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Botaram fogo no circo! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 22 November 2013 08:53

Caros amigos, depois que a Red Bull acabou com as especulações e anunciou Daniel Ricciardo como substituto de Mark Webber, a Ferrari dispensou o Macarroni para contratar o Kimi ‘Tomotodas’ Raikkonen e a vaga na ‘Nega Genii’ aberta pelo finlandês ficou “para quem tivesse o cheque mais gordo” – no caso ‘El volante bolivariano’ Pastor Maldonado – a “dança das cadeiras” parecia ter dado uma “acalmada”, tipo aquela arrumação natural das melancias com o andar da carroça... nada disso: de uma semana pra cá, o circo – da F1 – pegou fogo!

 

Uma turbulenta sequência de declarações colocou às vistas de todos o clima pesado que estava rolando dentro da McLaren... e sobrou para o “lado mais fraco” da estrutura: o “não britânico”. Vendo a coisa esquentar para o seu lado, o Sergio ‘Ligeirinho’ Perez tratou de jogar tudo no ventilador e falou que faltava humildade na equipe (Ele esperava o que numa empresa de Ron Dennis? Ninguém falou pra ele que esta palavra não existe no dicionário deles?).

 

Será que ninguém alertou o rapaz do tamanho da arapuca em que ele estava entrando? Principalmente em sair dando peitada – ou toques de roda, se preferir – no ‘campeão do mundo’ que corre na equipe? Definitivamente, não seriam os resultados que segurariam Sergio Perez na equipe. Isso está bem claro há algum tempo. Basta olhar a tábua de pontuação e ver que, nas últimas corridas, Perez marcou 18 pontos, contra apenas 1 de Button.

 

A questão, em relação à “dança das cadeiras”, é que a vaga aberta foi para as mãos de um novo piloto, o Kevin Magnussen, o campeão da World Series by Renault e que é piloto do “programa de jovens pilotos” da equipe. Com isso, mais um “cheque gordo” começou a ‘voar’ no circo... digo ‘voar’ por conta de uma antiga expressão – cheque voador – para denominação de cheque sem fundo.

 

Tudo indica que os pagamentos dos “vale-cockpit” feitos pela turma dos mexicanos, via empresas de Carlos Slim, davam uns ‘probleminhas’ de atraso e isso foi deixando os pilotos nacionais – tanto Sergio Perez como Esteban Gutierrez, na Sauber, eu uma situação nada confortável e, se a suíça Sauber foi “engolindo sapos”, os britânicos da McLaren de Ron Dennis foram ficando mais e mais irritados.

 

Em todo caso, mesmo com atrasos, o dinheiro entra e é aí que tanto Sergio Perez quanto Esteban Gutierrez vem depositando suas esperanças de permanecer no grid para o ano que vem, especialmente por conta da vaga da ‘Nega Genii’, que tudo aponta estar nas mãos de nuestro amigo, El volante bolivariano, Pastor Maldonado, mas diante de tantas reviravoltas, tudo pode acontecer, especialmente quando o dinheiro fala mais alto do que o talento.

 

O tal do novo parceiro da equipe de Enstone, a Quantun, já poderia ser chamada de “Quandun”... “Quandun” que vai entrar dinheiro! O Kimi tratou de entrar na faca pra “desempenar as costas” e deixou a equipe na mão pela disputa do terceiro lugar do campeonato de construtores. Romain Grosjean contra Fernando Alonso é uma briga meio injusta se formos levar em conta o histórico do espanhol, mas como o carro negro anda mais redondo, o menino maluquinho – que para frustração daqueles que adoravam uma bela ‘carambola’ nas largadas – parece que tomou mesmo juízo e é, hoje, o líder da equipe, estando, mesmo sem fundos, cotado para ser o primeiro piloto do time em 2014.

 

O tal do Mansoor, o CEO do grupo “Quandun”, sabendo das negociações financeiramente avançadas com ‘el volante bolivariano’,  a quem Eric Boullier teria que engolir a seco, uma vez que não morre de amores pelo venezuelano desde os tempos em que se conheceram na fórmula 3, preferia – e prefere – ter um piloto como Nico Hulkenberg, que vem dando verdadeiros shows nas últimas corridas com a Sauber, seria seu favorito para correr na equipe. Contudo, sem dinheiro não há argumento!

 

Nico Hulkenberg, o sem dinheiro – e correndo mais uma vez o risco de ser o sem equipe – para 2014 parece ter reunido alguns trocados... sim, porque diante das cifras que tem sido faladas, seis milhões é “trocado”, certo? Tem se esforçado para ao menos segurar a vaga na equipe suíça, mas com um olho num outro cockpit muito interessante dos que ainda restam para ser ocupados: o da Force Índia!

 

O boato da “rádio paddock” tem dado conta de que Paul di Resta, o eterno revoltado da categoria (di Resta derrotou Sebastian Vettel quando ambos correram a temporada de fórmula 3 na Inglaterra e o escocês achaque poderia ter melhores resultados, melhores performances e ser o campeão do mundo se tivesse o suporte que o alemão tem até hoje), pode estar indo para os Estados Unidos, para a vaga aberta por seu primo, Dario Franchitti, na Ganassi, uma vez que o tetra campeão da categoria americana decidiu “pendurar o capacete”.

 

Caso isso ocorra, vai aliviar a pressão para os lados de todos que ainda correm atrás de uma vaga para o ano que vem, especialmente para os lados de outro alemão talentoso e de pouco suporte financeiro: Adrian Sutil, que pode continuar na equipe de Vijay Mallya ao lado se seja lá quem for... quem sabe até uma surpresa, não é. Felipe Nasr? Com a Petrobras negociando uma volta ao meio das fornecedoras de combustível com a equipe indiana, quem sabe uma parte do acordo não vai envolver a presença de um piloto? Um sinal de que “alguma fumaça há” uma vez que tudo estava certo para que o piloto de Brasília fosse o piloto de testes da Williams e o acordo acabou desfeito.

 

A coisa de segurar uma vaga no grid para o ano que vem está tão complicada que até mesmo nas nanicas a situação anda incerta. Por lá, onde o dinheiro fala muito mais alto que o ronco dos motores, três dos quatro pilotos, que fizeram a coletiva de imprensa deste final de semana – Charles Pic, Guiedo Van Der Garde e Max Chilton – afirmaram que não tem nada definido para o ano que vem, sofrendo com os novos postulantes a piloto vindo da GP2 e World Series e ainda a concorrência do “veterano” Reikki Kovaleinen, que depois de treinar bem, foi um fiasco na corrida do EUA com o segundo carro da ‘Nega Genii’.

 

Todo mundo sabe que tem um monte de contrato assinado, que está tudo nas gavetas porque não podem ser divulgados antes do final da temporada. Sendo assim, resta-nos esperar e especular sobre o futuro... para o deleite da imprensa, o negócio é jogar querosene na lona e ver o circo pegar fogo!

 

Enquanto isso, no balcão do cafezinho...

 

Já que o assunto é fogo, um dos caras que mais gosta de brincar com fogo, o polaco Robert Kubica, que vinha correndo o WRC2, uma espécie de segunda divisão do mundial de Rally, fez a sua estreia na divisão principal ao volante de um DS3 da Citroën... e terminou de rodas para cima depois de uma espetacular capotagem. O piloto, que quase morreu em um acidente no Rally de Andorra, dois anos atrás, nada sofreu, mas que o cara continua vivendo perigosamente...

 

Agora o perigo está para os lados do bom velhinho... com o julgamento da Inglaterra suspenso até a semana que vem, quando será retomado, a novidade é que tem gente querendo a cabeça grisalha do octagenário fora da corte também.

 

Donald Mackenzie, o co-fundador do grupo financeiro CVC, garantiu que Bernie Ecclestone pode ser demitido da categoria caso a corte londrina, onde o escândalo de corrupção na venda das ações da categoria, em 2005 está sendo julgado, pode causar a queda do dirigente. A CVC é sócia majoritária da FOM, empresa que gere a categoria, desde 2006... justamente com a compra destas ações.

 

Segundo Mackenzie, o bom velhinho só contou sobre o caso dos pagamentos para o banqueiro alemão – Gribkowsky – apenas em 2011. O sócio relatou que Bernie pediu desculpas por ter “esquecido” de contar-lhe isso e que jurava nunca ter mentido para ele... bom, como aqui em Minas Gerais teve um político que “esqueceu” de colocar na declaração do Imposto de Renda um castelo que ele construiu, um senhor de 80 anos de idade ter esquecido um pagamento de 25 milhões de libras não deveria ser algo tão absurdo assim, certo?

 

O grid da Fórmula Indy vai ficar mais pobre com a saída de Dario Franchitti. O tetracampeão da Indy e três vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis Dario Franchitti decidiu seguir os conselhos dos médicos que o acompanharam desde o acidente sofrido na corrida de Houston, em outubro passado.

 

O violento impacto resultou em fraturas em duas vértebras e no tornozelo direito, além de uma concussão cerebral. Acompanhado de perto por médicos, que o aconselharam a se afastar do automobilismo, Dario anunciou a decisão, que não é fácil pra nenhum piloto. O tornozelo precisou passar por duas cirurgias para ser recuperado, mas foram as lesões na coluna e na cabeça que pesaram para a decisão ser tomada.

 

Com a saída do escocês, abre-se uma possibilidade para que Tony Kanaan assuma um outro status dentro da equipe que venceu cinco dos últimos seis campeonatos da categoria. Franchitti dividiria a Ganassi com o atual campeão Dixon no, digamos time A, o da Target, enquanto Tony Kanaan e Charlie Kimball dividiram o time B em 2014. Por enquanto nada foi falado, apenas da especulação em torno do nome de Paul di Resta para cruzar o oceano e mudar de categoria.


Mas o que me deixou decepcionado foi a infelicidade da escolha das palavras de Tony Kanaan na coletiva onde ele anunciou sua saída da KV, onde correu as últimas 3 temporadas, para a equipe de Chip Ganassi: “É como sair ali do boteco do João para um restaurante”, comparou. Mesmo todos sabendo da diferença de estrutura entre as equipes (além dos 4 carros da Indy a equipe tem dois carros de Grand-Am e dois de Nascar), a postura e as palavras do nosso piloto foi algo, no mínimo, deselegante.

 

E tem mais brasileiro a caminho dos EUA... depois de jogar a toalha na busca de ascensão de categoria na Europa. Após a brilhante conquista do 3º lugar no GP de F3 de Macau, Pipo Derani está indo de mala e cuia para a Pro Mazda em 2014 pela equipe Pelfrey. A mudança de continente visa ao futuro da carreira. Pipo disse que, mesmo fazendo uma boa temporada em uma categoria como a GP2, ainda assim seria difícil chegar à F1, por isso optou pela ida aos Estados Unidos, em um certame que faz as preliminares da Indy.

 

Para correr nos EUA, o brasileiro vai contar com a ajuda do investidor Alan Lewis. O empresário viu o teste que Pipo fez com a equipe Sam Schmidt, pela Indy Lights, e resolveu investir no piloto. Por isso, optou por colocá-lo na Pro Mazda – equivalente à F3 – antes de fazer a transição para os carros maiores.

 

Derani concordou com a decisão de dar um passo de cada vez e não queimar etapas, considerando ser importante pensar na renovação dos brasileiros na América. Se na Europa Felipe Massa continua sendo o único brasileiro na F1 pelos próximos anos, do nosso lado do Atlântico a F. Indy conta apenas com os veteranos Tony Kanaan e Helio Castro Neves.

 

A Pelfrey inscreveu dois carros em 2013, sendo um para o americano Spencer Pigot e outro dividido pelo brasileiro Nicolas Costa e por Petri Suvanto. Os três pilotos somaram uma vitória e outros oito pódios. A escuderia ainda foi a campeã, em 2012, com Jack Hawksworth. Pipo será companheiro do canadense Dalton Kellet. Nicolas Costa continua correndo atrás de patrocínio para correr na categoria.

 

Quem também anda correndo atrás de patrocínio e de um lugar para correr é Bia Figueiredo. Ela anda testando o protótipo da equipe 8Star Motorsports, que já foi defendida pelo compatriota Oswaldo Negri Jr. Dona de uma trajetória bem vitoriosa tanto na Grand-Am, como na WEC (World Endurance Championship), quando venceu a última etapa de 2013, as 6h de Shangai (China), é uma das mais fortes do novo campeonato.

 

A United Sportscar é a mais nova categoria de turismo e endurance dos Estados Unidos, uma vez que é a fusão das conceituadas Grand-Am e American Le Mans Series (ALMS) e será uma das grandes atrações do automobilismo em 2014, tendo em seu calendário as tradicionais provas: 24h de Daytona e 12h de Sebring, além corridas nos famosos circuitos das terras do Tio Sam: Indianápolis, Laguna Seca, Road América, além do “Circuito das Américas”, em Austin. Tomara que ela se acerte por lá!

 

E o Macarroni tá cada vez mais (Rubinho) Churumello nestas suas últimas horas como piloto da Ferrari. Ele declarou que “gostaria de ser lembrado como um membro importante da equipe Ferrari”, que viveram grandes momentos juntos, vencendo corridas e campeonatos(sic), e também viveram alguns momentos difíceis. Para fechar com chave de ouro, disse que iria “sentir falta do lado humano da Ferrari”, onde sempre sonhou pilotar e pode fazê-lo por dez anos, oito como titular.

 

Alguém tem um lenço pra me emprestar?

 

Um abraço e até a próxima,

 

Fernando Paiva 

 

 

Last Updated ( Friday, 22 November 2013 08:59 )