bolívia pela primeira vez.

 

Essa é a primeira vez – e provavelmente a última se os organizadores tiverem bom senso – que o “De Cá” passará pela Bolívia.

 

E o ano fechou colocando toda a comunidade do automobilismo em estado de apreensão por conta do acidente de Michael Schumacher numa estação de esqui na França.

 

Tudo indica que o alemão, em busca de mais emoção, foi atrás de um “caminho alternativo”, fora das trilhas balizadas para as descidas da montanha.

 

O estado de saúde do alemão ainda é grave e não se sabe que consequências serão identificadas após a sua retomada da consciência. Schumacher segue em coma induzido depois de já ter passado por duas cirurgias. O multicampeão agora corre pela vida!

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva